Trekking Pedra da Mina ao Capim Amarelo – Passa Quatro

A travessia da Serra Fina é um clássico do montanhismo brasileiro. Dizem que no sentido contrário, da Fazenda do Pierre a Toca do Lobo, o desafio é maior.

Nesse trecho fomos da Pedra da Mina (2.798 m a.n.m.) ao Capim Amarelo (2.491 m a.n.m.).

” Magnifico entardecer com vista do Capim Amarelo bem ao centro. “

001 (Large)

No dia seguinte, acordamos logo cedo para ver o nascer do sol com a silhueta do Pico das Agulhas Negras ao fundo.

002 (Large)

” Aproveitamos também para nos aquecer após uma longa e fria noite. “

003 (Large)

A oeste, a sombra da Pedra da Mina destacou ao centro o pico Capim Amarelo, nosso destino naquele dia.

004 (Large)

Como na Serra Fina não tem trégua, o calor e nebulosidade foram constantes durante todo o trajeto.

005 (Large)

” O vento, como sempre, demostrou sua força desenhando ondas de nuvens ao longo da crista da serra. “

006 (Large)

Após duas horas de trekking paramos para coletar água no rio Claro e por volta do meio dia o clima dava sinais que teríamos um pé-d’água ao final da tarde.

007 (Large)

Na descida ao acampamento Maracanã começou a chuviscar e logo chegou uma forte cerração.

” O perrengue se instalou na subida do Capim Amarelo, com vento, frio e chuva. “

008 (Large)

Com gana e a passos lentos chegamos ao cume. Montamos e pulamos rapidamente para dentro das barracas.

Em poucos minutos a chuva cessou, a temperatura aumentou e podemos sair dos abrigos. Apesar do cansaço fomos preparar o jantar.

Para nosso deleite, o pós-tempestade deixou a tarde mansa, de ar parado, céu alaranjado e a visão de onde partimos pela manhã.

” A Pedra da Mina escondida entre nuvens. “

009 (Large)

Em cada acampamento, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo produzido foi trazido conosco e descartado em local apropriado.

Cânion Encachoeirado – Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

A Chapada dos Veadeiros tem uma das formações rochosas mais antigas do planeta. O ato de caminhar no cerrado já nos faz seguir os afloramentos rochosos e cursos d’água, repletos de cânions encachoeirados.

Dizem que na região da Chapada dos Veadeiros são mais de 170 cachoeiras catalogadas. Nessa busca pelo trekking nos caminhos das águas do cerrado, fomos em direção a Cavalcante – Fazenda Veredas.

P1120285 (Large)

Subimos em direção as cachoeiras que compartilham belezas diferentes, em ambiente selvagem de cerrado, adentrando formações rochosas e penhascos. As trilhas sinalizadas seguem as cachoeiras Toca da Onça, Véu de Noiva, Poço Encantado, Vereda e Veredinha; E do rio de pedras, seu curso segue desfiladeiro abaixo. É aonde a aventura começa!

” Na transposição de um estreito curso d’água, tocamos num arbusto e fomos surpreendidos por marimbondos que fez o grupo se dispersar. Dois amigos foram picados, porém não tiveram nenhuma reação alérgica. “

P1120251 (Large)

Com todo cuidado, nosso amigo e guia Beto nos levou ao alto do Canyon Veredas até a cachoeira do Poço Encantado. O lugar é único! A todo momento vimos revoadas de andorinhas, nos fazendo relembrar do filme Avatar. O poço forma um corredor até chegar na cachoeira, e do lado oposto, o despenhadeiro forma a cachoeira Canyon Veredas com mais de 100 m de desnível.

P1120275 (Large)

P1120264 (Large)

” De volta a base, seguimos canyon adentro por entre pedras e rio, correnteza acima. A recompensa chegou após meio quilometro de distância. Dentro do imenso poço, o vislumbre da queda de 90 m de altura, debaixo da cachoeira Canyon Veredas. “

P1120307 (Large)

E isso foi apenas o primeiro dia de uma jornada de muitas trilhas e travessias na região da Chapada dos Veadeiros.

” Quer relaxar, entrar em contato com a natureza e se divertir? Visite as nossas unidades de conservação e seu entorno. “

P1120328 (Large)

Vivência inesquecível!

Dia de Verão, Praia Selvagem – Ubatuba

Aproveitando mais um final de semana com horário de verão, descemos para Ubatuba até a praia da Fortaleza.

Nossa motivação era novamente buscar um local especial para caminhar e nadar, e desta vez acampar numa praia selvagem. A praia escolhida foi a praia do Cedro.

