Uma Tarde de Domingo

Numa tarde de domingo, enquanto observava um vasto campo de girassóis, os raios do sol lutavam para romper as nuvens escuras que pairavam no horizonte. O contraste entre a vibrante amarelo dos girassóis e o céu tempestuoso pintava um cenário de beleza e mistério.

À medida que a tarde avançava, uma sensação de serenidade envolvia a paisagem. O vento suave acariciava as pétalas douradas dos girassóis, e os campos ondulantes pareciam sussurrar segredos antigos. Era como se a própria natureza estivesse sussurrando verdades profundas à alma inquieta.

Enquanto o sol começava a descer lentamente, banhando o campo em tons alaranjado, um sentimento de conexão com algo maior preenchia o coração dos observadores. Era como se a beleza efêmera daquele momento contivesse um vislumbre da eternidade, uma lembrança suave da presença de algo divino e intocado.

Os girassóis pareciam estar numa busca espiritual, uma aspiração constante em direção à luz e à verdade. E diante das nuvens que se esvaeciam, a esperança resplandecia, lembrando-nos de que mesmo nos momentos mais sombrios, a luz sempre encontra uma maneira de se infiltrar e iluminar nosso caminho.

Neste cenário de contemplação e beleza, a tarde se despediu lentamente, deixando para trás um sentimento de gratidão e reverência pela vida e pelo universo que nos rodeia. Era como se, por um breve instante, tivéssemos tocado a essência da existência, lembrando-nos de nossa conexão intrínseca com a Inteligência Suprema.

João-velho

É tido como um dos mais belos pica-paus do Brasil. Destaca-se pelo vistoso topete amarelo que dá origem à maior parte dos nomes populares, como cabeça-de-velho, joão-velho, pica-pau-velho, pica-pau-de-cabeça-amarela, pica-pau-cabeça-de-fogo, pica-pau-loiro e ipecuati (tupi).

Nome científico: Celeus flavescens.

Suas asas são pretas e barradas de branco com as partes inferiores pretas. O macho apresenta uma faixa vermelha nas laterais da cabeça, próximo a base do bico. Possui língua longa, preenchida de pontas em forma de escova, apropriada para extrair suco das frutas e o néctar das flores.

Alimenta-se de frutas, insetos, larvas, formigas e cupins. Na região sudeste, em Mata Atlântica, foi confirmado aves tomando o néctar das flores de duas espécies de plantas (Bombacaceae e Marcgraviaceae) do dossel da floresta.

Os pica-paus são polinizadores, pois ao visitarem várias flores das plantas, encostam a cabeça e o pescoço nas anteras e estigmas das flores. São aves benéficas na conservação da natureza, visto que se alimentam de cupins, formigas e outros insetos nocivos à madeira.

Estas aves estão sob ameaça por causa da alteração do seu habitat natural, desmatamentos e queimadas. A espécie depende de arvores altas e ocas para abrigo e construção de seus ninhos. Estão na lista de animais ameaçados de extinção do Ministério do Meio Ambiente.

Que Sua Jornada Seja Virtuosa

A vida transcende a simples jornada de sobreviver ou atravessar os dias; é um intricado tear, onde cada fio entrelaça-se com propósito. Em alguns momentos, assemelha-se a uma obra de arte, convidando-nos a idealizar conscientemente suas nuances e colorir ousadamente uma tela em branco.

Avance destemidamente até onde sua vista alcançar, e ao atingir esse ápice, desvende horizontes que se estendem para além do alcance do olhar, revelando panoramas inexplorados e possibilidades que aguardam descobertas audaciosas.

Feliz e Próspero 2024!

Presente, Passado e Futuro

“No início era apenas sonho, desejo e visão. Hoje uma realidade, que se renova de forma diferente, a cada nova missão. Esta foto representa o contínuo caminhar…. Em um trecho da Serra da Mantiqueira, do cume do Pico dos Marins, temos o Pico Marinzinho escondido a esquerda, com vista panorâmica da Pedra Redonda, Pico do Itaguaré, e ao fundo a majestosa Pedra da Mina.”

