Janela do Céu – Parque Estadual do Ibitipoca

“No final do curso d’água a corredeira se acalmou. Uma abertura natural na rocha anunciou luz e vento. Uma janela se abriu no céu e a queda abrupta interrompeu a caminhada. Então a imaginação voou longe até as colinas.”

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Após café da manhã reforçado e mochila de ataque pronta, saímos para um longo dia de caminhada no Parque Estadual do Ibitipoca.

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Seguimos pela escarpa ao Leste em direção ao Pico do Pião. No caminho bem demarcado atravessamos o córrego do Monjolinho e subimos os campos rupestres em meio às trilhas de pedras.

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Como o parque tem formato de uma ferradura, o caminho seguiu no sentido anti-horário. Nosso destino era chegar à belíssima queda d’água conhecida como Cachoeirinha e finalizar na Janela do Céu, outra imponente cachoeira.

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Entre subidas e descidas por caminhos de pedra, areia e vegetação repleta de cactos, chegamos à borda de um desfiladeiro. Esforço recompensado pela vista sem fim das montanhas mineiras.

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Descemos até a Cachoeirinha que apesar da pouca água, apresenta uma ducha gelada e uma pequena praia de areia branca. Parada obrigatória para apreciar este pedacinho do paraíso.

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Finalmente seguimos as corredeiras do pequeno cânion. O caminho termina numa abrupta queda d’água chamada de Janela do Céu. Com todo cuidado chegamos à borda e no mirante ao lado.

“ Como a prosa estava boa, parávamos a cada curva, gruta ou mirante. Após o Pico do Cruzeiro relembramos a estória de um visitante que se deparou com uma onça exatamente onde estávamos naquele entardecer. ”

Praia Deserta e Cachoeira da Bacia – Ubatuba

A caminhada da praia da Fortaleza até a praia Deserta nada mais é que um trecho da Trilha das Sete Praias, localizado entre a praia da Fortaleza e Lagoinha, litoral de Ubatuba.

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Naquela manhã de verão, descemos em direção ao litoral para uma belíssima trilha, onde até poderíamos chamar de passeio na mata em busca de praias desertas.

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A trilha saiu da praia da Fortaleza em uma hora de caminhada até a praia do Cedro. Amanheceu um nublado com temperatura amena onde facilitou nossa progressão dentro da mata atlântica.

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Assim que chegamos a praia do Cedro desviamos a esquerda pelas rochas, em mais quinze minutos de caminhada, até a praia Deserta, totalmente escondida por terra e pelo mar é constantemente visitada por pequenas embarcações.

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Ficamos a contemplar a praia e aquelas rochas espalhadas num pequeno pedaço de areia. Encontramos árvores de abricó, frondosas e carregadas de frutos ainda verdes. Após deleite daquele momento retornamos ao Cedro.

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No Cedro desfrutamos de horas numa praia quase deserta da presença dos turistas de veraneio. Entre um banho no mar e outro no riacho buscamos as sombras da amendoeira-da-praia, também conhecida como chapéu-de-sol.

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Ao meio dia, sol a pino, chegou a hora do lanche com castanhas, maçã e água. Em seguida iniciamos o retorno em direção ao Costão Rochoso da Fortaleza, que se projeta em direção ao mar aberto.

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Retornamos a praia da Fortaleza para mais um banho no mar e parada para almoço. Como estávamos no horário de verão, finalizamos com um mergulho na Cachoeira da Bacia que está escondida no sertão do Corcovado.

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Vulcão Lascar – Atacama

Após quase uma semana no deserto, chegou o dia de subir o Lascar. Entre outros vulcões do Atacama, o Lascar está a sudeste de San Pedro do Atacama e cerca de 5.600 metros de altitude.

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No Chile o vulcão Lascar é o mais ativo. Na erupção de 1993, o vulcão lançou densas colunas de fumaça que poluiu o rio que abastece Talabre. Esta aldeia como estava situada nas encostas do vulcão, foi transferida para uma nova área e hoje restam apenas suas ruínas de pedra.

