Pedra do Macaco – Gomeral

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Então subimos aos pés da Mantiqueira, numa belíssima serra em direção ao povoado do Gomeral, em Guaratinguetá. O local revelou-se surpreendente com montanhas, riachos e cachoeiras, além da hospitalidade e boa comida caipira. 

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A caminhada saiu próximo a Igreja de São Lázaro e depois se juntou a trilha principal que está dentro de uma propriedade particular. A trilha atravessou o rio Gomeral, campos abertos de pastagem e floresta remanescente da Mata Atlântica.

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Esta trilha além de nos levar até a pedra, também segue até sete nascentes que estão no local. Isso ressalta a Mantiqueira como a serra que chora através das nascentes, riachos, cascatas e cachoeiras que descem pelas encostas, formando no Vale do Paraíba os afluentes do rio Paraíba.

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No final, belas visões se descortinam através da mata e temos à primeira vista da cara do macaco. É como se a rocha foi esculpida a mão lembrando a face de um gorila.

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A Pedra do Macaco está a 1.500 metros de altitude. Em cima da cabeça do macaco se tem a vista do vale do Gomeral e os contrafortes da Mantiqueira.

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Após longo dia de caminhada ainda paramos no riacho para um banho num poção encravado numa encosta repleta de samambaias e bromélias. Maravilha!!!

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Vale do Silêncio – Patagônia

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Iniciamos a subida em direção ao Vale Ascencio e me vinha à lembrança que o Paso de Los Vientos estava próximo. Realmente as fortes rajadas de vento nos deixaram alerta na descida ao Refugio Chileno.

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Degustamos algumas amêndoas e descansamos para subir em direção ao acampamento Torres. Para nossa alegria o acampamento não estava cheio e conseguimos um bom local para montar as barracas e preparar o jantar.

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Como o dia patagônico é longo, eu e mais um amigo resolvemos explorar o Vale do Silêncio. A estratégia foi avançar até duas horas de caminhada, controlando o horário de retorno para estarmos de volta ao pôr do sol.

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Iniciamos a trilha margeando o rio Ascencio dentro de um típico bosque patagônico. Encontramos inúmeras “lengas”, uma espécie arbórea, derrubadas pelo vento. Na caminhada tranquila chegamos ao acampamento Japonês que é usado por escaladores.

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A trilha avançou sobre uma encosta entre pedras soltas até atingir um caminho nivelado. Todo este trecho contornou o Cerro Nido de Condor. Para nossa surpresa encontramos uma belíssima flor naquele lugar inóspito.

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Ao adentrar o Vale do Silêncio, o isolamento do lugar é tomado por uma visão de montanhas nevadas e um rastro do degelo indicado por grandes faixas de pedras.

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À primeira vista temos o Cerro Tridente e depois os gigantes Cerro Escudo e mais à esquerda o Cerro Fortaleza. O vale se fecha como um grande anfiteatro tendo às costas de Torres del Paine escondidas à esquerda.

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Com o anuncio do pôr do sol refletindo nas montanhas e um vento gelado assolando nossa resistência, havíamos chegado ao nosso limite.

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Assim garantimos o resto da luminosidade daquele dia para retorno com segurança ao acampamento Torres.

Reserva Ecológica da Juatinga – Travessia Oratório-Juatinga-Cajaíba-Mamanguá

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A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga foi criada em 1992 e também é parte integrante da Área de Proteção Ambiental do Cairuçu.   

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A Ponta da Juatinga tem elevada importância na proteção dos atrativos naturais de grande beleza cênica composta por uma fauna e flora ameaçada de extinção, o farol e atrativos culturais de populações representantes da cultura caiçara tradicional.

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Por terra, ou pelo mar, chegamos a praia do Sono. Na década de 60, centenas de famílias caiçaras viviam da pesca artesanal e da agricultura. Atualmente algumas dezenas de famílias vivem dos campings, turismo de verão e feriados prolongados.

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A travessia percorre as praias dos Antigos, Antiguinhos e Galhetas, locais de acampamento proibido. Na praia da Ponta Negra a história diz que numa canoa de voga quatro homens aportaram por lá e fundaram o vilarejo.