Quando chega dezembro, costumamos fazer um balanço no final do ano presente, que já é passado, e seguimos nos sonhos, desejos e projetos para um ano novo futuro.

“Como todo ano, este foi mais um piscar de olhos e já estamos a horas da virada.”

Gratidão por tudo que realizamos (passado) e também por aquilo que está pendente ou não fizemos, com a devida reflexão para seguir adiante (futuro).

Esperança, fé e amor, como um exercício contínuo, principalmente nos momentos difíceis, no propósito para uma vida de bem-aventurança (presente).

Mãos à Obra é arregaçar as mangas e pegar o touro pelos cornos, assim diz um amigo meu. De nada adianta sonhar se não realizar (presente).

A cada momento viva o presente. Acorde!

Olhe ao lado. Quem está ao seu lado? Sorria!

Você é um ser humano. Respire!

Nada ocorre por acaso. Confie!

Caminhar é preciso. Siga!

Feliz 2024!

Trilha Pinhão Assado – Itamonte

“Uma trilha para se perder no tempo e se desligar do mundo exterior. Um caminho para se conectar ao som da mata, do rio e consigo mesmo.”

A trilha margeia e atravessa o rio Pinhão Assado passando por poços, piscinas naturais, corredeiras e cachoeiras, em um desnível de 130m, saindo de 1.420 m, subindo a 1.485 m e descendo a 1.355 m de altitude.

Iniciando o circuito no sentido horário, a trilha sobe a margem esquerda do rio até o antigo Toboágua e Poço dos Arcos. Então atravessamos uma pequena Ponte de Pedra sobre o rio Pinhão Assado.

Após trecho de caminhada na mata, a trilha retorna por estradinha de terra até uma grande Ponte de Pedra, onde acessamos a Cachoeira Pinhão Assado, antiga Albert Heilmann, com um grande poço e 35 m de altura.

As pedras na borda do grande poço represam a água, que se refaz novamente em corredeiras, descendo por uma pequena cachoeira até encontrar a Cachoeira Ponte de Pedra, que despenca em um poço cristalino.

No rio de água transparente, as corredeiras mergulham em uma mata exuberante. Logo se avista um tronco e duas estacas, é uma aparente pinguela que foi destruída pela força das águas do rio.

Neste trecho do rio a aventura termina na Cachoeira Lage de Pedra, entre corredeiras e um pequeno poço, a queda despenca para dentro da mata.

Pedra Selada – Visconde de Mauá

Logo ao amanhecer, aos primeiros raios de sol, nos preparamos para subir a Pedra Selada. Naquele momento, ela estava ofuscada nas sombras da encosta.

A origem do nome é peculiar ao formato de uma sela de montaria. A Pedra Selada é também conhecida como Pedra da Galinha Choca. Faz parte do Parque Estadual da Pedra Selada, municípios de Resende e Itatiaia, cujo acesso é por Visconde de Mauá.

O parque estadual foi criado em 2012 para preservar a fauna, flora e recursos hídricos desta porção de mata atlântica, com formação rochosa de notável beleza cênica e ótima vista panorâmica da região.

A trilha começa numa subida constante, a 1.070 m de altitude, atravessando pastagens, até adentrar uma floresta. Logo a 1.255 m, avistamos a Cachoeira do Chuveiro, que pode ser vista neste trecho da trilha que sobe até a pedra.

Entre uma clareira e outra na mata, se observa o quanto já subimos e quanto ainda falta para chegar na pedra. Em cerca de duas horas chegamos ao cume da Pedra Selada, a 1.755 m. Onde se encontra a caixa do livro de cume a visão é 360º.

