Cachoeira do Toldi – São Bento do Sapucaí

Após caminhar pelas trilhas do complexo da Pedra do Baú, uma trilha contemplativa até a cachoeira do Toldi.

Distante 11 km do centro de São Bento do Sapucaí, pela estrada do Paiol Grande, até o mirante na plataforma de madeira, onde avista-se a cachoeira no alto da encosta. Deste ponto a trilha sobe até a base e também pode-se chegar ao topo da cachoeira.

Após alguns minutos de caminhada a subida se torna constante até a base da cachoeira. Apenas fotos podem ser tiradas, não é possível entrar devido as pedras escorregadias e não há um poço para banho. Subindo adiante na trilha passamos um pequeno portão de madeira para acessar um caminho mais aberto, seguindo a direita até o mirante e topo da cachoeira.

A cachoeira do Toldi visto de cima, se esconde ao longo da queda. A vista no topo é fantástica, mirando o vale logo abaixo.

Local: São Bento do Sapucaí / SP

Revoada dos Guanambis – Serra da Bocaina

Assim que os raios de sol aqueceram aquele recanto da floresta, houve uma enxurrada de Guanambis por todos os lados. O zumbido do bater das asas ressoava aqui e ali. Em voos rápidos davam rasantes na busca do néctar das flores. Em manobras aéreas invejáveis, com paradas no ar e marcha a ré, mudavam a direção do voo instantaneamente.

O despertar daquelas avezinhas na Serra da Bocaina energizou o ambiente com o agito de outros pássaros ao redor. Naquela altitude, a 1.600 metros, a natureza já estava toda desperta, viva e radiante! 

Haviam espécies diferentes naqueles voos frenéticos. A plumagem colorida brilhava como cores do arco-íris ao reflexo da luz do sol. Às vezes, as avezinhas descansavam nos galhos dos arbustos reservando energia para voltar ao delicado ataque as flores.

Aqueles zumbidos alados eram como verdadeiros mensageiros dos deuses. De flor em flor, buscavam o néctar da vida.

Engarrafamento nas Montanhas do Brasil

Hoje em dia nas grandes cidades não temos como evitar um engarrafamento no transito ou uma fila no banco, mas engarrafamento na montanha, ninguém merece!

Então vamos deixar a alta montanha, e voltar o olhar nas montanhas do Brasil. Infelizmente, estamos encontrando o mesmo problema. O engarrafamento, por exemplo, começa na portaria da entrada, parte alta do Parque Nacional de Itatiaia, com enorme fila de carros já no início da madrugada. Depois, apesar da regra limitando o número de pessoas nas montanhas, os engarrafamentos naturalmente acontecem na subida do Pico Agulhas Negras e Prateleiras.

E quando o local ainda não é protegido e controlado, com regras de uso para segurança dos visitantes. Como exemplo, o Pico do Marins onde o engarrafamento na escalaminhada final da montanha é comum na alta temporada. Enquanto que na Serra Fina, a cada temporada temos inúmeros casos de pessoas perdidas durante a travessia, e o resgate pelo ar e/ou por terra são acionados. Isso sem falar do lixo deixado nestes locais.

Novamente, além dos montanhistas inexperientes, temos também a falta de consciência sobre não deixar lixo na montanha, respeitar regras de segurança no trekking e camping, ter um bom planejamento e equipamento adequado. Aqui não temos o ar rarefeito, mas no inverno temos frio, vento e temperaturas negativas podendo causar hipotermia, e no verão temos tempestades com raios e ventania forte. Ainda temos a possibilidade de cerração, neblina e dificuldade para orientação e navegação em terreno rochoso, íngreme e bastante irregular.

Então vamos para um local de fácil acesso na montanha. Mesmo assim, hoje em dia, também tem engarrafamento no topo. Neste caso, veja como fica a Pedra da Macela em Cunha. Milhares de “self” ao nascer do sol.

Corrida no Parque da Cidade – São José dos Campos

Que tal uma corrida no parque da cidade, em total contato com a natureza. Em caminhos cercados por espécies vegetais nativas, jardins, palmeiras imperiais, lagos, ilhas artificiais, bosques e presença de uma rica fauna silvestre. Um local privilegiado para a prática da corrida.

Com quase um milhão de metros quadrados o Parque da Cidade Roberto Burle Marx, também conhecido como Parque da Cidade de São José dos Campos, foi uma antiga fazenda da Tecelagem Paraíba, propriedade de Olivo Gomes com projeto arquitetônico de Rino Levi e paisagístico de Roberto Burle Marx.

Desde 1996 o local foi transformado em um espaço de lazer da cidade, tombado pelo Comphac – Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural. A residência Olivo Gomes e os jardins de Burle Marx são tombados pelo Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.

Não tem como não correr feliz em um parque como este.

A Mão que Amassa o Barro – Cunha

O oleiro molda o barro. 

Ainda maleável, controlado, formado e transformado.

Sua forma se ajusta nas mãos do criador. 

As imperfeições são retrabalhadas.

As falhas são desfeitas. 

Ele quer perfeição.

Sua obra prima está quase pronta. 