P1120003 (Large)

Desta vez, ao invés da saída ser na praia da Lagoinha, partimos da praia da Fortaleza. Com esta inversão a distância total da caminhada foi reduzida de 10 para 6 km.

Todo o percurso é dentro da mata em trilha costeira, ao contrário do outro lado onde se passa por diversas praias, entre elas, a praia do Bonete de Ubatuba.

P1110989 (Large)

O mais divertido é acampar na praia do Cedro. Com espaço de sobra para as barracas, também montamos uma rede para ficar de papo para o ar.

No Cedro o tempo não passa. Fizemos tanta coisa entre preparar acampamento e almoço, e ainda tínhamos cinco horas de luz do dia.

P1120007 (Large)

A brisa batia forte refrescando todos os cantos, mas com o movimento aparente do sol, o calor invadiu as barracas. O jeito foi cair na água.

O jantar se prolongou por horas a fio até cozinhar os quitutes.

Depois na areia da praia, ficamos absorto pela batida das ondas naquela noite escura e observamos uma luz fraca que vinha da ilha do Mar Virado. Seria embarcação ancorada ou alguém na ilha? Naquela noite os pensamentos voaram junto com a brisa do mar!

P1110986 (Large)

Mais um dia de verão em um paraíso do litoral norte de São Paulo.

P1110983 (Large)

Ao retornar, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo que produzimos no acampamento foi trazido conosco para descarte em local apropriado.

Dia de Verão, Entre a Lagoa e o Mar – Ubatuba

Que tal aproveitar um longo sábado de verão fazendo uma caminhada light?

A ideia era ter um bom motivo para caminhar e nadar num lugar especial. A trilha deveria ser de fácil acesso e baixo nível de dificuldade.

Então descemos a serra até a praia da Tabatinga, última praia de Caraguatatuba. O dia amanheceu nublado e depois veio sol e muito calor.

P1110927 (Large)

O bate-papo tomou conta durante o trajeto. Com paradas constantes fomos apreciando a paisagem costeira com vista para a praia da Figueira e ilha do Tamanduá.

P1110945 (Large)

Nosso destino final chegou numa lagoa que dá nome ao local, praia da Lagoa, localizada no extremo sul de Ubatuba.

P1110951 (Large)

No canto esquerdo da praia, entre a mata e o mar, encontramos uma lagoa de águas tranquilas e temperatura morna que as vezes se uni ao mar frio e agitado.

P1110961 (Large)

Em uma aventura segura nadei do lado da margem arenosa até o fundo da lagoa. Em silencio, com movimentos lentos, observando a mata e os pássaros presentes.

P1110976 (Large)

Na volta visitamos a praia Ponta Aguda. No final, de volta a Tabatinga, somamos cerca de sete quilômetros de caminhada.

No próximo post mostraremos mais um dia de verão. Desta vez será num final de semana com acampamento em uma praia selvagem de Ubatuba.

Vale Encantado – Gomeral

Encontramos o guia Chico Bento e mais alguns aventureiros para explorar o Vale Encantado no Gomeral.

O dia ensolarado anunciava uma muralha naquela visão da serra. Olhando a mata de longe parecia quase que vertical.

P1100818 (Large)

Em trinta minutos de caminhada chegamos ao ribeirão do Gomeral. A caminhada em trilha molhada adentrou um cânion estreito repleto de cascatas, cachoeiras e poços.

P1100702 (Large)

De cenários incríveis, subimos leitos rochosos as margens de águas geladas onde raios de sol abriam clareiras de luz e calor em meia a mata escura e fria.

P1100755 (Large)

A trilha na mata fechada dava lugar a leitos de pedra e de pequenas encostas rochosas onde o uso de corda se fez necessário.

O encanto estava presente nos contrastes entre luz e trevas, claro escuro, calor e frio, água e pedra. Um lugar singular e ao mesmo tempo exuberante!

P1100719 (Large)

Das altas paredes rochosas, o musgo verde escorria pela encosta, e dele brotavam fios d’água. Cascatas escorriam e uma névoa se fazia presente em forma de gotículas. A densa vegetação aflorava em equilíbrio.

A contemplação se fez presente.

P1100723 (Large)

No final, as paredes do cânion fecharam num singelo regato.

Deixando o olhar subir pelas paredes íngremes, a luz se escondia na copa das árvores.

Em minutos, com o sol a pino, a luz caminhou lentamente das árvores e desceu a parede rochosa até atingir as pedras onde estávamos.

P1100740 (Large)

Um véu de luz se abriu e fechou ao longo do caminho.

