Ano Novo

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“Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”

Carlos Drummond de Andrade

Feliz Ano Novo!

Corrida de São Silvestre – São Paulo

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Deixando de lado as corridas de montanha, vamos a mais famosa e tradicional corrida de rua do Brasil, a Corrida Internacional de São Silvestre.

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Com o calor do verão embalado pelos gritos do público prestigiando o evento, a distância de 15 km e a difícil subida da Av. Brigadeiro Luís Antônio enaltece a todos os atletas que cruzam a linha de chegada na Av. Paulista.

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A 1ª edição aconteceu à meia-noite do dia 31 de dezembro de 1925. Naquela ocasião, foram 60 atletas inscritos. Destes 48 compareceram e apenas 37 foram oficialmente classificados. A partir de 1989 o horário da largada mudou para as 5h da tarde e desde o ano passado foi transferida para as 9h da manhã.

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Nesta 89ª edição a corrida atinge o recorde de 27.500 inscritos. São esperados atletas de inúmeros lugares do Brasil, representantes de países da América do Sul e outros continentes.

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Um percurso desafiador que percorre lugares interessantes da cidade de São Paulo como o Masp, Estádio do Pacaembu, Memorial da América Latina, Monumento a Duque de Caxias, Praça da República, Viaduto do Chá e Teatro Municipal.

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Pelo amor ao pedestrianismo, o jornalista Cásper Líbero conseguiu realizar a prova mesmo durante a Revolução Constitucionalista de 1932 e também durante a 2ª Guerra Mundial.

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Muita alegria, emoção e festa na corrida do santo do último dia do ano. É quase um Réveillon antecipado na Av. Paulista entre corredores profissionais, amadores e pseudo atletas.

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Pense em algum super-herói ou personagem pitoresco…. É muito provável encontrá-los na corrida. Ou ainda, se quiser fazer tempo, mas não for um atleta de elite, vai ter que aguardar horas no pelotão dos espremidos.

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Boas Festas!

Planeta Água

” Um novo século que se inicia necessita de novas consciências e ações concretas em prol da preservação da vida nos oceanos. “

Temos aqui este documentário, cujo nome original é “Planet Ocean, filmado pelos diretores Yann Arthus-Bertrand e Michael Pitiot.

Em parceria com a OMEGA e apoio científico da Tara Expeditions, conseguiram captar além dos mistérios e da beleza, imagens fantásticas e a deterioração dos oceanos provocado pela humanidade ao longo do século XX.

O nosso oceano global já sinaliza alguns sintomas mais graves devido a destruição. Os perigos e ameaças já são de conhecimento dos cientistas, organizações governamentais e não-governamentais.

O Planeta Água foi apresentado na Rio+20 em 2012. Vale à pena conferir este documentário na íntegra.

” Um documentário para nos humanizar. Um alerta para mudar! “

Vídeo: Yann Arthus-Bertrand e Michael Pitiot

Trilha Brava da Almada – Ubatuba

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A trilha Brava da Almada tem início na praia da Fazenda, dentro do Parque Estadual da Serra do Mar – PESM, núcleo Picinguaba. A praia da Fazenda é um presente da natureza preservada, de águas límpidas e seguras.

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Nesta trilha encontramos costão rochoso e mata de encosta que são dois ecossistemas do bioma Mata Atlântica. A primeira parada é numa pequena enseada conhecida como Saco das Taquaras.

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Depois seguimos pela mata até a praia Brava da Almada. Uma praia deserta que tem vista para as ilhas Comprida e das Couves. Ótima praia para surf e aos banhistas que adentrarem ao mar, atenção com a correnteza e buracos.

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Seguir no caminho é aportar em águas calmas na praia do Engenho. Na vila de caiçaras se destaca o projeto Aicás e o Espaço Cultura Caiçara com atuação em educação ambiental para conscientização e preservação dos recursos naturais e do patrimônio histórico cultural local.

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Separada apenas por um rochedo chegamos à bela praia da Almada. Um local agradável que guarda estórias dos antigos caiçaras e seu festival do camarão que acontece todo ano no mês de julho.

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No retorno a BR-101 temos ainda a vista panorâmica da belíssima praia de Ubatumirim, de águas tranquilas e comunidades caiçaras mais antigas da região.

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Local: Ubatuba / SP

Pedra do Macaco – Gomeral

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Então subimos aos pés da Mantiqueira, numa belíssima serra em direção ao povoado do Gomeral, em Guaratinguetá. O local revelou-se surpreendente com montanhas, riachos e cachoeiras, além da hospitalidade e boa comida caipira. 

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A caminhada saiu próximo a Igreja de São Lázaro e depois se juntou a trilha principal que está dentro de uma propriedade particular. A trilha atravessou o rio Gomeral, campos abertos de pastagem e floresta remanescente da Mata Atlântica.

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Esta trilha além de nos levar até a pedra, também segue até sete nascentes que estão no local. Isso ressalta a Mantiqueira como a serra que chora através das nascentes, riachos, cascatas e cachoeiras que descem pelas encostas, formando no Vale do Paraíba os afluentes do rio Paraíba.

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No final, belas visões se descortinam através da mata e temos à primeira vista da cara do macaco. É como se a rocha foi esculpida a mão lembrando a face de um gorila.