Ainda precisa do fogo para queimar sua essência.

O amalgama para a transformação final. 

O início de uma jornada de trabalho útil.

Agora sólido, estável, mas ainda impermanente.

Nas mãos de quem amassa o barro.

Abrigo do Rochedo

Num passado distante, os tropeiros vinham de Minas Gerais para vender suas mercadorias na região. Nesse lugar paravam para pousar embaixo de um rochedo, daí a origem do nome – Abrigo (Pouso) do Rochedo.

Desde 1975 o local foi reflorestado e suas nascentes renasceram. A propriedade é rodeada por cachoeiras, nascentes, rios e montanhas da Serra da Mantiqueira. Desde 2022 está separado da pousada.

Aproveitamos para caminhar nas trilhas do Pinhal e da Montanha até os mirantes e depois na trilha das Cachoeiras, por uma manhã toda até início da tarde. As trilhas são limpas, autoguiadas e sinalizadas.

A caminhada pela trilha do Pinhal nos levou ao 1º mirante, da Gruta, onde tem-se uma vista tímida das montanhas ao redor. Sempre subindo, chegamos numa bifurcação, a direita seguimos para o 2º e 3º mirante, Pedra da Divisa e do Cruzeiro.

Na Pedra da Divisa ainda conseguimos algumas fotos, pois as nuvens já plainavam nos morros baixos. No mirante do Cruzeiro, ficamos entre nuvens. Após descanso e lanche, começamos a descida, e na bifurcação seguimos em frente até o 4º mirante, Pouso do Rochedo. Deste ponto, avistamos o município de São José dos Campos / SP.

Descendo pela trilha da Montanha, chegamos nas imponentes Castanheiras Portuguesas. Deste ponto, subimos a trilha das Cachoeiras, ao lado do rio Santa Bárbara, para conhecer as cachoeiras da Escada, da Mata, dos Taperas e da Mina.

Na volta, o espetáculo é a cachoeira Santa Bárbara, com sua monumental queda de 80 m de altura. Por último a cachoeira da Gruta, onde pode-se entrar atrás da queda que forma uma cortina d’água com 4 m de altura. Pura diversão e adrenalina, entrando com cuidado pela borda lateral.

Nesta caminhada subimos os quatro mirantes e finalizamos com cachoeiras espetaculares, num total de aproximadamente 6 km de caminhada.

O Pingo e a Suzi – Parceiros de Caminhada

Eles sempre estão por perto ou aparecem do nada. As vezes estão perdidos, mas logo seus donos aparecem, como também se estivessem perdidos. Em outras, eles chegam bravos, dá vontade de sair correndo, mas logo começam a abanar o rabo, e me lembro da máxima do mundo animal onde um cachorro balançando o rabo é um cachorro feliz.

Legal quando eles podem ir na caminhada. Se ficam para pernoitar, fantástico! O mais legal mesmo é se eles não são nossos animais de estimação, e ficam com a gente. Acho que é uma demonstração de confiança.

Uma lembrança inesquecível foi na Travessia do Vale do Pati, Chapada Diamantina – BA, quando o “Jesus”, isso mesmo, era o nome dele, foi nosso cão guia durante quatro dias de trekking.

Desta vez, tivemos a companhia do “Pingo” e da “Suzi” no trekking com pernoite no Pico Queixo D’Anta em São Francisco Xavier/SP.

Ambos estão acostumados com a subida até o pico. Com frequência saiam em disparada para dentro da mata e depois reapareciam em outro ponto na trilha. Eles estavam sempre a nossa frente, como que parecendo fácil a trilha que sobe a encosta da montanha.

No acampamento, o “Pingo” fica em alerta!

Hora da foto oficial do “Pingo”.

O “Pingo” sempre nas beiradas.

Enquanto que a “Suzi” só quer carinho…

… E uma foto ao pôr do sol.

Mas na hora de ir para a cama, o “Pingo” foi o primeiro.

No dia seguinte, uma soneca antes de descer a montanha.

Ao retornar, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo que produzimos no acampamento foi trazido conosco para descarte em local apropriado.

Pôr do Sol – Pico Queixo da Anta

“ O caminhar ao pôr do sol é um elixir de energia vital. ”

Entre um e outro pôr do sol, todos são diferentes e igualmente espetaculares! A leveza com que ele chega, em minutos se desfaz no horizonte. Por um instante cai a luz em tons de cores laranja que aquece o coração.

Um presente da vida. E mais outro, quando as andorinhas sobrevoam e se recolhem aos bandos em suas tocas na rocha. No céu escuro, do outro lado lá vem a Lua para iluminar nossos pensamentos. E mais luz se faz no firmamento, tão distantes estes outros mundos que transbordam o céu.

Quantos presentes recebemos a cada instante. Sem perceber, renovamos as forças. Retomamos a nossa essência espiritual. Vem o sorriso natural que acalenta a esperança e determinação na busca da felicidade, com gratidão pelo que se tem e se conquistou até o momento. São pequenas coisas, simples, no agora, a cada instante. Necessário a cada pôr do sol, nos dias atuais.