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O desafio é seguir adiante na trilha mais íngreme e longa da travessia. Local ímpar de trilha na Mata Atlântica até a bela Cairuçu das Pedras. O caminho ainda reserva a beleza do Saco das Enchovas até a praia Martim de Sá.

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A travessia tem seus desafios recompensados pela natureza exuberante, pessoas simples e que amam a natureza como a Branca na Ponta Negra, o Sr. Apricho no Cairuçu e o Sr. Maneco na Martim de Sá.

Esta travessia percorreu a Ponta da Juatinga, Enseada da Cajaíba, Saco do Mamanguá até Parati Mirim.

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Local: Parati Mirim / RJ

Flores da Montanha – Parque Nacional de Itatiaia

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Um final de semana especial na região elevada do planalto de Itatiaia, entre caminhadas e pela riqueza florística dos campos de altitude.

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O Parque Nacional do Itatiaia se destaca pela Floresta Ombrófila Densa ou Floresta Pluvial Tropical e na parte mais elevada do planalto ocorrem os Campos de Altitude.

Uma curiosidade, o termo Ombrófila, de origem grega, como Pluvial, de origem latina, ambas significam “amigo das chuvas”.

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Além do predomínio de gramíneas, também ocorre grande número de bromélias, orquídeas, cactos e líquens.

A flora dos Campos de Altitude é considerada extremamente especializada para suportar o frio do inverno e ventos constantes.

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Os campos e arbustos são substitutos da floresta a partir de 1.600 metros de altitude, quando as condições ambientais não permitem a evolução de árvores. Tudo dentro de um relevo intricado entre vales, grotas e vertentes de grandes variações de altitudes e temperaturas.

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Esta verificação ocorreu em um final de semana de maio quando as temperaturas entram em declínio gradual com o fim do outono e chegada do inverno.

O caminho percorrido nos levou ao Morro do Couto que está entre as dez maiores elevações rochosas brasileiras.

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“A natureza é perfeita. As árvores podem estar retorcidas de um modo estranho ou faltarem pétalas na composição de uma flor. No final das contas a natureza é sabia em suas revelações.”

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Asa de Hermes – Parque Nacional de Itatiaia

A parte alta do Parque Nacional de Itatiaia é um local para a prática do montanhismo onde estão localizadas diversas trilhas e vias de escalada em picos com mais de 2.400 metros de altitude. Desta vez seguimos em direção a Asa de Hermes.

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Esta formação rochosa, que de longe, parece com a asa do deus Hermes. Na mitologia grega Hermes era filho de Zeus e da ninfa Maia, cujo nome de origem provavelmente significa os montes de pedra usados para indicar os caminhos. Entre suas várias atribuições incluíam-se as de mensageiro dos deuses. Era representado com um chapéu alado e asas nos pés.

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Partindo do Abrigo Rebouças, percorremos pelo mesmo caminho de acesso ao Pico das Agulhas Negras até uma placa indicando bifurcação à esquerda. Na sequência uma nova bifurcação marca o caminho à direita para a Asa de Hermes.

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O caminho segue paralelo ao córrego Agulhas Negras e o maciço de Itatiaia. No final a trilha atravessa um charco à direita e segue numa curta subida pela rocha. A partir deste ponto alguns totens de pedra sinalizam o caminho.

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Contornando a esquerda por entre arbustos e pequenas árvores se avista grandes blocos de rocha entre o maciço das Agulhas Negras e a Asa de Hermes. A partir deste ponto a trilha se transforma numa “escalaminhada”. Necessária atenção na navegação para passar com segurança entre as rochas.

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Após a transposição por cima ou debaixo de grandes rochas avista-se o outro lado do maciço. Aqui se desce um pequeno platô para contornar e subir uma última vegetação à esquerda. Deste ponto se margeia pela direita até atingir o ponto onde a “escalaminhada” se torna mais técnica.

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Neste momento atenção na “escalaminhada” para subir a face leste do maciço. Depois é caminhar nas canaletas rochosas até alcançar a Asa de Hermes.

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Surpreendente o tamanho da pedra que desta posição pouco se parece com a asa do deus Hermes. Desta posição temos uma visão parcial do lado oeste do parque nacional com a Pedra do Altar e Morro do Couto mais ao fundo.