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A Pedra do Macaco está a 1.500 metros de altitude. Em cima da cabeça do macaco se tem a vista do vale do Gomeral e os contrafortes da Mantiqueira.

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Após longo dia de caminhada ainda paramos no riacho para um banho num poção encravado numa encosta repleta de samambaias e bromélias. Maravilha!!!

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Pico do Baepi – Parque Estadual de Ilhabela

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O litoral norte de São Paulo reserva algumas montanhas fascinantes. Não é pela altitude, mas pela paisagem da mata que desce ao encontro do oceano formando encostas rochosas, praias e enseadas.

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Desde São Sebastião, durante a travessia da balsa ou até mesmo dentro da Ilhabela, o Pico do Baepi se destaca pelo enorme paredão rochoso com mais de 150 metros, chegando a 1.048 metros de altitude.

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O pico está localizado dentro da área do Parque Estadual de Ilhabela. A administração do parque preserva a trilha que leva ao topo do pico em três horas de caminhada. A distância total é aproximadamente sete quilômetros.

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A trilha do Pico do Baepi é toda sinalizada com placas de orientação e informações para educação ambiental. Não se engane achando que a trilha é fácil porque o caminho segue num aclive constante. Saindo da cota 200, são 850 metros de desnível até o cume.

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Com tempo limpo o visual é incrível tendo aos pés do pico a face urbana da ilha e suas enseadas. No canal de São Sebastião vemos desde pequenas embarcações até cargueiros e petroleiros.

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Do outro lado do canal, a cidade de São Sebastião com seu porto e o enorme terminal petrolífero. Ao Noroeste a enseada de Caraguatatuba e ao norte o litoral de Ubatuba.

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Local: Ilhabela / SP

Nossas Sementes de Hoje

Este vídeo mostra os desafios da sustentabilidade no meio ambiente em que nascemos, crescemos e morremos. A conscientização e ações efetivas em todos os setores da sociedade são fundamentais para a preservação da fauna, flora e principalmente da sobrevivência humana.

” Uma semente é vida latente, secreta, misteriosa, apaixonante.

Em todas as culturas a semente foi um símbolo transformador do futuro.

Quais são as nossas sementes de hoje? “

Confira este vídeo. Emocionante!

Fonte: Rio+20

Corrida Desafio em Montanha 21K – Campos de Jordão

Numa manhã gelada de maio subimos a Serra da Mantiqueira em direção a Campos do Jordão para mais um desafio em montanha.

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Isso mesmo, parecia mais um desafio do que propriamente uma corrida de montanha. Pura superação de nossos limites numa prova bastante técnica na distância de meia maratona.

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Dentre outros desafios em corridas de montanha em Campos do Jordão, como o Pico do Itapeva e Pico do Imbiri, desta vez seria o Pico do Diamante.

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O Pico do Diamante abriga apenas antenas e equipamentos de transmissão de uma emissora de televisão e proporciona uma vista espetacular do Vale do Paraíba numa altitude a 1.870 metros.

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O evento contou com aproximadamente 260 competidores de diversas partes do país e até mesmo de países como Alemanha e Espanha.

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A responsabilidade foi grande para cumprir o percurso com segurança considerando os desníveis em terreno acidentado em campo aberto, trilha na mata e estrada de terra.

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Fotos: Ricardo Morgado

Vale do Silêncio – Patagônia

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Iniciamos a subida em direção ao Vale Ascencio e me vinha à lembrança que o Paso de Los Vientos estava próximo. Realmente as fortes rajadas de vento nos deixaram alerta na descida ao Refugio Chileno.

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Degustamos algumas amêndoas e descansamos para subir em direção ao acampamento Torres. Para nossa alegria o acampamento não estava cheio e conseguimos um bom local para montar as barracas e preparar o jantar.

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Como o dia patagônico é longo, eu e mais um amigo resolvemos explorar o Vale do Silêncio. A estratégia foi avançar até duas horas de caminhada, controlando o horário de retorno para estarmos de volta ao pôr do sol.

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Iniciamos a trilha margeando o rio Ascencio dentro de um típico bosque patagônico. Encontramos inúmeras “lengas”, uma espécie arbórea, derrubadas pelo vento. Na caminhada tranquila chegamos ao acampamento Japonês que é usado por escaladores.

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A trilha avançou sobre uma encosta entre pedras soltas até atingir um caminho nivelado. Todo este trecho contornou o Cerro Nido de Condor. Para nossa surpresa encontramos uma belíssima flor naquele lugar inóspito.

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Ao adentrar o Vale do Silêncio, o isolamento do lugar é tomado por uma visão de montanhas nevadas e um rastro do degelo indicado por grandes faixas de pedras.

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À primeira vista temos o Cerro Tridente e depois os gigantes Cerro Escudo e mais à esquerda o Cerro Fortaleza. O vale se fecha como um grande anfiteatro tendo às costas de Torres del Paine escondidas à esquerda.

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Com o anuncio do pôr do sol refletindo nas montanhas e um vento gelado assolando nossa resistência, havíamos chegado ao nosso limite.

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Assim garantimos o resto da luminosidade daquele dia para retorno com segurança ao acampamento Torres.