Vale Encantado – Gomeral

Encontramos o guia Chico Bento e mais alguns aventureiros para explorar o Vale Encantado no Gomeral.

O dia ensolarado anunciava uma muralha naquela visão da serra. Olhando a mata de longe parecia quase que vertical.

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Em trinta minutos de caminhada chegamos ao ribeirão do Gomeral. A caminhada em trilha molhada adentrou um cânion estreito repleto de cascatas, cachoeiras e poços.

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De cenários incríveis, subimos leitos rochosos as margens de águas geladas onde raios de sol abriam clareiras de luz e calor em meia a mata escura e fria.

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A trilha na mata fechada dava lugar a leitos de pedra e de pequenas encostas rochosas onde o uso de corda se fez necessário.

O encanto estava presente nos contrastes entre luz e trevas, claro escuro, calor e frio, água e pedra. Um lugar singular e ao mesmo tempo exuberante!

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Das altas paredes rochosas, o musgo verde escorria pela encosta, e dele brotavam fios d’água. Cascatas escorriam e uma névoa se fazia presente em forma de gotículas. A densa vegetação aflorava em equilíbrio.

A contemplação se fez presente.

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No final, as paredes do cânion fecharam num singelo regato.

Deixando o olhar subir pelas paredes íngremes, a luz se escondia na copa das árvores.

Em minutos, com o sol a pino, a luz caminhou lentamente das árvores e desceu a parede rochosa até atingir as pedras onde estávamos.

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Um véu de luz se abriu e fechou ao longo do caminho.

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Uma caminhada onde é preciso estar preparado para andar sobre pedras em uma trilha molhada.

Circuito 5 Lagos – Parque Nacional de Itatiaia

Chegamos as sete horas da manhã no Posto Marcão para dar entrada no Parque Nacional de Itatiaia.

Escolhemos uma nova trilha chamada de Circuito 5 Lagos. Este caminho reservara paisagens fantásticas do planalto, com seus campos de altitude, montanhas, serras e vales.

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“A geada cobriu de branco o caminho na sombra da montanha. O amanhecer anunciou a bela vista da estrada parque, o Morro do Camelo e ao fundo a Serra Fina. “

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Contornando aquela elevação chegamos ao primeiro lago. Adiante seguimos numa sequência de trilhas de encosta rochosa tendo ao fundo vales e paisagens como o Pico do Papagaio e Serra Negra.

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Após duas horas de trekking encontramos o entroncamento onde a esquerda desce em direção a Cachoeira do Aiuruoca e a direita continua no circuito para logo adiante avistarmos a Pedra do Altar.

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Abaixo do Altar a caminhada seguiu contornando o maciço e subiu a colina, olhando para trás vemos o segundo lago, quase que escondido, e ao fundo a Pedra do Couto.

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É um circuito para apreciar todas as montanhas de Itatiaia. Deste ponto avistou-se adiante a pedra Asa do Hermes e o pico Agulhas Negras.

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Ao contraste do calor do sol e da brisa gelada, descemos até o ponto onde avistou-se os últimos três lagos. Num cenário de cartão postal o destaque das Prateleiras ao fundo.

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O caminho ainda passa pelo abrigo e camping Rebouças. Neste trajeto temos a vista da Pedra do Couto e passamos pela nascente do rio Campo Belo a 2.350 metros de altitude.

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“Um satisfação caminhar nas terras altas de Itatiaia”

Trilha das Cachoeiras – Parque Estadual da Serra do Mar

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” Sua densa floresta esconde um relevo acidentado onde preserva importantes mananciais. Estamos falando de uma das áreas naturais mais ameaçadas do mundo, a Mata Atlântica. “

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A caminhada foi dentro do Parque Estadual Serra do Mar, núcleo Cunha, criado para proteger parte de uma imensa riqueza de espécies vegetais e animais, onde muitas estão ameaçadas de extinção como a jacutinga e o mono-carvoeiro.

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A trilha percorre praticamente metade do percurso numa estradinha em meio a floresta atlântica. Os bons observadores podem facilmente encontrar rastros de animais no chão de terra. Com sorte até pegadas da onça parda pode ser vista.

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No início o caminho margeia o rio Paraibuna com belos pontos para contemplação da mata e do relevo acidentado que sustenta a formação de várias quedas d’água.

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Com nível de dificuldade médio a trilha adentra a floresta de altitude, atravessa uma pequena ponte sobre o rio Bonito em direção ao rio Ipiranga até encontrar as cachoeiras do Ipiranguinha.

