“A vida nem sempre segue a nossa vontade, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser.”
Chico Xavier
A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga foi criada em 1992 e também é parte integrante da Área de Proteção Ambiental do Cairuçu.
A Ponta da Juatinga tem elevada importância na proteção dos atrativos naturais de grande beleza cênica composta por uma fauna e flora ameaçada de extinção, o farol e atrativos culturais de populações representantes da cultura caiçara tradicional.
Por terra, ou pelo mar, chegamos a praia do Sono. Na década de 60, centenas de famílias caiçaras viviam da pesca artesanal e da agricultura. Atualmente algumas dezenas de famílias vivem dos campings, turismo de verão e feriados prolongados.
A travessia percorre as praias dos Antigos, Antiguinhos e Galhetas, locais de acampamento proibido. Na praia da Ponta Negra a história diz que numa canoa de voga quatro homens aportaram por lá e fundaram o vilarejo.
O desafio é seguir adiante na trilha mais íngreme e longa da travessia. Local ímpar de trilha na Mata Atlântica até a bela Cairuçu das Pedras. O caminho ainda reserva a beleza do Saco das Enchovas até a praia Martim de Sá.
A travessia tem seus desafios recompensados pela natureza exuberante, pessoas simples e que amam a natureza como a Branca na Ponta Negra, o Sr. Apricho no Cairuçu e o Sr. Maneco na Martim de Sá.
Esta travessia percorreu a Ponta da Juatinga, Enseada da Cajaíba, Saco do Mamanguá até Parati Mirim.
Local: Parati Mirim / RJ
Homo sapiens, do latim “homem sábio”.
Esta animação “Man” de Steve Cutts, um artista especializado em ilustração e animação, mostra uma crítica ao ser humano que chegou à Terra há pouco tempo e apesar de ser considerado um animal racional consegue destruir quase tudo que vê pela frente.
Nem tudo está perdido, muitos movimentos governamentais e sociais, ao redor do planeta, atuam em prol da busca de uma melhor relação entre o homem sábio, o meio ambiente e todos os outros seres vivos da Terra.
Confira este curta:
Animação: “Man” – Steve Cutts
Um final de semana especial na região elevada do planalto de Itatiaia, entre caminhadas e pela riqueza florística dos campos de altitude.
O Parque Nacional do Itatiaia se destaca pela Floresta Ombrófila Densa ou Floresta Pluvial Tropical e na parte mais elevada do planalto ocorrem os Campos de Altitude.
Uma curiosidade, o termo Ombrófila, de origem grega, como Pluvial, de origem latina, ambas significam “amigo das chuvas”.
Além do predomínio de gramíneas, também ocorre grande número de bromélias, orquídeas, cactos e líquens.
A flora dos Campos de Altitude é considerada extremamente especializada para suportar o frio do inverno e ventos constantes.
Os campos e arbustos são substitutos da floresta a partir de 1.600 metros de altitude, quando as condições ambientais não permitem a evolução de árvores. Tudo dentro de um relevo intricado entre vales, grotas e vertentes de grandes variações de altitudes e temperaturas.
Esta verificação ocorreu em um final de semana de maio quando as temperaturas entram em declínio gradual com o fim do outono e chegada do inverno.
O caminho percorrido nos levou ao Morro do Couto que está entre as dez maiores elevações rochosas brasileiras.
“A natureza é perfeita. As árvores podem estar retorcidas de um modo estranho ou faltarem pétalas na composição de uma flor. No final das contas a natureza é sabia em suas revelações.”
A Pedra do Bauzinho, do alto da serra da Mantiqueira, protegido pela natureza, cercado de matas, este imponente granito a 1.760 metros de altitude é parte do Complexo Rochoso Pedra do Baú.
O acesso é por uma trilha na mata do Bauzinho, que está ao lado da Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí. A caminhada inicia num campo aberto inclinado e à medida que caminhamos fica evidente a subida na encosta protegida pela mata onde um descanso e fotos são obrigatórios.
Após aproximadamente duas horas de caminhada, o Bauzinho defronta-se com a fantástica formação rochosa do Baú e no fundo do vale observa-se o município de São Bento do Sapucaí.