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Praia do Aventureiro – Ilha Grande

Saindo da praia de Araçatiba e após atravessar a praia Vermelha iniciei uma subida constante. Tentava manter um passo cadenciado apesar do coração acelerado e respiração ofegante. O suor escorria pelo rosto e o pensamento buscava por mais oxigênio.

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Em alguns minutos de descanso…. A mata antes em silêncio se agitava numa sinfonia de sons. A vegetação tropical, quente e úmida, exalava aromas indescritíveis em meio ao contraste da luz matinal. Corpo e mente vivenciando a sutileza da energia da vida. Um gole d’água era motivo de muita satisfação. A beleza das coisas simples em instantes de puro prazer de observação.

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A descida percorreu um caminho aberto até a vila e praia de Provetá. Após um breve descanso, procurei o próximo morro que indicava a trilha em direção a vila e praia do Aventureiro. O caminhar foi lento sob os olhares incrédulos dos caiçaras que construíam um barco. Do alto, uma bela visão das embarcações repousando naquela tranquila enseada. Na orla da praia um bando de urubus com asas abertas corria contra o vento. Tudo para me distrair com aquele morro que nunca parecia terminar.

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Atingi a crista do morro em quase uma hora de subida. No caminho de descida a mata escondia a belíssima praia do Aventureiro e as poucas casas das pessoas que viviam naquele canto da ilha. Chegando a praia avistamos o momento em que pescadores arrastavam uma grande rede de pesca à beira-mar.

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O acampamento no alto do morro nos privilegiou com um amanhecer espetacular!

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Entre dezenas de trilhas, aquela me levou a um dos vários paraísos de Ilha Grande. Um lugar tranquilo de praia de areia fina, cingida por um mar azul oceânico. A única agitação vinha dos ventos e das ondas.

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Serra dos Poncianos – São Francisco Xavier Parte 2

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A trilha seguiu a crista num pequeno declive e nivelou após trinta minutos de caminhada. Na bifurcação dobramos a direita numa descida de quase cem metros em altitude. Então passamos uma pequena clareira que parecia uma cocheira de gado e mais adiante cruzamos um pequeno riacho.

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Margeando o riacho à esquerda por mais algumas dezenas de metros subimos a mata direção sudoeste. A subida dentro da mata mostrava inúmeras trilhas falsas de caminhos deixados pelo gado solto na serra. Subimos o morro até encontrar um terreno mais rochoso, forte indicativo de estarmos chegando ao topo.

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Contornando à direita atingimos uma visão do horizonte onde encontramos o mirante a leste, local de onde partimos. O topo estava logo acima. Deixamos as mochilas numa pedra e subindo mais à direita contornamos uma encosta rochosa mais exposta. Em minutos atingimos o topo da Pedra Partida a 2.050 metros de altitude.

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Naquela tarde ensolarada uma densa massa de nuvens brancas tentava atravessar aquela parte da serra. O mar de nuvens subia e se dissipava lentamente mais a oeste com a visão da Pedra Redonda e mais ao fundo o Pico do Selado, apenas um ponto escuro quase desaparecido entre as nuvens.

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Após uma hora contemplando aquele espetáculo da natureza retornamos ao mirante para acampamento. Fomos surpreendidos com um magnífico entardecer de um pôr do sol esbraseante.

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Serra dos Poncianos – São Francisco Xavier Parte 1

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Como todo início de temporada de montanha era grande a expectativa para aquele final de semana. A previsão climática indicava muita nebulosidade e nenhuma precipitação. Então seguimos em direção a São Francisco Xavier naquela fria manhã de outono.

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Depois de parada obrigatória para um delicioso desjejum com café, leite, pão e queijo minas, seguimos em direção a serra até um estacionamento, a 1.200 metros de altitude. Hora dos ajustes na mochila cargueira, recomendações e alongamento.

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A trilha bem demarcada não exigiu nenhum conhecimento prévio além do esforço continuo na subida constante. Os inúmeros regatos e riachos ajudaram a refrescar, além de serem boas fontes para captação de água potável.

