DesConexão Parte 2 – Cânions no Rio Grande do Sul

“ Ganhamos conteúdo e perdemos foco. Tanta informação generalizada e banalizada. A concentração se torna uma árdua tarefa. ”

P1140453 (Large)

Em desconexão, me embrenhei na floresta de araucária, desci vales e subi cânions. Da Ferradura ao Caracol, percorri trilhas, subi mirantes e avistei cascatas.

P1140494 (Large)

“ Uma geração digital que não presta atenção em uma coisa só, mas em várias. Um novo mundo de informações fatiadas em pedaços cada vez menores. ”

P1140736 (Large)

Em desconexão, desci a trilha em declive. No trecho final, o borrifo vindo da queda d’água anunciou a imponência do Arroio Caçador. Aos pés da cascata e as margens do rio Caí, descansei ao lado das corredeiras sob o sol daquela tarde.

P1140969 (Large)

“ O melhor é buscar o caminho do meio, do equilíbrio entre o real e o virtual. A vida na rede social tem escuridão e luz. A vida real também. Vai depender da qualidade da sua conexão. ”

P1140982 (Large)

Em desconexão, fui em busca dos cânions na Serra Geral e Aparados da Serra. No meio do caminho descobri a Pedra do Segredo.

P1140997 (Large)

Avistei imensos paredões e abismos por quilômetros sem fim. As cascatas despencaram na profundeza da depressão. Lá no fundo, corredeiras e piscinas naturais corriam em direção a costa.

P1150124 (Large)

De volta ao litoral, fui em busca da última DesConexão (Parte 3).

DesConexão – Parte 1 e Parte 3.

DesConexão Parte 1 – Bombinhas e Torres

“ O cotidiano é devorado pela conexão rápida. A vida real é consumida pelo virtual. ”

P1140032 (Large)

Em desconexão, dos Molhes, passando pela Guarita até Itapeva, fui atraído pela imensidão da areia, sol e mar.

Aos olhos, uma pintura em tons claros, quase descolorida, uma suavidade serena, envolvendo tudo ao redor em uma atmosfera de tranquilidade e pureza.

P1140206 (Large)

“ Incomodado com o status quo, faço a desconexão. Toda avalanche de informações escorreu pelo ralo do tempo. ”

P1140072 (Large)

Em desconexão, o destino me levou a cenários inesquecíveis de dunas, falésias e grandes extensões de praia.

P1140010 (Large)

“ A fadiga mental se desfaz quando não se senti culpado por não estar fazendo nada. O indivíduo ansioso retorna a sua essência de equilíbrio e paz. ”

P1150387 (Large)

Em desconexão, vejo homens assolados pelo vento que se comunicam com as ondas, entre o lazer e a labuta.

P1150335 (Large)

DesConexão – Parte 2 e Parte 3.

Sua Vida

P1080931 (Large)

” Sua vida pode ser uma comédia, uma aventura ou uma história de superação, sucesso e amor.

Mas pode ser também um drama, uma tragédia ou a monotonia da não-mudança. 

Porque todos nós temos tudo isso em nossas vidas. O que muda é como editamos, em quais experiências mantemos o foco e sobre o que falamos. 

Fale do drama, e sua vida será um drama. Fale da aventura e a mesma vida será deliciosa. “

Aldo Novak

Parque Nascentes do Tietê – Salesópolis

Nos primórdios era chamado de Anhembi e no século XVIII foi batizado Tietê. Agraciado com um nome tupi que significa “água verdadeira”.

P1130847 (Large)

O rio Tietê facilitou a entrada dos Bandeirantes para o interior do país. Um rio que ajudou a desenvolver o estado de São Paulo através da construção de barragens, eletrificação, abastecimento de água e hidrovia.

Com a rápida expansão urbana e industrialização, o trecho metropolitano de São Paulo foi duramente atingido pelo esgoto doméstico e poluição industrial.

Em 1992 iniciou-se um programa de despoluição, denominado Projeto Tietê. A mancha de poluição do rio tem se reduzido a mais de 20 anos, mas muito ainda há para ser feito.