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Partimos de madrugada de San Pedro do Atacama num transporte 4×4. Na estrada me veio à mente a última erupção, no ano de 2006, onde se podia ver, a centena de quilômetros de distância, uma coluna de fumaça expelindo gases, partículas e cinzas.

Para não sofrer do mal da altitude fizemos uma boa aclimatação subindo outras montanhas. Usamos equipamentos apropriados como, por exemplo, roupas em camadas, luva, touca, lenço multifuncional, óculos de sol com proteção UV, mochila de ataque com ‘camel back’, bastões e botas de caminhada.

Antes de seguir para a face sul do vulcão, fizemos uma parada no meio do deserto para um reforçado café da manhã. Para espantar o frio tomamos chá de coca e ficamos esperando o nascer do sol, nas montanhas, atrás da laguna Lejía.

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A partir da base do vulcão, a 4.800 metros de altitude, seguimos numa ascensão cadenciada, passos lentos e algumas paradas para descanso. Mesmo não sentindo sede bebia água e comia algo. Como era de manhã, o vento soprava fraco e o cheiro de enxofre não incomodou quando chegamos ao lado da cratera de 750 metros de diâmetro e 300 metros de profundidade.

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Após mais um descanso seguimos em direção ao cume. Subimos uns duzentos metros, passo-a-passo, lentamente bordejando a cratera pelo lado direito, seguindo uma trilha visualmente marcada por um terreno de pedregulhos e cascalhos.

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Hora de contemplar e celebrar o momento com os amigos de montanha! Após descanso e ter degustado uma barra de chocolate, iniciamos uma descida tranquila e lenta para não sofrer os efeitos do ar rarefeito.

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O espetáculo é garantido por uma visão 360° avistando inúmeras montanhas da região como, por exemplo, o Colachi, Corona, Tumisa, e também o salar Aguas Calientes e laguna Lejía.

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As paisagens são de tirar o fôlego!

Era do Gelo – Patagônia

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A origem de um glaciar ou geleira se dá onde a neve se mantém ao longo de anos e anos de precipitação. A neve acumulada se comprime em seu próprio peso e assim perde o ar entre os cristais de gelo, formando grânulos cada vez maiores e compactos. À medida que esta compressão vai eliminando as partículas de ar, a neve se transforma em um tipo de gelo translúcido, até formar o gelo glaciar de coloração azulada.

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Os glaciares originam das glaciações que são acontecimentos climáticos cíclicos que se estendem por milhares de anos, onde a baixa temperatura e umidade produzem um acentuado aumento da massa de gelo. Somos expectadores dos efeitos da última glaciação (era do gelo), que ocorreu há cerca de 110 mil anos, o que em termos geológicos, é um breve lapso do tempo.

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O permanente movimento de uma geleira, as vezes, parece imperceptível. Como se originam em altitudes mais elevadas o efeito da gravidade atua na conformação de rios de gelo que descem as montanhas. A grande massa de gelo busca seu destino como se fosse um curso d’água terminando em lagos ou oceanos.

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Os glaciares são um dos maiores responsáveis pela formação de inúmeras paisagens em nosso planeta. Após o retrocesso natural da última glaciação, surgiram grandes depressões que foram inundadas pelas águas do degelo, formando grande lagos, inúmeros canais e fiordes. Na compressão de milhares de toneladas de gelo formaram vastas planícies e extensos vales. Toda a geografia da Terra foi afetada pela ação das geleiras.

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Os glaciares são santuários naturais onde a preservação é o mínimo que devemos ter quando os visitamos. São regiões que protegem e conservam características naturais de uma rica fauna e flora. Uma paisagem selvagem e deslumbrante.

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Então temos trilhado por caminhos da última era do gelo em meio às montanhas, vales, bosques, desertos e lagos. Algumas vezes os caminhos se mostraram difíceis e perigosos devido às intempéries; E assim tivemos que recuar ou esperar. Em outros momentos o caminhar foi lento para garantir uma chegada segura.

