Asas ao Vento – Caminhar é Preciso

Como passageiro no mundo, busco o vazio que sempre me consome. Preso as correntes da rotina, o importante é o agora.

Então a águia voa alto na esperança de tempos melhores.

Entre voos altos e tantos outros rasantes, o medo é irrelevante. Como dessa vida não se leva nada, é hora de novos olhares para desaparecer nas nuvens.

E deixar os ventos alterados para trás.

O céu nem sempre está azul. O sentimento volita em novos ares. Asas ao vento, eu quero voar. Aqui não quero ficar.

Do alto, lá embaixo é tão fútil.

O pensamento anda de mãos dadas com o bem e o mal. Atenção nas armadilhas do ego. Minha alma clama, preciso voar.

Daí encontro o pensamento no abismo do silencio para o resgate de mim mesmo.

Asas ao vento, eu quero voar. Aqui não quero ficar.

Desbravador Parte 3 – Pico do Selado

Dizem que o desconhecido e o medo andam juntos.

No poente, temos o anuncio da noite escura, do frio intenso e dos animais que saem a caça. É hora de montar abrigo. O desconhecido e o medo ficaram lá fora.

Ao amanhecer, o sol radiante declara que a vida continua. Momento de contemplação e agradecimento por tudo e por todos os seres vivos.

Respiramos fundo e seguimos em frente, com determinação, vontade e fé.

Como caminhar é preciso, agora é hora de montar a mochila da próxima aventura.

Desbravador Parte 1 e Parte 2.

Desbravador Parte 2 – Mirante de São Francisco Xavier

Dizem que o desbravador não tem medo do desconhecido.

Na montanha, temos que ser fortes e humildes para superar as adversidades do relevo e clima severo. Algumas vezes, temos que respeitar o que a montanha nos diz e entender que nem sempre chegaremos no cume na primeira vez.

A natureza é fascinante!

Ao amanhecer na montanha, o sol desponta no horizonte trazendo luz e calor. Do alto, o mar de nuvens seduz o espírito. O pensamento em oração contempla mais um dia de vida.

Como caminhar é preciso, vamos a última parte desta empreitada exploratória.

Desbravador Parte 1 e Parte 3.

Desbravador Parte 1 – Serra dos Poncianos

Dizem que desbravar é ir ao encontro do desconhecido.

Na mata, mesmo que seja pela enésima vez, e a vivencia tem nos dados alguma sabedoria, toda preparação prévia é crucial; E durante a jornada deve-se cuidadosamente executar como se fosse a primeira vez.

A natureza sempre nos reserva algo novo!

Ao amanhecer os raios de sol despertam a mata. A luz e o calor dão novo brilho aos seres da floresta. O caminho se abre e seguimos em frente.

Dentro da floresta surgem passarelas que formam tapetes de folhas, aliviando nosso caminhar. Em outros momentos todas as árvores querem nos abraçar.

Como caminhar é preciso, em algum lugar na serra dos Poncianos, parte da serra da Mantiqueira, e vamos adiante.

Desbravador Parte 2 e Parte 3.

Corrida Treino – Pedra Montada

Desta vez deixei de fazer o treino de final de semana nas vias urbanas e segui para o município de Guararema / SP.

Esta prova é denominada treino, ou seja, aquela onde não se tem chip, marcação de tempos e classificação final. É um treino onde reforça que a competição será consigo mesmo.

O local desta corrida de montanha treino foi na região do Parque Municipal da Pedra Montada, com largada e chegada dentro do parque.

O percurso de 12 km seguiu por estradas de terra, somando um total de 663 metros entre ganho e perda de elevação, e altitude máxima de 755 m.

No final, o percurso da prova entra no parque, passa pela Pedra do Tubarão e termina na Pedra Montada, cuja sobreposição de duas pedras dá nome ao parque. As pedras chamam atenção devido ao tamanho e terem uma pequena área de contato entre elas.

Estima-se que a pedra de cima tenha 45 m3 e aproximadamente 50 toneladas. A pedra da base é maior e está parcialmente enterrada.

O parque abriga outras dezenas de pedras tão grande e pesadas quanto estas.

Um treino que valorizou o percurso com a chegada na Pedra Montada.

Estrada Sem Fim – Caminhar é Preciso

Na busca de novos desafios em montanha e trekking, não temos escolhas, é preciso seguir por estradas, que muitas vezes parecem não ter fim.