P1130834 (Large)

O Parque Nascentes do Tietê foi criado em 1996 com a missão de preservar suas nascentes, flora e fauna do seu entorno, e promover educação ambiental através de visitas monitoradas.

Para um passeio na mata pode-se caminhar nas trilhas da Araucária, da Pedra e do Bosque, com extensão de 162, 266 e 1.142 metros respectivamente.

P1130880 (Large) P1130872 (Large) P1130867 (Large)

O rio Tietê tem suas nascentes localizadas na Serra do Mar, a 1.127 metros de altitude, no município de Salesópolis.

A cerca de 20 km distante do oceano, o rio segue em sentido contrário para o interior do estado de São Paulo. Atravessa 62 municípios, de sudoeste a noroeste, em 1.136 km até sua foz em Itapura, no rio Paraná.

P1130887 (Large)

As nascentes estão dentro de uma floresta secundaria, a poucos metros da entrada do parque. A água brota nas rochas em três pontos diferentes, formando um laguinho povoado por minúsculas aranhas d’água e guarus.

Local: Salesópolis – SP

Morro Calvo – Parque Estadual de Ilhabela

“ Os tupinambás vendo aquela porção de terra elevada, com uma das faces desprovida de mata, deram o nome de baepi, do tupi-guarani, morro calvo. ”

Ir para as montanhas de Ilhabela é sempre um desafio, sendo a ilha mais montanhosa da costa brasileira com extensão de 337 km2. Soma-se a isto um clima úmido com temperaturas e chuvas elevadas em boa parte do ano, em meio a uma mata atlântica preservada pelo Parque Estadual de Ilhabela.

Suas montanhas somam sete pontos culminantes com altitudes que variam de 1.048 a 1.375 metros, respectivamente Pico do Baepi e Pico de São Sebastião.

P1130376 (Large)

A surpresa do Pico do Baepi é sua localização privilegiada. O pico pode ser avistado facilmente do lado do continente, durante a travessia da balsa e dentro da ilha. A identificação está no paredão rochoso com mais de 150 metros, a única entre as montanhas do lado do canal.

A trilha está a sudoeste do pico e bem sinalizada pelo parque. O percurso é todo de subida na ida e descida na volta, numa extensão de 7,5 km a partir da cota 200 m até o cume a 1.048 m de altitude, em 5 horas de caminhada.

P1130366 (Large)

” O caminho numa encosta de sapezal até chegar num platô onde existe um mirante voltado para o canal de São Sebastião. Aqui já valeu o esforço inicial. Seguimos na trilha sentido leste, por meio quilometro, descendo e subindo uma suave depressão em direção a mata. “

Dentro da mata a subida começa a ficar mais inclinada. Após passar um pequeno bambuzal a subida ficará mais íngreme com pontos de parada para descanso. O aclive vai aumentando e consequentemente a dificuldade também. Outros bambuzais, agora mais extenso e difícil de serem ultrapassados. As placas indicativas sinalizam a proximidade do pico.

P1130331 (Large)

No cume, avista-se o canal de São Sebastião repleto de pequenas embarcações e imensos petroleiros e cargueiros. Aos pés do pico, o centro urbano da ilha com vista para um litoral de águas abrigadas por pequenas enseadas. Do outro lado do canal, a cidade de São Sebastião e ao fundo a Serra do Mar.

P1130338 (Large)

” Nas direções leste, avistamos somente montanhas tomadas por uma densa mata atlântica, sem nenhuma visão do lado oceânico da ilha e suas praias selvagens. “

P1130344 (Large)

“Finalmente, ao sul avistei o ponto mais alto da ilha, o Pico de São Sebastião, mas vamos deixar essa aventura para um próximo post.”

P1130369 (Large)

Parque Nacional de São Joaquim

P1050900 (Large)

Em 1961 foi criado o Parque Nacional de São Joaquim, tendo seus limites nos municípios de Urubici e Bom Jardim da Serra (parte alta), Orleans e Grão Pará (parte baixa).

P1010953 (Large)

Esse belíssimo parque nacional nasceu da necessidade de proteger a Mata de Araucária, muito comum nessa região do estado de Santa Catarina.