P1100749 (Large)

Uma caminhada onde é preciso estar preparado para andar sobre pedras em uma trilha molhada.

Circuito 5 Lagos – Parque Nacional de Itatiaia

Chegamos as sete horas da manhã no Posto Marcão para dar entrada no Parque Nacional de Itatiaia.

Escolhemos uma nova trilha chamada de Circuito 5 Lagos. Este caminho reservara paisagens fantásticas do planalto, com seus campos de altitude, montanhas, serras e vales.

P1110983 (Large)

“A geada cobriu de branco o caminho na sombra da montanha. O amanhecer anunciou a bela vista da estrada parque, o Morro do Camelo e ao fundo a Serra Fina.

P1110997 (Large) (2)

P1120010 (Large)

Contornando aquela elevação chegamos ao primeiro lago. Adiante seguimos numa sequência de trilhas de encosta rochosa tendo ao fundo vales e paisagens como o Pico do Papagaio e Serra Negra.

P1120037 (Large)

Após duas horas de trekking encontramos o entroncamento onde a esquerda desce em direção a Cachoeira do Aiuruoca e a direita continua no circuito para logo adiante avistarmos a Pedra do Altar.

P1120103 (Large)

Abaixo do Altar a caminhada seguiu contornando o maciço e subiu a colina, olhando para trás vemos o segundo lago, quase que escondido, e ao fundo a Pedra do Couto.

P1120107 (Large)

É um circuito para apreciar todas as montanhas de Itatiaia. Deste ponto avistou-se adiante a pedra Asa do Hermes e o pico Agulhas Negras.

P1120114 (Large)

Ao contraste do calor do sol e da brisa gelada, descemos até o ponto onde avistou-se os últimos três lagos. Num cenário de cartão postal o destaque das Prateleiras ao fundo.

P1120132 (Large)

O caminho ainda passa pelo abrigo e camping Rebouças. Neste trajeto temos a vista da Pedra do Couto e passamos pela nascente do rio Campo Belo a 2.350 metros de altitude.

P1120134 (Large)

“Um satisfação caminhar nas terras altas de Itatiaia”

Trilha das Cachoeiras – Parque Estadual da Serra do Mar

P1090974 (Large)

” Sua densa floresta esconde um relevo acidentado onde preserva importantes mananciais. Estamos falando de uma das áreas naturais mais ameaçadas do mundo, a Mata Atlântica. “

P1100023 (Large)

A caminhada foi dentro do Parque Estadual Serra do Mar, núcleo Cunha, criado para proteger parte de uma imensa riqueza de espécies vegetais e animais, onde muitas estão ameaçadas de extinção como a jacutinga e o mono-carvoeiro.

P1090980 (Large)

A trilha percorre praticamente metade do percurso numa estradinha em meio a floresta atlântica. Os bons observadores podem facilmente encontrar rastros de animais no chão de terra. Com sorte até pegadas da onça parda pode ser vista.

P1090991 (Large)

No início o caminho margeia o rio Paraibuna com belos pontos para contemplação da mata e do relevo acidentado que sustenta a formação de várias quedas d’água.

P1100010 (Large)

Com nível de dificuldade médio a trilha adentra a floresta de altitude, atravessa uma pequena ponte sobre o rio Bonito em direção ao rio Ipiranga até encontrar as cachoeiras do Ipiranguinha.

P1100045 (Large)

Meio que escondido na mata, as quedas d’água, um total de quatro, são alcançadas margeando suas encostas rochosas.

P1100070 (Large)

Para descanso merecido de todos, encontramos na última cachoeira um pequeno e belo poço para banho.

P1100075 (Large)

           ” Uma caminhada para aguçar os sentidos, purificar os pensamentos e relaxar o corpo no calor das pedras e frio de suas águas. “

P1100055 (Large)

Pernoite no Cedro – Ubatuba

Como caminhar é preciso, também é preciso calibrar a dose do perrengue entre uma trilha e outra.

P1090776 (Large)

Desta vez seria uma daquelas trilhas onde as grandes dificuldades foram trocadas pelo prazer de deitar numa rede e ver o tempo passar.

P1090927 (Large)

Sabe aquela vadiagem sadia de lazer para descansar o corpo e a mente. É isso mesmo, ter aquele tempo livre para não fazer absolutamente nada.

O nada como estado de inércia física ou intelectual. Não fazer nada, não pensar em nada. Para quem trabalha muito é um excelente relaxante.

P1090788 (Large)

É claro que numa caminhada com pernoite, por mais fácil que seja, tem lá suas diversas atividades, como montar acampamento… E quando o local é selvagem, o trabalho aumenta.

