Ao montar acampamento no Pico Itapiroca, não imaginávamos que aquele entardecer nos proporcionaria uma vista tão surreal.
Estávamos diante de alguns gigantes da Serra do Ibitiraquire: o Pico Paraná, com 1.877 m; ao lado, o Pico Caratuva, com 1.860 m; e o próprio Pico Itapiroca, com 1.805 m.
Naquela tarde, a luz do sol iluminava o Pico Paraná de uma forma única, enquanto as sombras do Caratuva e do Itapiroca se projetavam aos seus pés. Era quase um prenúncio do que nos esperava no dia seguinte: um bate-volta até o cume do Pico Paraná.

E há um detalhe que torna essa montanha ainda mais especial: com 1.877 m, o Pico Paraná não é apenas o ponto culminante do estado do Paraná, mas também o ponto mais alto de toda a região sul do Brasil.
A subida até o cume é constante e exigente, com trechos de escalaminhada e vias ferratas que acrescentam um pouco mais de aventura ao percurso.

No retorno, tivemos outra surpresa. Conseguimos avistar o Pico Itapiroca e o nosso pequeno acampamento, em meio à Mata Atlântica. Ao lado, avistamos também o Cerro Verde e, mais ao longe, as encostas rochosas dos Picos Tucum e Camapuã.
É uma perspectiva diferente da montanha: depois de caminhar por horas por suas trilhas, olhar para trás e enxergar o lugar onde estamos acampados.

Todas essas montanhas fazem parte da Serra do Ibitiraquire, no Paraná, uma das regiões mais importantes do montanhismo e trekking na região sul do Brasil.
As trilhas exigem bom preparo físico, principalmente pelos trechos íngremes, desníveis e características do terreno.
Os principais pontos de acesso e apoio são as Fazendas Pico Paraná e do Bolinha.