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Meio que escondido na mata, as quedas d’água, um total de quatro, são alcançadas margeando suas encostas rochosas.

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Para descanso merecido de todos, encontramos na última cachoeira um pequeno e belo poço para banho.

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           ” Uma caminhada para aguçar os sentidos, purificar os pensamentos e relaxar o corpo no calor das pedras e frio de suas águas. “

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Pernoite no Cedro – Ubatuba

Como caminhar é preciso, também é preciso calibrar a dose do perrengue entre uma trilha e outra.

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Desta vez seria uma daquelas trilhas onde as grandes dificuldades foram trocadas pelo prazer de deitar numa rede e ver o tempo passar.

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Sabe aquela vadiagem sadia de lazer para descansar o corpo e a mente. É isso mesmo, ter aquele tempo livre para não fazer absolutamente nada.

O nada como estado de inércia física ou intelectual. Não fazer nada, não pensar em nada. Para quem trabalha muito é um excelente relaxante.

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É claro que numa caminhada com pernoite, por mais fácil que seja, tem lá suas diversas atividades, como montar acampamento… E quando o local é selvagem, o trabalho aumenta.

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Como para nós tudo isso é pura diversão, partimos da praia da Lagoinha e fizemos acampamento selvagem na praia do Cedro, litoral de Ubatuba.

Com direito a montagem de barraca, rede, fogueira, boa comida e bebida, banho de mar e mergulho apneia. Então esse ócio não foi tanto assim.

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O entardecer foi um espetáculo à parte.

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Ao retornar, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo que produzimos no acampamento foi trazido conosco para descarte em local apropriado.

Nariz do Gigante – Pico do Itaguaré

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Dizem que o Pico do Itaguaré lembra um rosto humano e daí foi apelidado de “Gigante Adormecido” ou “Nariz do Gigante”.

Essa imagem pode ser vista de longe na rodovia Presidente Dutra onde a serra destaca o Pico dos Marins a esquerda e o Pico do Itaguaré no canto direito.

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O maciço do Itaguaré se desponta na Serra da Mantiqueira a 2.308 metros de altitude na divisa entre os municípios de Marmelópolis, Passa Quatro e Cruzeiro.

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Como as encostas são íngremes e escarpadas do lado do vale, o melhor caminho é subir a serra em direção a Passa Quatro e desviar por estrada de terra na zona rural de Cruzeiro.

O sábado amanheceu nublado e a previsão anunciava chuva no final da tarde. Foi preciso atenção com os horários para fazer o cume em um dia.

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Partimos de madrugada e pegamos um amigo em Cruzeiro que conhece muito bem a região de serra onde se localiza o Pico do Itaguaré.

Deixamos o carro numa clareira, à beira da estrada de Marmelópolis. A trilha atravessou riachos e seguiu mata adentro numa subida constante até atingir o primeiro maciço rochoso.

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Ao meio dia, o sol desapareceu entre nuvens. A ventania anunciava a necessidade de apressar os passos para evitar a tempestade que se aproximava.

A subida levou três horas e meia de trilha com “escalaminhada” no final. Lá de cima a visão é incrível! A leste temos a vista da Serra Fina e ao sul o município de Cruzeiro.

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A oeste se desponta o imponente Pico dos Marins e na crista outras elevações se destacam de oeste para leste, como o Pico do Marinzinho e Pedra Redonda.

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Até onde a vista alcança, pode-se ainda ver outras cidades como Cachoeira Paulista, Lorena, Guaratinguetá, Aparecida, Roseira e as montanhas de Marmelópolis e Passa Quatro.

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O retorno foi ligeiro, sem paradas. Assim conseguimos retornar com segurança ao ponto de partida. Evitamos uma provável tempestade magnética no cume.

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Bora para a próxima montanha!

Circuito Couto Prateleiras – Parque Nacional de Itatiaia

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Esta pequena travessia, conhecida como Circuito Couto Prateleiras, é uma das mais belas do Parque Nacional de Itatiaia. De fácil acesso, possibilita subir o Morro do Couto (2.680 m) e Prateleiras (2.548 m) em um único dia.

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Lembrando que para subir Prateleiras com segurança é importante usar equipamento básico de escalada. No caso do Morro do Couto a subida final fica por conta de uma boa escalaminhada.

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Desta vez saímos e retornamos para o Rebouças, local do nosso acampamento. Avançamos rapidamente pela estradinha de terra e no estacionamento subimos à esquerda até encontrar o início da trilha para o Morro do Couto.

