Parque Nacional de Itatiaia – Parte Alta

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Também conhecido como Planalto de Itatiaia. Sendo uma unidade de conservação de proteção integral da natureza, este ambiente está envolto por uma vegetação de campos de altitude e montanhas rochosas.    

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O Pico do Itatiaiuçu, popularmente conhecido como Pico das Agulhas Negras é o ponto culminante a 2.791 m de altitude. No Abrigo Rebouças já se tem uma magnífica vista da montanha.

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As Prateleiras miradas de longe, até parece um simples amontoado de rochas. Maravilhoso engano! Com 2.548 m de altitude é formado por enormes maciços de blocos de rochas com uma das vistas para o lado do Vale do Paraíba.

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A Pedra do Altar está a 2.665 m de altitude. Localização especial por estar na parte central do parque, podendo avistar os principais cumes do Planalto, seus vales ao redor e percorrer a trilha ao lado do imenso rochoso das Agulhas Negras.

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O Morro do Couto reserva uma vista sui generis do parque. Além das principais montanhas do Planalto, é possível avistar a Serra Fina. O acesso final sobe uma canaleta entre grandes blocos de pedra com fendas. O cume está a 2.680 m de altitude.

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Em todas as trilhas temos caminhadas, mas para se atingir o cume das Agulhas Negras e Prateleiras com segurança é obrigatório o uso de equipamento de escalada em determinadas etapas da escalaminhada.

Local: Parque Nacional de Itatiaia / RJ

Parque Nacional de Itatiaia

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O primeiro parque nacional do Brasil, o Parque Nacional de Itatiaia, foi criado em junho de 1937 pelo Presidente Getúlio Vargas.

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Situado na Serra da Mantiqueira na divisa de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A área do parque abrange os municípios mineiros de Itamonte e Bocaina de Minas, e municípios cariocas de Itatiaia e Resende.

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A vegetação é fortemente influenciada pela altitude. A 540 metros a.n.m. predomina a floresta densa, diversos curso d’água, com fauna e flora abundante. A medida que subimos a serra, tendo seu ponto culminante a 2.791 metros a.n.m., encontramos uma vegetação rasteira e montanhas rochosas.

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Conhecida como parte alta, na região do Planalto de Itatiaia avista-se os campos de altitude, mananciais e montanhas. Paraíso para a prática de caminhadas, escaladas e travessias. Os atrativos naturais são o Pico das Agulhas Negras, Prateleiras, Morro do Couto, Cachoeira do Aiuruoca, Asa de Hermes, Pedra do Sino e Pedra do Altar.

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Na parte baixa encontram-se uma vegetação densa, cachoeiras e piscinas naturais em meio à exuberante Mata Atlântica. Os principais atrativos são o Mirante do Último Adeus, Três Picos, Lago Azul, Poranga, Maromba, Itaporani, Véu de Noiva e Centro de Visitantes.

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Com uma pitada de aventura, bom condicionamento físico, respeito a natureza e práticas seguras em atividades outdoor, podemos desfrutar ao máximo todos estes atrativos. Nos próximos posts exploraremos a parte alta e baixa da Unidade de Conservação.

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Local: Parque Nacional de Itatiaia / RJ

Trilha do Saco das Bananas – Ubatuba

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O município de Ubatuba nos presenteia com lindas paisagens, praias e cachoeiras. Além, é lógico, da riquíssima fauna e flora em uma das regiões de Mata Atlântica mais preservada do litoral norte.

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Ao sul de Ubatuba, a praia da Caçandoca esconde um lugar tranquilo onde, no passado, foi uma antiga fazenda agropecuária. Na vizinhança encontramos uma pequena praia procurada por mergulhadores e pescadores, a praia da Caçandoquinha.

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No início da trilha se avista a orla das praias da Maranduba, Lagoinha, Bonete e Bonete Grande, além das ilhas da Maranduba e do Pontal, e Mar Virado. Ao fundo, no alto da serra do mar, o pico do Corcovado. Um santuário quase selvagem!

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O caminhante deverá superar morros, praias, matas, sem contar o calor e alta umidade. A parada na praia do Saco das Bananas é providencial para um merecido descanso e aquele refrescante banho de mar.

