Este vídeo mostra a simplicidade dos moradores do Gomeral, um lugarejo rural da cidade de Guaratinguetá – São Paulo, encravado na Serra da Mantiqueira.
Ventos do Gomeral é um vídeo documentário que mostra as curiosidades, costumes, tradições e belezas naturais desta localidade.
O nome tem origem da árvore Gomeira, que já foi muito comum na região, mas hoje, devido ao desmatamento, é mais facilmente encontrada em mata fechada.
O trekking ao Monte Roraima reservou surpresas inesquecíveis! A começar pela imponência deste tepui que tem um platô com uma superfície em torno de 40 km² cercado por falésias.
A chegada ao topo mostrou um ambiente bem diferente da savana e florestas tropicais que estão ao entorno. Este tepui foi escalado somente no final do século XIX por uma expedição britânica. Desde então, ocorreram diversas incursões para pesquisa de sua fauna e flora com alto grau de endemismo.
No hotel índio, local onde montamos acampamento, avistei um beija-flor pousando num arbusto. O que chamou atenção foi o som abafado do voo ligeiro do pássaro. Tentei fotografá-lo, mas a minha movimentação afugentou o beija-flor-do-tepui.
O seu habitat natural são florestas subtropicais e tropicais de baixa altitude. Como aquele pássaro conseguiu voar a uma altitude média de 2.700 metros? Outra surpresa é o tamanho em torno de três a quatro vezes maior que outros beija-flores.
Certamente aquela seria a primeira e última aparição, mas novamente algo inusitado aconteceu quando visitamos o El Fosso. Na busca de uma foto mais ampla, explorei os arredores subindo nas pedras que contornavam o local.
Na saída do El Fosso fiquei um pouco atrás para passar protetor solar e parei numa pedra. Num instante, surgiu o beija-flor-do-tepui de voo rápido e extremamente ágil. Fiquei extasiado, pois o animal ficou cara a cara, as vezes imóvel no ar ou fazendo manobras para frente e para trás.
Se não bastasse o bicho pousou na minha cabeça, na aba do boné. Alguns segundos pareceram uma eternidade! Fiquei imóvel, tentando sinalizar para que alguém vice aquela cena.
A natureza no tepui é generosa e fiquei muito grato pelas experiências vividas durante aqueles dias no platô do Monte Roraima. No entanto faltou a foto daquele esplêndido beija-flor-do-tepui.
O patriotismo está em alta com a Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil. Considerando o futebol uma paixão nacional e sendo uma competição desportiva internacional, naturalmente vemos o aumento da euforia e sentimento de orgulho a pátria através da participação da seleção brasileira de futebol.
Por outro lado, vemos nas manifestações populares uma insatisfação emergente através de protestos contra o excesso nos gastos públicos em grandes eventos esportivos internacionais em detrimento a qualidade dos serviços públicos e corrupção generalizada. É um forte sentimento patriótico em defesa a nação, legitimando à democracia, e respeito a pátria.
O patriotismo está presente na valorização da cultura, riquezas naturais e dos símbolos nacionais como, por exemplo, a Bandeira Nacional.
O significado popular das cores da Bandeira Nacional tem o verde representando as matas, o amarelo as riquezas minerais, o azul o céu, o branco a paz e as estrelas simbolizam os estados brasileiros e o Distrito Federal. A frase “Ordem e Progresso” é de autoria de Augusto Comte, filósofo, fundador do positivismo, que significa: o Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim.
Em 2011 a bandeira do Brasil foi pintada no avião Embraer 195 da Azul Linhas Aéreas. O avião “Brasil” leva a frase: “Azul. É o Brasil lá em cima”. Confira o vídeo da pintura no avião da Azul.
Para exaltar este sentimento patriótico, no Hino à Bandeira temos este refrão:
Sobre a imensa nação brasileira, Nos momentos de festa ou de dor, Paira sempre sagrada bandeira, Pavilhão da justiça e do amor!
Enfim, que o Brasil seja mais uma vez campeão no futebol, mas verdadeiramente campeão do mundo na ordem e no progresso da nação.
Descemos a Rio-Santos em direção à praia da Maranduba, região sul de Ubatuba. Adentrando o Sertão da Quina avistamos, no alto da serra, uma queda de águas brancas, imponente. Nosso destino, Cachoeira da Água Branca.
O rio Maranduba se avoluma captando água de seus afluentes que se soma a centenas de regatos e ribeirões que descem a serra. A trilha começa as margens da cachoeira da Renata e ao longo da caminhada cruza várias vezes o rio Água Branca.
Quanto mais interior, mais bela e selvagem a mata se torna. Em terreno de Mata Atlântica, ao caminhar na crista de um morro se notou o som claro e transparente de dois regatos, um de cada lado, descendo a encosta.
No caminho tivemos a oportunidade de presenciar a força da cachoeira da Queda Brava. Momento de descanso para depois seguir no trecho mais íngreme aonde se chega à base da cachoeira da Água Branca.
Praticamente aos pés da serra e totalmente envolvida pela mata, a cachoeira despenca 300 metros de queda. Para ter uma visão diferenciada, seguimos atravessando o rio e subimos por uma encosta íngreme até chegar ao mirante.