Avista-se também o belo vale do Paiol, uma exuberante serra entre São Paulo e Minas Gerais. No retorno, o caminho contorna a Pedra do Baú pela mata onde podemos ver as famosas escadinhas de ferro, tanto do lado de Campos do Jordão como de São Bento do Sapucaí.
Local: São Bento do Sapucaí / SP
Uma criativa campanha foi organizada pela organização não-governamental WWF – World Wide Fund for Nature para sensibilizar o cidadão frente a questões como meio ambiente, mudanças climáticas e preservação dos recursos naturais.
Nesta campanha aparece um suposto Tarzan prestes a cair no chão por falta de árvores.
Fonte: World Wide Fund for Nature
A parte alta do Parque Nacional de Itatiaia é um local para a prática do montanhismo onde estão localizadas diversas trilhas e vias de escalada em picos com mais de 2.400 metros de altitude. Desta vez seguimos em direção a Asa de Hermes.
Esta formação rochosa, que de longe, parece com a asa do deus Hermes. Na mitologia grega Hermes era filho de Zeus e da ninfa Maia, cujo nome de origem provavelmente significa os montes de pedra usados para indicar os caminhos. Entre suas várias atribuições incluíam-se as de mensageiro dos deuses. Era representado com um chapéu alado e asas nos pés.
Partindo do Abrigo Rebouças, percorremos pelo mesmo caminho de acesso ao Pico das Agulhas Negras até uma placa indicando bifurcação à esquerda. Na sequência uma nova bifurcação marca o caminho à direita para a Asa de Hermes.
O caminho segue paralelo ao córrego Agulhas Negras e o maciço de Itatiaia. No final a trilha atravessa um charco à direita e segue numa curta subida pela rocha. A partir deste ponto alguns totens de pedra sinalizam o caminho.
Contornando a esquerda por entre arbustos e pequenas árvores se avista grandes blocos de rocha entre o maciço das Agulhas Negras e a Asa de Hermes. A partir deste ponto a trilha se transforma numa “escalaminhada”. Necessária atenção na navegação para passar com segurança entre as rochas.
Após a transposição por cima ou debaixo de grandes rochas avista-se o outro lado do maciço. Aqui se desce um pequeno platô para contornar e subir uma última vegetação à esquerda. Deste ponto se margeia pela direita até atingir o ponto onde a “escalaminhada” se torna mais técnica.
Neste momento atenção na “escalaminhada” para subir a face leste do maciço. Depois é caminhar nas canaletas rochosas até alcançar a Asa de Hermes.
Surpreendente o tamanho da pedra que desta posição pouco se parece com a asa do deus Hermes. Desta posição temos uma visão parcial do lado oeste do parque nacional com a Pedra do Altar e Morro do Couto mais ao fundo.
Saindo bem cedo de São José dos Campos seguimos em direção a São Luís do Paraitinga, sentido Parque Estadual da Serra do Mar – PESM, Núcleo Santa Virgínia, Base Natividade da Serra.
O Parque Estadual da Serra do Mar foi criado em 1977 com o objetivo de proteger parte dos remanescentes de Mata Atlântica. Suas encostas de altitudes elevadas abrigam árvores de grande porte como o cedro e guatambu que abrigam bromélias, orquídeas e samambaias.
No PESM preserva-se uma palmeira nativa da Mata Atlântica que está ameaçada de extinção. Também chamada de içara, é mais conhecida como palmito juçara. Estes nomes são derivados do seu nome em tupi: yu’sara.
A região tem relevo acidentado que favoreceu a formação de corredeiras e cachoeiras nos rios Ipiranga, Ribeirão Grande e Palmital, afluentes do rio Paraibuna. A trilha do Rio Grande esconde poços naturais e cachoeiras, sem contar a diversidade de espécies vegetais e animais que constituem a biodiversidade da floresta atlântica.
Ás margens do Ribeirão Grande e protegido pela floresta, passamos pelos poços naturais do Ribeirão Grande e dos Peixes. A caminhada tem seu destino final na cachoeira da Boneca numa distância total de treze quilômetros.
Uma trilha de grande beleza natural!
Local: Natividade da Serra / SP