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Do alto do morro avistamos a praia Brava do Frade. Um local onde a Mata Atlântica invade a orla estreita e isolada por ondas perfeitas. Ótima para a prática do surf, mas pouco procurada devido ao acesso somente através de trilhas ou barco.

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No final da trilha a última parada na praia da Lagoa. Esconde ruínas, de um antigo esconderijo dos traficantes de escravos, que ainda resistem ao tempo. Em seu canto esquerdo, existe uma lagoa de águas calmas que por vezes se junta ao mar agitado. Um local especial!

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Para os mais resistentes a caminhada continua por uma estradinha de terra que acessa a praia da Ponta Aguda e da Figueira, ambas possuem uma linda vista da ilha do Tamanduá e Ilhabela.

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O entardecer na praia da Tabatinga finaliza um longo dia de aventura em total contato com a natureza.

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Local: Ubatuba / SP

Trilha Brava da Almada – Ubatuba

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A trilha Brava da Almada tem início na praia da Fazenda, dentro do Parque Estadual da Serra do Mar – PESM, núcleo Picinguaba. A praia da Fazenda é um presente da natureza preservada, de águas límpidas e seguras.

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Nesta trilha encontramos costão rochoso e mata de encosta que são dois ecossistemas do bioma Mata Atlântica. A primeira parada é numa pequena enseada conhecida como Saco das Taquaras.

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Depois seguimos pela mata até a praia Brava da Almada. Uma praia deserta que tem vista para as ilhas Comprida e das Couves. Ótima praia para surf e aos banhistas que adentrarem ao mar, atenção com a correnteza e buracos.

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Seguir no caminho é aportar em águas calmas na praia do Engenho. Na vila de caiçaras se destaca o projeto Aicás e o Espaço Cultura Caiçara com atuação em educação ambiental para conscientização e preservação dos recursos naturais e do patrimônio histórico cultural local.

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Separada apenas por um rochedo chegamos à bela praia da Almada. Um local agradável que guarda estórias dos antigos caiçaras e seu festival do camarão que acontece todo ano no mês de julho.

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No retorno a BR-101 temos ainda a vista panorâmica da belíssima praia de Ubatumirim, de águas tranquilas e comunidades caiçaras mais antigas da região.

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Local: Ubatuba / SP

Pico do Baepi – Parque Estadual de Ilhabela

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O litoral norte de São Paulo reserva algumas montanhas fascinantes. Não é pela altitude, mas pela paisagem da mata que desce ao encontro do oceano formando encostas rochosas, praias e enseadas.

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Desde São Sebastião, durante a travessia da balsa ou até mesmo dentro da Ilhabela, o Pico do Baepi se destaca pelo enorme paredão rochoso com mais de 150 metros, chegando a 1.048 metros de altitude.

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O pico está localizado dentro da área do Parque Estadual de Ilhabela. A administração do parque preserva a trilha que leva ao topo do pico em três horas de caminhada. A distância total é aproximadamente sete quilômetros.

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A trilha do Pico do Baepi é toda sinalizada com placas de orientação e informações para educação ambiental. Não se engane achando que a trilha é fácil porque o caminho segue num aclive constante. Saindo da cota 200, são 850 metros de desnível até o cume.

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Com tempo limpo o visual é incrível tendo aos pés do pico a face urbana da ilha e suas enseadas. No canal de São Sebastião vemos desde pequenas embarcações até cargueiros e petroleiros.

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Do outro lado do canal, a cidade de São Sebastião com seu porto e o enorme terminal petrolífero. Ao Noroeste a enseada de Caraguatatuba e ao norte o litoral de Ubatuba.

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Local: Ilhabela / SP

Trilha do Bauzinho – São Bento do Sapucaí

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A Pedra do Bauzinho, do alto da serra da Mantiqueira, protegido pela natureza, cercado de matas, este imponente granito a 1.760 metros de altitude é parte do Complexo Rochoso Pedra do Baú.

