Fumaça no Ar

Esta magnifica animação “El Vendedor de Humo” (O Vendedor de Fumaça) foi criada por estudantes da escola de animação PrimerFrame em Valência – Espanha.

A animação é primorosa quanto a trilha sonora, modelagem dos personagens, movimentos e iluminação. O enredo é muito atual e traz uma boa reflexão sobre vendedores e compradores de “fumaça”.

A ilusão embevece o ego e cria miragem no deserto da alma. Só mesmo a chuva para matar a sede e dar sobriedade ao ego.

Animação: PrimerFrame

Eu, Perdido?

Esta animação de Steve Cutts foi produzida exclusivamente para a música “Are you lost in the world like me?” (Você está perdido no mundo como eu?) Do cantor Moby.

Eu, perdido? Claro que não!

Acredito que uma grande maioria das pessoas daria esta resposta, independentemente das opiniões dos mais ou menos tecnológicos, e daqueles mais ou menos espiritualizados.

O problema não é a tecnologia, seja dos telefones ou televisões “smart”. É evidente que os avanços em todos os campos da ciência são excepcionais.

Por outro lado, vale a reflexão sobre como as grandes corporações e governos estão usando o poder da mídia para controlar a sociedade. Ou como as pessoas conectadas tecnologicamente estão tão isoladas como seres físicos, emocionais, mentais e espirituais.

A ilusão é mais real do que o mundo lá fora. Grande parcela da humanidade está entretida, hipnotizada, escravizada e manipulada.

Eu, perdido?

E você?

Vídeo: Steve Cutts – Moby & The Void Pacific Choir

Povos Nativos

Esta animação mostra um nativo indo à caça quando se defronta com um totem. A partir daí inicia uma jornada misteriosa e insólita.

Estima-se que a 5 séculos atrás, 1.000 povos já viviam onde hoje é o território brasileiro. Como eles já estavam por aqui, é correto chamá-los de povos originários ou nativos, ou seja, próprio do lugar onde nasceram.

Com a chegada dos europeus às Américas, estes povos nativos foram dizimados, de norte a sul do continente americano.

Atualmente os povos originários brasileiros são minoria, menos de 0,5% da população, somando menos de 1 milhão de indivíduos, espalhados num Brasil de tamanho continental.

Estes povos nativos coexistem com a nossa urbanidade e certamente não se identificam integralmente com toda esta sociedade moderna. É claro que ainda existem conflitos por questões de interesses diversos, mas as relações evoluem para o respeito e preservação destas culturas ancestrais.

Animação: Pajerama – Glaz Entretenimento e Estúdio Nômade

Nosso Caminhar Parte 3 – Pedra da Bacia

” A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo. ” 

Friedrich Nietzsche

Ao final de uma longa caminhada, é normal estar esgotado. Os últimos quilômetros são os piores. As barreiras encontradas ao longo da travessia são inúmeras. Uma voz diz para desistir. O corpo doe. Tudo parece insuportável. Então, surge a força de vontade, quase esquecida. Vale a pena!

Nosso Caminhar Parte 1 e Parte 2.

Nosso Caminhar Parte 2 – Serra da Bocaina

” O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira. ” 

Friedrich Nietzsche

Ao longo da caminhada é preciso redescobrir o mundo com os olhos de uma criança. E mais cores veremos nas trilhas do amadurecimento para tornar o caminhar mais criativo, alegre e produtivo. Como toda conquista é efêmera, cultivar a curiosidade é presentear a vida com novas descobertas.

Nosso Caminhar Parte 1 e Parte 3.

Nosso Caminhar Parte 1 – Pico do Tira Chapéu

Os pensamentos do filósofo Friedrich Nietzsche foram polêmicos no século XIX e ainda hoje são muito atuais. Escolhi reflexões de Nietzsche para esta série de 3 posts sobre o “Nosso Caminhar”.