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Entre paradas e prosas chegamos à crista da serra, divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Neste ponto entramos a esquerda em direção a Pedra da Onça. Em três horas de caminhada atingimos o Mirante de São Francisco Xavier a 1.950 metros de altitude.

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Apesar da pouca visibilidade obtemos um azimute de 270 graus oeste em direção a Pedra Partida. Ao meio dia seguimos mata adentro onde a trilha principal se confundia com aquelas feitas por vacas e cavalos que ficam soltos na serra, ou ainda, aquelas picadas na mata feitas durante a busca do avião monomotor RV-7 cujos destroços foram encontrados no início de fevereiro de 2013.

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O final desta jornada continua no final do mês.

Torres del Paine – Patagônia Parte 3

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Saímos bem cedo do camping Italiano. A caminhada seguiu descendo até o Lago Nordenskjold.

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Nesta etapa a trilha alternou colinas e passagem de riachos até iniciar uma longa subida em direção ao Paso de Los Vientos e descida ao refúgio Chileno. Após descanso subimos em direção ao acampamento Torres localizado dentro do Vale Ascencio.

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Como amanheceu um dia nebuloso resolvemos ficar no acampamento e fazer um almoço especial aproveitando todas as sobras de comida. Foi uma prévia da celebração que faríamos no retorno a civilização.

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Naquela tarde seguimos confiantes e determinados em subir a montanha para ver as torres. Para nossa surpresa, mais uma vez o microclima mudou a paisagem local e fomos presenteados com as Torres Del Paine totalmente descobertas. Momento de contemplação e agradecimento!

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No dia seguinte, com a sensação de dever cumprido, levantamos acampamento, fizemos as mochilas e seguimos montanha abaixo onde pegamos uma van e depois um ônibus para retorno a Puerto Natales.

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Estávamos completamente exaustos mas imensamente realizados! Todos são e salvos, apesar de algumas bolhas nos pés e dores musculares.

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Como que saindo de um transe…. Mergulhamos em nossos medos, respeitamos a grandeza daquele lugar e fomos além dos nossos limites. Já não éramos mais os mesmos, nossos corpos estavam doidos e nossas mentes despertas! Um estado de consciência do verdadeiro Ser.

Veja também a parte 1 e parte 2 desse post.

Caminhando na Mantiqueira – Pedra Ana Chata

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O dia amanheceu mergulhado numa neblina fria até aparecer os primeiros raios de sol. Nossa direção, Serra da Mantiqueira. Destino, Pedra Ana Chata. Na estrada tivemos a oportunidade de observar o complexo rochoso do Baú e um pouco mais afastado, à esquerda, uma pedra aparentemente pequena. Puro engano! Sua grandeza se mede a cada passo até atingir o cume a 1.670 metros de altitude.

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Entre as várias trilhas existentes, escolhemos aquela em que podíamos caminhar e apreciar a vista das outras pedras. Saímos subindo uma colina em campo aberto entre poucas árvores. À medida que caminhávamos morro acima a dificuldade aumentou quando entramos na mata.

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Passamos pelo acesso ao Baú e descemos a trilha até atingir uma pequena clareira. Depois caminhamos bordeando a montanha numa constante subida, ainda sem visão da pedra, até alcançar a crista. Retomamos o fôlego! Deste ponto a trilha ficou menos íngreme. Mais à frente o caminho parecia um labirinto. Para nossa surpresa chegamos à entrada de uma gruta escura que é uma passagem natural por debaixo de uma grande rocha onde depois contornamos a mesma for fora até atingir um novo patamar.

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A partir da gruta estávamos praticamente escalaminhando a pedra e depois utilizamos escadinhas de ferro para ajudar na passagem em direção ao cume. Após mais alguns lances de escada abre-se uma vista panorâmica de tirar o fôlego. Deste ponto já podemos ver o vale e ao fundo o município de São Bento do Sapucaí.

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Em mais alguns passos superamos uma fenda na rocha chegando ao ponto mais alto da pedra. A recompensa final é a imponente Pedra do Baú que está numa posição lateral pouco conhecida. À primeira vista é como se tivéssemos aberto uma janela, da escuridão para luz. Uma poesia da natureza!

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