Os Primeiros Observadores da Terra

Tudo começou às margens da Lagoa de Santana do Riacho. Para alcançar a outra margem, nosso guia e navegador, Luciano, utilizou uma longa vara de bambu, conduzindo a travessia com a tranquilidade de quem conhece cada detalhe daquele lugar. Entre histórias, causos e muitas risadas, navegamos por quinze minutos até iniciar uma curta caminhada rumo a um dos mais fascinantes patrimônios arqueológicos da região: as pinturas rupestres da Lapinha da Serra.

Datadas de aproximadamente 7 mil anos, essas manifestações de arte pré-histórica ocupam uma extensa parede de pedra e preservam memórias dos primeiros observadores destas paisagens, muito antes de existirem trilhas, mapas ou caminhos definidos. Entre cenas de rituais, animais, atividades cotidianas e figuras antropomórficas, algumas pinturas chamam a atenção de forma especial.

O veado aparece repetidamente ao longo do paredão, como um personagem recorrente dessa galeria ancestral. Em uma das pinturas, destaca-se pela intensa combinação de tons vermelhos e amarelos.

Em outra, dois cervos surgem em sentidos opostos, revelando diferenças sutis de traçado e coloração, como obras de artistas distintos.

Já uma terceira imagem convida a uma observação mais cuidadosa: o que inicialmente parece um conjunto de formas dispersas revela a figura de um animal maior, em amarelo, possivelmente uma fêmea, abrigando em seu interior uma figura menor, em vermelho. Uma representação que remete à fertilidade, à gestação e ao ciclo da vida.

Diante dessas pinturas, a sensação é de atravessar não apenas uma lagoa ou uma trilha, mas milhares de anos de história. Cada traço preservado na pedra nos conecta aos primeiros observadores destas paisagens, lembrando que a serra guarda memórias muito mais antigas do que qualquer caminho que percorremos hoje.

Adamu Trekking – explorando trilhas, histórias e os vestígios dos primeiros habitantes do Brasil.

Caminhos Percorridos – Adamu Trekking

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21 de dezembro de 2012, e assim continua a caminhada! Para muitos uma data qualquer, para outros uma ansiedade equivocada do fim do mundo. De acordo com o anuário maia, esta data marca apenas uma mudança de ciclo que foi iniciada há 5.125 anos. Na visão do mundo maia temos a união da mãe terra e os corpos celestes num calendário circular, que termina em si mesmo, e assim inicia um novo ciclo. Esperança que se renova na reflexão, na missão, na jornada pelo planeta. Espero que o caminho do autoconhecimento nos mantenha lúcidos e atentos. Que os momentos de oração e meditação possam despertar nossa consciência. Que a verdade prevaleça!

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31 de dezembro de 2012, mês de renovação! Segundo o calendário gregoriano, é apenas o último dia do mês que fecha o último dia do ano e começo de mais um dia. É o exercício de um novo ciclo na esperança em dias melhores. Então que a necessidade prevaleça sobre o ego dos desejos intermináveis. Assim a caminhada se desenha em linhas concretas como aquela traçada em nossa vida pretérita.

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21 de janeiro de 2013, hoje é difícil dizer se foram os caminhos percorridos que nos trouxeram até aqui, ou se a nossa missão nos fez desenhar este caminho. O processo em que estamos todos envolvidos nos permite aventurar por novas trilhas. Acompanhar este site é caminhar junto, alegrar com a vitória passageira, aprender com nossos fracassos, superar limites e respeitar todos como sendo um. Brincar com as palavras e imagens como num processo de autoconhecimento. Vivenciar experiências e interagir com a natureza na certeza da nossa evolução. Então vamos às montanhas, trilhas e corridas!