” É preciso saber perder-se quando queremos aprender algo das coisas que nós próprios não somos. “

Friedrich Nietzsche

A caminhada é repleta de altos e baixos, e nesta vida o autoconhecimento é cheio de incertezas. Quanta vezes nos perdemos nas trilhas da vida. Toda aventura é um desafio em direção ao desconhecido. É preciso uma boa dose de coragem e vontade para querer ir fundo nas respostas que desejamos encontrar.

Nosso Caminhar Parte 2 e Parte 3.

Desbravador Parte 3 – Pico do Selado

Dizem que o desconhecido e o medo andam juntos.

No poente, temos o anuncio da noite escura, do frio intenso e dos animais que saem a caça. É hora de montar abrigo. O desconhecido e o medo ficaram lá fora.

Ao amanhecer, o sol radiante declara que a vida continua. Momento de contemplação e agradecimento por tudo e por todos os seres vivos.

Respiramos fundo e seguimos em frente, com determinação, vontade e fé.

Como caminhar é preciso, agora é hora de montar a mochila da próxima aventura.

Desbravador Parte 1 e Parte 2.

Desbravador Parte 2 – Mirante de São Francisco Xavier

Dizem que o desbravador não tem medo do desconhecido.

Na montanha, temos que ser fortes e humildes para superar as adversidades do relevo e clima severo. Algumas vezes, temos que respeitar o que a montanha nos diz e entender que nem sempre chegaremos no cume na primeira vez.

A natureza é fascinante!

Ao amanhecer na montanha, o sol desponta no horizonte trazendo luz e calor. Do alto, o mar de nuvens seduz o espírito. O pensamento em oração contempla mais um dia de vida.

Como caminhar é preciso, vamos a última parte desta empreitada exploratória.

Desbravador Parte 1 e Parte 3.

Desbravador Parte 1 – Serra dos Poncianos

Dizem que desbravar é ir ao encontro do desconhecido.

Na mata, mesmo que seja pela enésima vez, e a vivencia tem nos dados alguma sabedoria, toda preparação prévia é crucial; E durante a jornada deve-se cuidadosamente executar como se fosse a primeira vez.

A natureza sempre nos reserva algo novo!

Ao amanhecer os raios de sol despertam a mata. A luz e o calor dão novo brilho aos seres da floresta. O caminho se abre e seguimos em frente.

Dentro da floresta surgem passarelas que formam tapetes de folhas, aliviando nosso caminhar. Em outros momentos todas as árvores querem nos abraçar.

Como caminhar é preciso, em algum lugar na serra dos Poncianos, parte da serra da Mantiqueira, e vamos adiante.

Desbravador Parte 2 e Parte 3.

Parque Nacional da Serra da Capivara

O Parque Nacional da Serra da Capivara é uma unidade de conservação arqueológica e de proteção integral à natureza, localizado dentro do bioma Caatinga no sudeste do estado do Piauí.

Graças ao trabalho da arqueóloga Niéde Guidon, o parque foi criado em 1979 para proteger mais de 700 sítios arqueológicos catalogados, representando a maior concentração de sítios pré-históricos do continente americano.

Foi reconhecido pela UNESCO como “Patrimônio Cultural da Humanidade” em 1991.

Estas populações pré-históricas deixaram aproximadamente 30.000 figuras coloridas, a maior quantidade de pinturas rupestres do mundo.

Os vestígios arqueológicos, de pedra lascada e resquício de fogueira, foram datados pela técnica do carbono 14 e termoluminescência, indicando que a região da Serra da Capivara foi povoada a 100.000 anos atrás – local Boqueirão da Pedra Furada.

São evidencias que colocam a chegada do homo sapiens na América do Sul pela via do oceano Atlântico, a partir do litoral norte do Brasil até o interior, através dos grandes rios.

Um parque nacional ímpar, onde temos a oportunidade de aprender sobre como viviam os nossos ancestrais e a mega fauna pré-histórica.

Local: São Raimundo Nonato / PI