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O acesso é por uma trilha na mata do Bauzinho, que está ao lado da Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí. A caminhada inicia num campo aberto inclinado e à medida que caminhamos fica evidente a subida na encosta protegida pela mata onde um descanso e fotos são obrigatórios.

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Após aproximadamente duas horas de caminhada, o Bauzinho defronta-se com a fantástica formação rochosa do Baú e no fundo do vale observa-se o município de São Bento do Sapucaí.

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Avista-se também o belo vale do Paiol, uma exuberante serra entre São Paulo e Minas Gerais. No retorno, o caminho contorna a Pedra do Baú pela mata onde podemos ver as famosas escadinhas de ferro, tanto do lado de Campos do Jordão como de São Bento do Sapucaí.

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Local: São Bento do Sapucaí / SP

Trilha do Rio Grande – Parque Estadual da Serra do Mar

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Saindo bem cedo de São José dos Campos seguimos em direção a São Luís do Paraitinga, sentido Parque Estadual da Serra do Mar – PESM, Núcleo Santa Virgínia, Base Natividade da Serra.

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O Parque Estadual da Serra do Mar foi criado em 1977 com o objetivo de proteger parte dos remanescentes de Mata Atlântica. Suas encostas de altitudes elevadas abrigam árvores de grande porte como o cedro e guatambu que abrigam bromélias, orquídeas e samambaias.

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No PESM preserva-se uma palmeira nativa da Mata Atlântica que está ameaçada de extinção. Também chamada de içara, é mais conhecida como palmito juçara. Estes nomes são derivados do seu nome em tupi: yu’sara.  

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A região tem relevo acidentado que favoreceu a formação de corredeiras e cachoeiras nos rios Ipiranga, Ribeirão Grande e Palmital, afluentes do rio Paraibuna. A trilha do Rio Grande esconde poços naturais e cachoeiras, sem contar a diversidade de espécies vegetais e animais que constituem a biodiversidade da floresta atlântica.

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Ás margens do Ribeirão Grande e protegido pela floresta, passamos pelos poços naturais do Ribeirão Grande e dos Peixes. A caminhada tem seu destino final na cachoeira da Boneca numa distância total de treze quilômetros.

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Uma trilha de grande beleza natural!

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Local: Natividade da Serra / SP

Parque Nacional da Serra da Bocaina

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Percorrer os caminhos da Bocaina é voltar na história e cultura da interiorização no Brasil. Os caminhos e trilhas estão dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB), criado em 1971, localizado nos municípios de Areias, São José do Barreiro, Cunha e Ubatuba em São Paulo, Paraty e Angra dos Reis no Rio de Janeiro.

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No início apenas uma trilha indígena. Entre o final do século XVIII e início do XIX, com o ciclo do ouro, o caminho se tornou rota não oficial das riquezas trazidas do interior de Minas Gerais.

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Ao longo do século XIX com o desenvolvimento do ciclo do café no Vale do Paraíba, foram construídos, pelos escravos, calçamento, pontes e benfeitorias. Hoje este calçamento de pedra representa um atrativo histórico na Trilha do Ouro.

Este apoio aos tropeiros e suas tropas de mulas, facilitava tanto o escoamento do café como trazia mercadorias serra acima. O declínio desta rota ocorreu na década de 1870 com o transporte do café por ferrovia, e depois com a abolição da escravidão em 1888.

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Hoje em dia o grande atrativo é a natureza, espalhada num grande corredor ecológico da serra ao mar. Da restinga no litoral, floresta tropical, despenhadeiros, grotões e campos nativos até o ponto culminante a 2.088 m de altitude no Pico do Tira Chapéu.

Abriga animais de grande porte como o mono-carvoeiro, macaco-prego, bugio, tamanduá-mirim, capivara, veado-mateiro, lobo-guará, onça pintada e uma rica ave-fauna como os guanambis. Tudo isso mergulhado num clima úmido e quente podendo chegar a 0º C no inverno.

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As paisagens inconfundíveis da Serra da Bocaina diferenciam claramente da Serra do Mar. Numa imensidão de morros esverdeados entre araucárias e pinheiro-bravo entrecortados por nascentes de águas cristalinas que se avolumam em riachos, cachoeiras e rios caudalosos até o encontro com o mar.