Caminhar é preciso…

Canoa de Voga – Parque Estadual de Ilhabela

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A canoa de voga é esculpida a partir de um único tronco de árvore do guapuruvu, cedro ou jequitibá, e chegava a ter 20 m de comprimento por 2 m de largura. O conhecimento da construção foi transmitido oralmente pelos nativos que habitaram a região.

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Ainda hoje vemos nas comunidades caiçaras a canoa de voga como meio de locomoção. No início era canoa a remo, então se acrescentou a vela dando origem ao nome, e depois adaptada para motor.

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No período colonial a canoa de voga foi muito utilizada para transporte de material para construção dos engenhos e fazendas, como também, transporte de açúcar, café e aguardente para as embarcações da época.

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Para Santos e Rio de Janeiro, transportavam tabaco, aguardente e uma infinidade de frutas, hortaliças, aves, ovos, cabritos, esteiras, objetos de barro, além é claro, de passageiros. Retornavam com arroz, feijão e carne. Ainda hoje são usadas para pesca e transporte de pessoas e produtos.

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A canoa de voga resiste aos tempos modernos de embarcações a motor, construída em fibra ou alumínio, onde o rigor da legislação ambiental proíbe o corte de árvores e a constatação da falta dos antigos mestres canoeiros.

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A canoa de voga é símbolo da relação de harmonia do caiçara com a natureza. Da mata que provê água doce, alimento e madeira como recurso para o caiçara adentrar ao mar em busca do pescado e se locomover entre as praias, ilhas e continente.

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Existem várias comunidades tradicionais caiçaras tanto no interior como no entorno do Parque Estadual de Ilhabela. Algumas comunidades estão no Saco do Sombrio, Bonete, Castelhanos, ilhas da Vitória e dos Búzios.

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Então nas trilhas pudemos ouvir histórias fantásticas de viagens, contadas através de gerações, das lembranças dos caiçaras, que marcam o ritmo da remada, esperam o melhor vento ou trançam a rede no Canto do Nema.

Cachoeiras do Desterro e do Pimenta – Cunha

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Em dias de inverno com temperaturas de verão que se aproximam da primavera, nada melhor que escapar para um local acolhedor e bucólico.

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Convite ao descanso rodeado pelo verde das colinas. Onde os cursos d’água nascem nas matas, escorrem sobre rochas e quebram em súbitas quedas. Onde o silencio da noite é interrompido pelo estridular de grilos.

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Onde mais da metade das pessoas mora no campo. Onde a boa prosa não tem fim e nem se cansa na rotina do dia-a-dia. Onde reina a simplicidade e humildade.

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Onde desconectar-se do mundo é verdadeiramente a melhor conexão consigo mesmo. Onde os amantes da natureza desbravam trilhas e cachoeiras. Assim é a estância climática de Cunha – SP.

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Então em dia quente de inverno a diversão foi descobrir às quedas d’água mais famosas de Cunha, a cachoeira do Desterro e cachoeira do Pimenta.

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O acesso é feito pela estrada do Monjolo distante cerca de doze quilômetros do centro de Cunha. As cachoeiras estão do lado esquerdo da estrada de terra.

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A cachoeira do Desterro é a primeira e possui duas quedas d’água, uma ao lado da outra com aproximadamente 12 metros de altura e reserva uma refrescante piscina natural.

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Subindo na estrada mais a frente, a cachoeira do Pimenta forma várias quedas d’água somando cerca de 90 metros de altura. Na última temos um enorme poço para banho e mais abaixo encontramos o que restou de uma antiga usina de energia elétrica.

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Aquele dia de calor escaldante e água gelada trouxe energia renovada para seguir adiante nas trilhas.

Pernoite no Baú – São Bento do Sapucaí

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Na busca de mais um pernoite na montanha, seguimos para a Pedra do Baú que está a 1.950 m de altitude e pode ser avistada no Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Sul de Minas Gerais.