A Oeste, avistamos o Pico Maromba, Agulhas Negras, Asa do Hermes, Pedra do Sino e Serra Negra. Ao Norte, o Vale do Rio Preto que faz divisa entre RJ-MG. Ao Sul, as cidades de Resende e Itatiaia, o Vale do Rio Paraíba do Sul e Serra do Mar.

De volta as proximidades do Rio Preto e Mirante Pedra Selada, o céu de brigadeiro colocou em destaque a beleza e imponência daquele afloramento rochoso.

Folha Caída

No desabrochar da primavera, todas as folhas revelam uma só tonalidade, mas ao longo da passagem, no intricado caminho da vida, a senda se desvanece entre folhas amarelas e secas do tempo.

Cada passo deixa sua marca, e as lembranças se entrelaçam como folhas que caem suavemente, narrando a história de uma jornada vivida com ardor e profundidade, em meio a uma dança sutil entre a luz e a sombra.

Ancorada nos valores da sua essência, as folhas caídas na água, dançam em harmonia, se dissolvem e buscam uma nova transformação, neste contínuo ciclo da vida.

O Ipê Amarelo – Caminhar é Preciso

Assim como nas estações do ano, na jornada terrena os ciclos se renovam infinitamente, do nível microscópico aos seres que habitam esse orbe.

Igual a flor do Ipê que desabrocha em vibrante tom amarelo e depois se precipita no ar, é como uma alegoria da contínua evolução na efemeridade e finitude da vida.

Mesmo que nas tormentas o tronco se incline, as raízes profundas do Ipê sustentam sua copa. Assim como nossos ancestrais, nos deram a base para crescer.

No alto da folhagem do Ipê, nem tudo que vemos é colorido, mas temos a exatidão do respeito em memória aos ancestrais e do cuidado a família e amigos.

Ainda assim, na sombra do Ipê é preciso meditar. Na labuta entre o áureo e o índigo, como é importante valorizar cada momento e ser grato a tudo e a todos.

Afinal, uma chuva de flores amarelas se espalha por toda terra, impermanente e plena na essência, e no exercício do aprender e ensinar para a eternidade das lembranças.

Cantagalo e Luminosa – Caminho da Fé

Na rota dos peregrinos do Caminho da Fé, percorremos trilhas e estradas entre os bairros rurais Cantagalo / São Bento do Sapucaí – SP e Luminosa / Brasópolis – MG.

No Cantagalo subimos a Serra da Trilha da Onça, na divisa do estado de São Paulo com Minas Gerais.

Ao longo da caminhada na crista da serra, saímos de São Bento do Sapucaí, e entramos nos limites do município de Paraisópolis e Brasópolis.

No ponto culminante temos a vista panorâmica das montanhas do Sul de Minas ao chegar na Pedra da Onça, a 1.600 m de altitude.

Na descida voltamos para o lado paulista e avistamos a encosta rochosa da Pedra do Cruzeiro na Serra da Candelaria.

Na estrada de terra seguimos no Caminho da Fé até a divisa SP-MG. Nesse ponto entramos na trilha da Pedra do Cruzeiro.

Subimos até o cruzeiro de pedra ou Pedra do Cruzeiro, também conhecida como Pedra do Tatu a 1.575 m de altitude.

Mais uma vista extraordinária das montanhas mineiras e de Luminosa, bairro rural que pertence a Brasópolis – MG.

Da praça de Luminosa seguimos por estrada de terra em direção a Serra de Luminosa e vislumbramos a igreja de N. Sra. das Candeias.

Ao chegar no mirante da Serra da Luminosa, temos outra vista panorâmica. 

A esquerda, Serra da Candelaria, e a direita, o bairro Luminosa.

No alto da serra passamos a Capela São Sebastião, bairro do Quilombo, até a divisa MG-SP.

Finalmente, após a Cruz de Pedra concluímos o percurso ao chegar no asfalto, na estrada São Bento do Sapucaí-Campos do Jordão.