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Os principais atrativos naturais na Serra da Bocaina são as cachoeiras Santo Isidro, dos Mochileiros, das Posses, do Veado, rio Mambucaba, Pico do Tira Chapéu, Pedra da Bacia e o Caminho de Mambucaba (oficial), também conhecida como Trilha do Ouro, que sai de São José do Barreiro (SP) até o sertão de Mambucaba (RJ), litoral entre Paraty e Angra dos Reis.

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Certamente estes caminhos contribuíram para a integração da cultura caipira e tropeira do Vale do Paraíba com a cultura caiçara do litoral de Paraty.

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Local: São José do Barreiro / SP

Pico das Agulhas Negras – Parque Nacional de Itatiaia

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O Pico das Agulhas Negras é um dos cumes mais alto do Brasil a 2.792 metros de altitude. Em Tupi Guarani, Itatiaia significa pedras pontiagudas que representam o formato de agulhas.

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Saindo bem cedo sentido Rio de Janeiro, desviamos na Garganta do Registro e seguimos por estrada de terra. A partir desde ponto a paisagem se transforma. As matas dão lugar aos campos de altitude formado por rochas e vegetação rasteira.

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Um lugar especial repleto de montanhas cuja temperatura no inverno chega facilmente abaixo de zero. Em junho de 1985 ocorreu algo inusitado, uma intensa e memorável precipitação de neve cobriu o maciço de Itatiaia. Em geral, no inverno, os dias ensolarados enganam os menos avisados, pois nesta altitude e frio e vento são cortantes.

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A partir da portaria do parque nacional seguimos a pé por uma estradinha até o início da trilha. Deste ponto já temos uma magnífica visão da montanha. A caminhada avança em direção ao maciço rochoso e avistamos as Prateleiras ao fundo.

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Após atravessar um regato de água cristalina, o caminho em aclive se intensifica numa subida de aproximadamente mil metros em direção ao cume. Deste ponto a “escalaminhada” fará parte do desafio.

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Local: Parque Nacional de Itatiaia / RJ

Monte Roraima

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Através dos tempos, as lendas são a tradição oral dos povos através dos fatos, às vezes reais, históricos ou fictícios, repassados de geração a geração, que tornam a narrativa fantasiosa, em resquícios ancestrais e produto da imaginação popular.

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As lendas brasileiras se espalham por todo o país. Na região norte temos algumas diretamente influenciadas pela fauna e flora da região amazônica. A lenda do Monte Roraima é uma delas. O tepui está localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Guiana e Venezuela.

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A lenda do Monte Roraima surgiu na tribo dos índios Macuxi que habitavam a região da Amazônia venezuelana.

Conta que antigamente não havia nenhuma elevação naquelas terras. Muitas tribos indígenas viviam naquela área plana e fértil onde a caça, a pesca e outros frutos eram abundantes.

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Porém, num dia, nasceu uma bananeira, uma árvore que não existia naquelas paragens. Tornou-se rapidamente viçosa e cheia de belos frutos amarelos. Um recado divino foi dado aos pajés: ninguém poderia tocá-la, pois aquele fruto era sagrado. Se alguém o fizesse, inúmeras desgraças aconteceriam ao povo daquela terra.

Olha que já ouvimos uma estória muito similar, mas o fruto proibido era outro.

E assim…

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Todos deveriam obedecer ao aviso dado. Porém, ao amanhecer de certo dia, a tribo percebeu que haviam cortado a árvore. Então a natureza revoltou-se. Trovões e relâmpagos deixaram todos assustados. Os animais fugiram. E do centro da mãe Terra surgiu o Monte Roraima, elevando-se imponente até o céu.

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O folclore popular diz que até hoje o monte “chora” pela desobediência do sagrado. Este “choro” é devido ao grande volume de precipitações anuais, cascatas e cachoeiras que despencam do paredão.

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No trekking do Monte Roraima somos desafiados pelas intempéries, em caminhos  onde nossa visão vão além das paisagens exóticas, onde as energias da natureza são manifestadas em cada canto da terra, na água e no ar!

Local: Paraitepuy / Venezuela