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O sol ao entardecer iluminava o imponente Baú com seus 340 m de altura e 540 m de comprimento. Estacionamos do lado do restaurante e após ajustes nos equipamentos seguimos por uma trilha bem demarcada, subindo em direção a Face Norte.

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A Face Norte começa com degraus de ferro alternando trechos em caminhos naturais na encosta do rochoso. A partir da “parada dos medrosos” a subida reservou uma boa dose de adrenalina devido ao alto grau de exposição até chegar ao topo da pedra.

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O clima estava muito bom. A noite registramos temperatura mínima de 10ºC e sem nenhum vento. O acampamento foi montado ao lado do que restou do antigo abrigo de montanha e o jantar foi preparado com muita fartura.

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Durante o amanhecer uma névoa encobriu todo o vale e foi logo dissipada pelo sol. A Leste apreciamos a magnifica visão da Pedra do Bauzinho e a oeste pode-se observar uma grande sombra do Baú despontando sobre a Pedra Ana Chata.

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Após um demorado café da manhã iniciamos a desmontagem do acampamento e preparação para descer a Face Sul. Deste lado da pedra a vegetação é mais abundante e alguns trechos aparentavam menor exposição.

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Ao chegar na base da pedra seguimos uma trilha a direita. Numa alternância de descidas e subidas atingimos novamente a base da Face Norte. Então descemos o trecho final até o estacionamento.

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Seja na subida ou descida da Pedra do Baú, usamos equipamentos do tipo “bouldrier” e talabarte duplo para proteção individual durante a movimentação entre os degraus de ferro. Mais um acampamento espetacular e literalmente sobre as nuvens!

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Ao retornar, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo que produzimos no acampamento foi trazido conosco para descarte em local apropriado.

Pernoite no Marins – Piquete

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O amanhecer na serra de Piquete nos presenteou com os primeiros raios de sol e uma grande nebulosidade na subida das montanhas da Mantiqueira.

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Chegamos ao Morro do Careca, a 1.608 metros de altitude, ainda sem visibilidade dos maciços. O caminho já anunciava as íngremes encostas rochosas.

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Ao adentrar a trilha seguimos numa ascendente elevação. Passamos por uma sequência de três mirantes até atingir a cota 2.077 metros. Com ventos constantes as montanhas ao norte estavam à vista. 

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Iniciamos a subida do primeiro maciço. Como numa dança frenética as nuvens se dissipavam e acumulavam rapidamente. Após o segundo maciço atingimos o quarto mirante a 2.250 metros.

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O dia cada vez mais bonito tornara a dificuldade da subida menos penosa. Ao chegar à nascente do ribeirão Passa Quatro, a 2.300 metros, seguimos numa sequência de escalaminhada até atingir o cume.

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Ascendemos o Pico dos Marins a 2.421 metros de altitude. Faltando três horas para o crepúsculo tivemos todo o tempo do mundo para montar acampamento, preparar um saboroso café da tarde e registrar em muitas fotos aquele pôr do sol.

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Ao entardecer registramos uma visão insólita do lado do Vale do Paraíba. Sobre o mar de nuvens formou uma grande sombra do Marins e logo acima a lua cheia já despontava no céu.

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O vento gelado soprava suave e a temperatura mínima atingiu a marca de 2°C com uma sensação térmica menor. A meia-noite, os intrépidos saíram da barraca para apreciar a luz da lua que clareava fortemente o topo da montanha.

Durante a descida tivemos o privilégio de contemplar o aparente isolamento do Pico do Marinzinho, provocado pelo mar de nuvens, entre a Pedra Redonda, Pico do Itaguaré e mais ao fundo Serra Fina.

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Ao retornar, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo que produzimos no acampamento foi trazido conosco para descarte em local apropriado.

Pernoite no Corcovado – Ubatuba

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Paramos o carro próximo a um campo de futebol para iniciar a nossa jornada. O GPS marcava cota 15 metros e avistamos o nosso desafio que estava a 1.180 metros de altitude, o Pico do Corcovado em Ubatuba.