P1090830 (Large)

Como para nós tudo isso é pura diversão, partimos da praia da Lagoinha e fizemos acampamento selvagem na praia do Cedro, litoral de Ubatuba.

Com direito a montagem de barraca, rede, fogueira, boa comida e bebida, banho de mar e mergulho apneia. Então esse ócio não foi tanto assim.

P1090843 (Large)

O entardecer foi um espetáculo à parte.

P1090875 (Large)

Ao retornar, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo que produzimos no acampamento foi trazido conosco para descarte em local apropriado.

Nariz do Gigante – Pico do Itaguaré

P1100410 (Large)

Dizem que o Pico do Itaguaré lembra um rosto humano e daí foi apelidado de “Gigante Adormecido” ou “Nariz do Gigante”.

Essa imagem pode ser vista de longe na rodovia Presidente Dutra onde a serra destaca o Pico dos Marins a esquerda e o Pico do Itaguaré no canto direito.

P1080562 (Large)

O maciço do Itaguaré se desponta na Serra da Mantiqueira a 2.308 metros de altitude na divisa entre os municípios de Marmelópolis, Passa Quatro e Cruzeiro.

P1080595 (Large)

Como as encostas são íngremes e escarpadas do lado do vale, o melhor caminho é subir a serra em direção a Passa Quatro e desviar por estrada de terra na zona rural de Cruzeiro.

O sábado amanheceu nublado e a previsão anunciava chuva no final da tarde. Foi preciso atenção com os horários para fazer o cume em um dia.

P1080578 (Large)

Partimos de madrugada e pegamos um amigo em Cruzeiro que conhece muito bem a região de serra onde se localiza o Pico do Itaguaré.

Deixamos o carro numa clareira, à beira da estrada de Marmelópolis. A trilha atravessou riachos e seguiu mata adentro numa subida constante até atingir o primeiro maciço rochoso.

P1080618 (Large)

Ao meio dia, o sol desapareceu entre nuvens. A ventania anunciava a necessidade de apressar os passos para evitar a tempestade que se aproximava.

A subida levou três horas e meia de trilha com “escalaminhada” no final. Lá de cima a visão é incrível! A leste temos a vista da Serra Fina e ao sul o município de Cruzeiro.

P1080625 (Large)

A oeste se desponta o imponente Pico dos Marins e na crista outras elevações se destacam de oeste para leste, como o Pico do Marinzinho e Pedra Redonda.

P1080635 (Large)

Até onde a vista alcança, pode-se ainda ver outras cidades como Cachoeira Paulista, Lorena, Guaratinguetá, Aparecida, Roseira e as montanhas de Marmelópolis e Passa Quatro.

P1080637 (Large)

O retorno foi ligeiro, sem paradas. Assim conseguimos retornar com segurança ao ponto de partida. Evitamos uma provável tempestade magnética no cume.

P1080648 (Large)

Bora para a próxima montanha!

Circuito Couto Prateleiras – Parque Nacional de Itatiaia

P1080179 (Large)

Esta pequena travessia, conhecida como Circuito Couto Prateleiras, é uma das mais belas do Parque Nacional de Itatiaia. De fácil acesso, possibilita subir o Morro do Couto (2.680 m) e Prateleiras (2.548 m) em um único dia.

P1080205 (Large)

Lembrando que para subir Prateleiras com segurança é importante usar equipamento básico de escalada. No caso do Morro do Couto a subida final fica por conta de uma boa escalaminhada.

P1080231 (Large)

Desta vez saímos e retornamos para o Rebouças, local do nosso acampamento. Avançamos rapidamente pela estradinha de terra e no estacionamento subimos à esquerda até encontrar o início da trilha para o Morro do Couto.

P1080306 (Large)

Como em outras trilhas do parque, temos a visão de importantes montanhas da serra da Mantiqueira. É uma explosão de paisagens panorâmicas e montanhosas.

P1080318 (Large)

Primeiramente avistamos a Serra Fina e Pedra da Mina. Na travessia, temos a visão da Pedra do Altar, Asa do Hermes, Pico das Agulhas Negras, Pedra Assentada, Pedra da Maça, Pedra da Tartaruga e Prateleiras.

P1080343 (Large)

Ainda temos uma panorâmica do planalto de Itatiaia onde se encontra o Abrigo e Camping Rebouças. Avistamos também a Parte Baixa do parque, e do outro lado do vale, a Serra do Mar.

P1080320 (Large)

Simplesmente um longo e prazeroso dia, onde caminhar foi apenas um pretexto para fotografar, papear com os amigos e acampar a 2.500 metros de altitude.