A formação geológica do parque é composta por basalto e arenito. As composições rochosas existem a mais de 100 milhões de anos.

P1130643 (Large)

O cartão postal é o Morro da Igreja, com 1.822 m de altitude, com vista para a Pedra Furada. Para visitar este atrativo deve-se solicitar autorização na sede do ICMBio em Urubici.

Na estrada do Morro da Igreja está proibido o trânsito de veículos pesados. Se houver chuva excessiva a estrada será interditada para trânsito de veículos leves.

P1050848 (Large)

Dentro e ao entorno do parque, existem paisagens fantásticas com inúmeros atrativos naturais entre mirantes, morros, campos, serras, cânions, vales, rios, cachoeiras, cascatas, caverna, gruta e até inscrição rupestre.

Em especial se vê uma rica ave-fauna integrada a beleza da floresta de araucária e mata atlântica.

Embora dentro da área de parque esteja provisoriamente suspensa atividades como caminhadas, travessias e cavalgadas.

P1050855 (Large)

Para compensar, aos arredores, as serras do Corvo Branco e do Rio do Rastro mostram todo seu esplendor dado que estão bordeadas por cânions com diferença de 1.100 metros de altitude entre municípios da serra e litoral sul de Santa Catarina.

P1130675 (Large)

Local: Parque Nacional de São Joaquim / SC

Dia Mundial do Meio Ambiente

Comemora-se anualmente, em 5 de junho, o dia mundial do meio ambiente. Um dia, uma semana, parece pouco mas é o momento para alertar e também mostrar o que de bom se têm feito em prol do planeta.

Ainda é pouco diante de tanta poluição, desperdício e consumo irresponsável, em um planeta populoso, com recursos naturais mal utilizados e severas mudanças climáticas em curso.

Para reflexão em comemoração a este dia, escolhemos o filme “A Era da Estupidez”, do original “The Age of Stupid” – 2009, um filme de Franny Armstrong.

O filme se passa em 2055 numa mistura de documentário, ficção e animação, e mostra como o ser humano é o principal ator sobre esta questão ambiental mundial.

Um filme que tentou provocar mudanças no jeito de agir das pessoas. Vale a pena rever.

Assista o trailer!

Vídeo: Spanner Films – Trailer ” The Age of Stupid “

Corrida Treino – Longão nas Estradas Rurais de São José dos Campos

Seguindo a planilha para o penúltimo longão, no domingo bem cedo saí em direção ao Centro Comunitário Alto da Ponte, em São José dos Campos.

corrida-outdoor-3-mod

Basicamente o percurso seria na estrada do Sertãozinho, estrada da Walkillândia, rodovia Monteiro Lobato e estrada da Água Soca.

Com tudo que preciso para repor as energias, levei na mochila água, isotônico, carboidrato em gel, proteína em barra, salgadinho, bananinha e duas mexericas.

percurso11

As 6 horas em ponto saí no asfalto. Após ponte sobre o rio Buquira segui a esquerda em direção a estrada de terra do Sertãozinho.

Com objetivo principal de trabalhar a resistência, o desafio seria manter o ritmo médio, considerando as constantes variações de elevação.

No km 8,5 subi o Sertãozinho, concentrado para vencer aquele morro da estrada. Na volta segui pela estrada da Walkilândia até chegar na SP-050 Km 107, rodovia Monteiro Lobato.

Em cerca de 1,5 km alcancei o acesso da estrada da Água Soca, que sobe atrás do clube de campo Cisne Real Park. Sempre atento, o momento era buscar a marca de duas horas de corrida.

percurso1

Desta vez, o foco era tempo de treino e não distância percorrida. A ideia era treinar corpo e mente para aquele esforço.

O percurso se mostrou desafiador com ganhos e perdas de elevação somados em 1.500 metros numa distância de 38 km, e altitudes variando entre 560 a 680 metros.

A volta exigiu seguir pelo mesmo percurso e assim completar o longão em 4 horas de corrida.

green-826261_960_720

Que venha o último longão antes do Desafrio em Urubici.