
Entre a Praia das Laranjeiras e a Ponta Negra, passamos alguns dias percorrendo trilhas, caminhando à beira-mar e pelas vertentes da Serra do Mar. Entre um mergulho no Poço do Jacaré e outro na Praia do Sono, exploramos também as trilhas que levam aos cumes dos picos do Cairuçu e da Jamanta.
Toda caminhada tem seus momentos de pausa. E, depois de um dia inteiro trilhando a faixa costeira, nada melhor do que parar em uma pequena vendinha na Praia do Sono, descobrir que o dono a deixou aberta e, algum tempo depois, vê-lo retornar para nos atender com uma tranquilidade serena. Sem pressa, abre uma cerveja bem gelada para brindarmos aquele dia.
Sem luxo, sem cerimônia. Ele sem pressa, nós também. Apenas a satisfação dos caminhos percorridos, dos cães caiçaras que nos acompanharam pela mata, como se fossem nossos guias, e dos desafios superados: a ponte caída, o deslizamento de terra em um trecho da serra e as paradas inesperadas de um dos cães, que parecia nos alertar sobre algo adiante, como quem diz que é melhor aguardar. No meio de tudo isso, muita prosa, pausas e contemplação da natureza.
Caminhar é preciso. Só assim descobrimos lugares, compartilhamos experiências e aprendemos que, muitas vezes, a felicidade está nas descobertas, nos mistérios da natureza e nas coisas simples.
Algumas conquistas se celebram no alto das montanhas. Outras, com os pés cansados, uma cerveja gelada e a certeza de que valeu a pena cada passo.