Nestas estradas temos a companhia de um companheiro silencioso: o inexplorado.

O inexplorado nos deixa curioso. Faz a imaginação ir longe. Quase sempre o que vemos ao longe parece impossível de ser atingido e superado. Assim sigo o plano com atenção e cautela. O espírito desbravador deve falar mais alto.

O inexplorado nos deixa cismado. Deixe pensamentos ruins voarem para longe. A intuição é certeira e chega de supetão. Então sigo adiante reavaliando os riscos associados. O espírito observador deve ser superior.

O importante é seguir adiante, estar alerta e saber o momento de estacionar, desviar, ou até mesmo, desistir. A humildade deve ser a primeira companheira.

Por isso seja no asfalto, na terra, no cascalho ou na lama, as estradas são apenas o início da jornada.

Ao final do trajeto, a caminhada só está começando. O jeito é relaxar e aproveitar a paisagem. Caminhar é preciso!

Pico de São Sebastião – Parque Estadual de Ilhabela

Começamos o ano em grande estilo subindo o ponto culminante da Ilhabela, o Pico de São Sebastião, em caminhada de um dia.

Logo ao amanhecer saímos do Camping Palmar em direção ao sul da ilha. Após praia do Portinho e antes da praia da Feiticeira, saímos da estrada no portal de pedra em direção ao Chalé Recanto dos Pássaros e Cachoeira dos Três Tombos.

A caminhada tem aclives constantes a partir da cota 100 até o cume. Com trilha em mata fechada, úmida e quente, o terreno é bem acidentado e liso. Tivemos que rastejar por debaixo de bambuzais, desviar de espinhos e arvores caídas.

Como sempre, existe o perigo de animais peçonhentos e atenção redobrada nas pequenas bifurcações e trilhas de caçadores. A água é restrita mas pode ser encontrada na região do cume.

A caminhada iniciou no final da rua da caixa d’água, em estrada tomada pelo mato que em seguida segue em trilha margeando o lado esquerdo do rio.

Após meia hora de trilha passamos por uma pedra que parece um leme de navio, indicativo que estávamos na trilha certa. O caminho acessa trechos fechados de mato e tuneis de bambu onde o uso do facão foi essencial.

A cerca da cota 1.000 chegamos na Toca da Baliza, abrigo natural, excelente para pernoite ou emergência. Desse ponto entramos nos trechos mais íngremes com bambuzais em desnível. Ao chegar na pedra, contornamos pela direita até chegar em um pequeno descampado e mais adiante atingimos o cume a 1.380 m de altitude.

O vento sul trouxe nebulosidade. No cume a paisagem é incrível. Em meio ao movimento constante das nuvens avistamos no continente o município de São Sebastião e Serra do Mar.

Na ilha, mais ao sul vimos a praia do Bonete, Ponta do Boi e parte do Saco do Sombrio. Do lado do canal, pudemos avistar a vila da ilha e o Pico do Baepi.  

Totalizamos 9 horas entre ida, cume e retorno.

Excelente trilha!

Retrospectiva – Categoria Corrida

Na categoria Corrida, apesar da participação em mais de uma centena e meia de provas, o foco dos relatos são as corridas de montanha.

O início nas corridas de montanha foi na corrida rupestre de Sapucaí Mirim em 2005. O percurso dessa prova passa por estradas rurais e pastos. Mas foi em 2009 a estreia numa verdadeira prova de montanha chamada ‘Desafio Pico do Itapeva’ em 48 km de muito morro, município de Campos do Jordão.

Inclusive na Serra da Mantiqueira, nos municípios de Campos do Jordão, Extrema, São Bento do Sapucaí e Passa Quatro temos muitas corridas de montanha com alto grau de dificuldade.

No litoral norte do estado de São Paulo, entre Ubatuba e São Sebastião, também temos uma dezena de corridas que percorrem caminhos dentro da Serra do Mar e região costeira.

Algumas outras por esse Brasil afora podemos destacar as provas na Serra da Graciosa em Morretes / PR e o DesaFrio em Urubici / SC.

Esse mundo das corridas de montanha é fantástico. Temos provas para todos, do iniciante amador a elite profissional. Nas distancias curtas e longas. Com desníveis e terrenos extremos.

Em suma, considerando os posts publicados nessa categoria até agora, os destaques são:

Bora lá para os treinos e novos desafios.

Forte Abraço!

Kleber Luz