Defronte da imensa queda o vento batia com toda força. O mirante mostrava uma área reduzida que não permitia grandes movimentações. O jeito foi procurar uma parada segura, sentar no chão e apreciar encantado e calmamente aquele momento.
A Trilha do Garcez está localizada dentro do Parque Estadual Serra do Mar – PESM, Núcleo Santa Virgínia – Base Vargem Grande, município de Natividade da Serra / SP.
Um lugar para contemplar a beleza natural da Serra do Mar caminhando às margens do rio do Jacu e rio Grande. O caminho dentro da floresta atlântica de planalto tem variação de altitude em torno de 230 metros e uma distância total de 6 km.
Esta trilha conta com diversos atrativos naturais entre cachoeiras e poços para banho, como a cachoeira do Garcez, cachoeira do Pocinho, rio do Jacu e poços para banho ao longo do rio Grande.
Dentro do parque é fácil encontrar árvores como Manacá-da-serra, Cedros, Palmeiras, Canelas, Araçás e Palmito Jussara. A fauna abriga uma diversidade de 146 espécies de aves endêmicas da Mata Atlântica e 67 espécies de mamíferos.
Com um pouco de prática na observação do ambiente, pode-se ainda encontrar anfíbios e répteis usando do recurso da camuflagem para se proteger ou esconder dos predadores.
“Declaro, no perfeito uso de minhas faculdades mentais…. Assumindo todos os riscos envolvidos na participação e suas consequências…. Conheço meu estado de saúde físico e mental…”
E assim começa o termo de responsabilidade de uma prova de “endurance”. A primeira vez que li achei um exagero, mas tenho convicção que é muito mais que assinar um papel. É preciso plena consciência do seu estado físico-mental e dedicação aos treinos para estar apto ao desafio.
Ser autossuficiente é fundamental neste tipo de prova. Além dos suprimentos disponibilizados pela organização, é prudente levar uma reserva para hidratação e reposição de nutrientes. Sem contar que nesta prova cada atleta levou um kit de segurança obrigatório.
Na arena da largada era transparente a ansiedade de alguns atletas. Então, os atletas tomaram as ruas de pedra “pé-de-moleque” do centro histórico de Paraty contornando a Igreja Matriz em direção ao desafio dos 50 km.
Deixando os casarões antigos para trás a corrida seguiu em direção a BR-101 sentido Ubatuba. Percorrido quilômetros no asfalto até sair por uma estrada de terra em direção ao interior da Serra do Mar.
Caminhos de terra, trilhas em meio à mata, regatos e rios atravessaram. Morros intermináveis e descidas insaciáveis corroíam a resistência dos menos preparados. Atletas ficarem pelo caminho. Muitos resistiram ao calor e alta umidade do ar. Parecia insanidade, mas era obstinação, coragem e resiliência.
Corrida que passou pela história antiga de um Brasil de rodas d’água que movimentaram engenhos de cana-de-açúcar e de belezas naturais como a APA do Cairuçú. Caminhos de natureza exuberante em meio a simplicidade de moradores humildes, de sorriso reservado, alguns mais acanhados outros mais prestimosos.
Enfim, declaro perfeito uso de minhas faculdades mentais. Agradeço a companhia dos amigos de corrida. Celebro com o coração feliz e algumas dores musculares mais este desafio superado.
“Atualmente todos vivemos em um mundo dominado pelas máquinas. Quase não restam em nosso deteriorado planeta espaços livres, onde possamos esquecer nossa sociedade industrial e testar, sem sermos incomodados, nossas faculdades e energias primitivas.
Em todos nós se esconde uma saudade do estado primogênito, com o qual podíamos calibrar-nos com a natureza e enfrentá-la, descobrindo a nós mesmos.
Aqui está basicamente a razão de não haver para mim uma meta mais fascinante que esta: um homem e uma montanha.”
Como todo ano, começamos com as trilhas fáceis e por isso, não menos belas que as mais difíceis. Escolhendo a dedo um final de semana com lua cheia, seguimos para Cunha em direção a Pedra da Macela.
Na rodovia Cunha – Paraty Km 66 saímos por uma estrada de terra ladeada por sítios. Após 4 km chegamos ao portão de FURNAS que mantêm no cume uma antena retransmissora. Deste ponto é proibido o acesso de veículos particulares.
Mochilas prontas! Água suficiente para um dia. Roupa de frio de menos, comida demais e um bom vinho. Ótima previsão do tempo. Então, por uma estrada pavimentada seguimos 2 km de subida.
Hora antes do crepúsculo, o céu anunciava o pôr do sol de um lado e a lua cheia do outro. Espetáculo à parte foi o nascer do sol atrás da Ilha Grande. O jeito foi parar tudo e contemplar cada momento.
No topo a 1.840 m de altitude, a paisagem pode ser apenas um mar de nuvens. Entretanto, com um céu de brigadeiro, abriu-se uma vista espetacular das montanhas de Cunha, a histórica Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande e suas baías e ilhas.
Ao retornar, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo que produzimos no acampamento foi trazido conosco para descarte em local apropriado.