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Como em outras trilhas do parque, temos a visão de importantes montanhas da serra da Mantiqueira. É uma explosão de paisagens panorâmicas e montanhosas.

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Primeiramente avistamos a Serra Fina e Pedra da Mina. Na travessia, temos a visão da Pedra do Altar, Asa do Hermes, Pico das Agulhas Negras, Pedra Assentada, Pedra da Maça, Pedra da Tartaruga e Prateleiras.

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Ainda temos uma panorâmica do planalto de Itatiaia onde se encontra o Abrigo e Camping Rebouças. Avistamos também a Parte Baixa do parque, e do outro lado do vale, a Serra do Mar.

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Simplesmente um longo e prazeroso dia, onde caminhar foi apenas um pretexto para fotografar, papear com os amigos e acampar a 2.500 metros de altitude.

Janela do Céu – Parque Estadual do Ibitipoca

“No final do curso d’água a corredeira se acalmou. Uma abertura natural na rocha anunciou luz e vento. Uma janela se abriu no céu e a queda abrupta interrompeu a caminhada. Então a imaginação voou longe até as colinas.”

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Após café da manhã reforçado e mochila de ataque pronta, saímos para um longo dia de caminhada no Parque Estadual do Ibitipoca.

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Seguimos pela escarpa ao Leste em direção ao Pico do Pião. No caminho bem demarcado atravessamos o córrego do Monjolinho e subimos os campos rupestres em meio às trilhas de pedras.

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Como o parque tem formato de uma ferradura, o caminho seguiu no sentido anti-horário. Nosso destino era chegar à belíssima queda d’água conhecida como Cachoeirinha e finalizar na Janela do Céu, outra imponente cachoeira.

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Entre subidas e descidas por caminhos de pedra, areia e vegetação repleta de cactos, chegamos à borda de um desfiladeiro. Esforço recompensado pela vista sem fim das montanhas mineiras.

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Descemos até a Cachoeirinha que apesar da pouca água, apresenta uma ducha gelada e uma pequena praia de areia branca. Parada obrigatória para apreciar este pedacinho do paraíso.

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Finalmente seguimos as corredeiras do pequeno cânion. O caminho termina numa abrupta queda d’água chamada de Janela do Céu. Com todo cuidado chegamos à borda e no mirante ao lado.

“ Como a prosa estava boa, parávamos a cada curva, gruta ou mirante. Após o Pico do Cruzeiro relembramos a estória de um visitante que se deparou com uma onça exatamente onde estávamos naquele entardecer. ”

Praia Deserta e Cachoeira da Bacia – Ubatuba

A caminhada da praia da Fortaleza até a praia Deserta nada mais é que um trecho da Trilha das Sete Praias, localizado entre a praia da Fortaleza e Lagoinha, litoral de Ubatuba.

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Naquela manhã de verão, descemos em direção ao litoral para uma belíssima trilha, onde até poderíamos chamar de passeio na mata em busca de praias desertas.

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A trilha saiu da praia da Fortaleza em uma hora de caminhada até a praia do Cedro. Amanheceu um nublado com temperatura amena onde facilitou nossa progressão dentro da mata atlântica.

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Assim que chegamos a praia do Cedro desviamos a esquerda pelas rochas, em mais quinze minutos de caminhada, até a praia Deserta, totalmente escondida por terra e pelo mar é constantemente visitada por pequenas embarcações.

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Ficamos a contemplar a praia e aquelas rochas espalhadas num pequeno pedaço de areia. Encontramos árvores de abricó, frondosas e carregadas de frutos ainda verdes. Após deleite daquele momento retornamos ao Cedro.

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No Cedro desfrutamos de horas numa praia quase deserta da presença dos turistas de veraneio. Entre um banho no mar e outro no riacho buscamos as sombras da amendoeira-da-praia, também conhecida como chapéu-de-sol.

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Ao meio dia, sol a pino, chegou a hora do lanche com castanhas, maçã e água. Em seguida iniciamos o retorno em direção ao Costão Rochoso da Fortaleza, que se projeta em direção ao mar aberto.

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Retornamos a praia da Fortaleza para mais um banho no mar e parada para almoço. Como estávamos no horário de verão, finalizamos com um mergulho na Cachoeira da Bacia que está escondida no sertão do Corcovado.