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Após o campo de futebol seguimos a direita onde atravessamos um regato e na segunda bifurcação à esquerda entramos na mata. Atravessamos dois rios e continuamos na trilha a esquerda. Deste ponto adiante muito transpiração e diversão durante a subida íngreme.

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Em uma hora de caminhada chegamos à cachoeirinha, local onde captamos água e ganhamos fôlego. Logo seguimos até o mirante na pedra da Igrejinha, espaço onde temos à primeira vista do litoral e da praia Brava, e também se avista o Corcovado.

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De volta à trilha, o angulo da subida aumenta em um terreno repleto de raízes. Com a mochila cargueira nas costas a subida era a passos lentos até atingirmos uma clareira onde encontramos acesso a mais uma queda d’água.

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Seguimos subindo e alcançamos mais uma clareira, mas desta vez na crista da serra. A cada passo ganhamos visões do interior da serra e do litoral norte. Neste lugar o caminho percorre uma vegetação com muitas bromélias.

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No finalzinho, sobe-se um íngreme barranco usando a vegetação lateral como agarras. Então a crista se prolonga ao lado de um despenhadeiro. Do lado direito está a ponta do Corcovado e a esquerda encontramos o cume e um local protegido do vento para acampamento.

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A natureza singular reservou um dia quente onde o sol poente trouxe uma grande sombra do pico aos pés da serra do mar. O calor se esvaiu. Para nossa surpresa a lua cheia acentuou o contorno da serra e ampliou as luzes vindas da cidade de Ubatuba.

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Durante a madrugada fria o vento chegou forte e antes do amanhecer saltei para fora da barraca. Mais um esplêndido nascer do sol! Grato por mais um final de semana junto a uma natureza espetacular e aos amigos de fibra.

Ao retornar, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo que produzimos no acampamento foi trazido conosco para descarte em local apropriado.

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“Subi o ponto mais alto possível e olhei pro oriente. Raios de luz despontaram atrás das montanhas. O vento ainda doía à pele. Como numa pintura o quadro se encheu de luz vermelho alaranjado que inundou o amanhecer de mais um dia.”

Beija-Flor do Tepui – Monte Roraima

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O trekking ao Monte Roraima reservou surpresas inesquecíveis! A começar pela imponência deste tepui que tem um platô com uma superfície em torno de 40 km² cercado por falésias.

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A chegada ao topo mostrou um ambiente bem diferente da savana e florestas tropicais que estão ao entorno. Este tepui foi escalado somente no final do século XIX por uma expedição britânica. Desde então, ocorreram diversas incursões para pesquisa de sua fauna e flora com alto grau de endemismo.

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No hotel índio, local onde montamos acampamento, avistei um beija-flor pousando num arbusto. O que chamou atenção foi o som abafado do voo ligeiro do pássaro. Tentei fotografá-lo, mas a minha movimentação afugentou o beija-flor-do-tepui.

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O seu habitat natural são florestas subtropicais e tropicais de baixa altitude. Como aquele pássaro conseguiu voar a uma altitude média de 2.700 metros? Outra surpresa é o tamanho em torno de três a quatro vezes maior que outros beija-flores.

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Certamente aquela seria a primeira e última aparição, mas novamente algo inusitado aconteceu quando visitamos o El Fosso. Na busca de uma foto mais ampla, explorei os arredores subindo nas pedras que contornavam o local.

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Na saída do El Fosso fiquei um pouco atrás para passar protetor solar e parei numa pedra. Num instante, surgiu o beija-flor-do-tepui de voo rápido e extremamente ágil. Fiquei extasiado, pois o animal ficou cara a cara, as vezes imóvel no ar ou fazendo manobras para frente e para trás.

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Se não bastasse o bicho pousou na minha cabeça, na aba do boné. Alguns segundos pareceram uma eternidade! Fiquei imóvel, tentando sinalizar para que alguém vice aquela cena.

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A natureza no tepui é generosa e fiquei muito grato pelas experiências vividas durante aqueles dias no platô do Monte Roraima. No entanto faltou a foto daquele esplêndido beija-flor-do-tepui.

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