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Vulcão Lascar – Atacama

Após quase uma semana no deserto, chegou o dia de subir o Lascar. Entre outros vulcões do Atacama, o Lascar está a sudeste de San Pedro do Atacama e cerca de 5.600 metros de altitude.

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No Chile o vulcão Lascar é o mais ativo. Na erupção de 1993, o vulcão lançou densas colunas de fumaça que poluiu o rio que abastece Talabre. Esta aldeia como estava situada nas encostas do vulcão, foi transferida para uma nova área e hoje restam apenas suas ruínas de pedra.

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Partimos de madrugada de San Pedro do Atacama num transporte 4×4. Na estrada me veio à mente a última erupção, no ano de 2006, onde se podia ver, a centena de quilômetros de distância, uma coluna de fumaça expelindo gases, partículas e cinzas.

Para não sofrer do mal da altitude fizemos uma boa aclimatação subindo outras montanhas. Usamos equipamentos apropriados como, por exemplo, roupas em camadas, luva, touca, lenço multifuncional, óculos de sol com proteção UV, mochila de ataque com ‘camel back’, bastões e botas de caminhada.

Antes de seguir para a face sul do vulcão, fizemos uma parada no meio do deserto para um reforçado café da manhã. Para espantar o frio tomamos chá de coca e ficamos esperando o nascer do sol, nas montanhas, atrás da laguna Lejía.

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A partir da base do vulcão, a 4.800 metros de altitude, seguimos numa ascensão cadenciada, passos lentos e algumas paradas para descanso. Mesmo não sentindo sede bebia água e comia algo. Como era de manhã, o vento soprava fraco e o cheiro de enxofre não incomodou quando chegamos ao lado da cratera de 750 metros de diâmetro e 300 metros de profundidade.

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Após mais um descanso seguimos em direção ao cume. Subimos uns duzentos metros, passo-a-passo, lentamente bordejando a cratera pelo lado direito, seguindo uma trilha visualmente marcada por um terreno de pedregulhos e cascalhos.

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Hora de contemplar e celebrar o momento com os amigos de montanha! Após descanso e ter degustado uma barra de chocolate, iniciamos uma descida tranquila e lenta para não sofrer os efeitos do ar rarefeito.

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O espetáculo é garantido por uma visão 360° avistando inúmeras montanhas da região como, por exemplo, o Colachi, Corona, Tumisa, e também o salar Aguas Calientes e laguna Lejía.

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As paisagens são de tirar o fôlego!

Era do Gelo – Patagônia

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A origem de um glaciar ou geleira se dá onde a neve se mantém ao longo de anos e anos de precipitação. A neve acumulada se comprime em seu próprio peso e assim perde o ar entre os cristais de gelo, formando grânulos cada vez maiores e compactos. À medida que esta compressão vai eliminando as partículas de ar, a neve se transforma em um tipo de gelo translúcido, até formar o gelo glaciar de coloração azulada.

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Os glaciares originam das glaciações que são acontecimentos climáticos cíclicos que se estendem por milhares de anos, onde a baixa temperatura e umidade produzem um acentuado aumento da massa de gelo. Somos expectadores dos efeitos da última glaciação (era do gelo), que ocorreu há cerca de 110 mil anos, o que em termos geológicos, é um breve lapso do tempo.

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O permanente movimento de uma geleira, as vezes, parece imperceptível. Como se originam em altitudes mais elevadas o efeito da gravidade atua na conformação de rios de gelo que descem as montanhas. A grande massa de gelo busca seu destino como se fosse um curso d’água terminando em lagos ou oceanos.

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Os glaciares são um dos maiores responsáveis pela formação de inúmeras paisagens em nosso planeta. Após o retrocesso natural da última glaciação, surgiram grandes depressões que foram inundadas pelas águas do degelo, formando grande lagos, inúmeros canais e fiordes. Na compressão de milhares de toneladas de gelo formaram vastas planícies e extensos vales. Toda a geografia da Terra foi afetada pela ação das geleiras.

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Os glaciares são santuários naturais onde a preservação é o mínimo que devemos ter quando os visitamos. São regiões que protegem e conservam características naturais de uma rica fauna e flora. Uma paisagem selvagem e deslumbrante.

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Então temos trilhado por caminhos da última era do gelo em meio às montanhas, vales, bosques, desertos e lagos. Algumas vezes os caminhos se mostraram difíceis e perigosos devido às intempéries; E assim tivemos que recuar ou esperar. Em outros momentos o caminhar foi lento para garantir uma chegada segura.

Caminhar é preciso…