Sangue que Flui

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” Quanto mais improvável a situação e maior o esforço exigido, tanto mais doce é o sangue que flui, depois liberando a tensão…

Você eleva deliberadamente o grau de esforço e concentração com o objetivo, digamos assim, de limpar a mente das trivialidades… “

A. Alvarez – The Savage God

Simplesmente Ir Ver

” Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. “

Amyr Klink

DesConexão Parte 3 – Ilha Grande

“ Ficar off-line algum tempo do dia é cuidar da saúde mental, apesar que muitos até ficam doentes se ficarem sem conexão. ”

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Em desconexão, deixamos o continente em direção a ilha. Adentramos caminhos encobertos pela mata atlântica, rodeado por enseadas, mirantes e praias de águas cristalinas.

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“ Estar off-line em algum lugar é poder mergulhar no seu íntimo. Contudo, muitas pessoas ficam com medo de fazer está conexão. ”

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Em desconexão, ouvimos estórias antigas da época dos Tupinambás e seus invasores europeus, e causos dos que viveram na época do presídio na praia de Dois Rios.

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“ Nova desconexão é recolhimento, silencio. O turbilhão de imagens mentais se desfaz. A mente calma, acalma a alma. ”

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Em desconexão, esse santuário natural, de Ilha Grande, reservou surpresas. Todo dia, a cada nova trilha, ouvia o grito estridente de uma Araponga e o rugido dos Bugios ecoado por toda floresta.

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Subimos o Pico do Papagaio num dia de céu de brigadeiro. Descemos até a praia da Feiticeira e atravessamos até a praia de Dois Rios e Lopes Mendes.

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Então completamos o ciclo. Refizemos a conexão!

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DesConexão – Parte 1Parte 2.

DesConexão Parte 2 – Cânions no Rio Grande do Sul

“ Ganhamos conteúdo e perdemos foco. Tanta informação generalizada e banalizada. A concentração se torna uma árdua tarefa. ”

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Em desconexão, me embrenhei na floresta de araucária, desci vales e subi cânions. Da Ferradura ao Caracol, percorri trilhas, subi mirantes e avistei cascatas.

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“ Uma geração digital que não presta atenção em uma coisa só, mas em várias. Um novo mundo de informações fatiadas em pedaços cada vez menores. ”

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Em desconexão, desci a trilha em declive. No trecho final, o borrifo vindo da queda d’água anunciou a imponência do Arroio Caçador. Aos pés da cascata e as margens do rio Caí, descansei ao lado das corredeiras sob o sol daquela tarde.

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“ O melhor é buscar o caminho do meio, do equilíbrio entre o real e o virtual. A vida na rede social tem escuridão e luz. A vida real também. Vai depender da qualidade da sua conexão. ”

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Em desconexão, fui em busca dos cânions na Serra Geral e Aparados da Serra. No meio do caminho descobri a Pedra do Segredo.

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Avistei imensos paredões e abismos por quilômetros sem fim. As cascatas despencaram na profundeza da depressão. Lá no fundo, corredeiras e piscinas naturais corriam em direção a costa.

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De volta ao litoral, fui em busca da última DesConexão (Parte 3).

DesConexão – Parte 1 e Parte 3.

DesConexão Parte 1 – Bombinhas e Torres

“ O cotidiano é devorado pela conexão rápida. A vida real é consumida pelo virtual. ”

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Em desconexão, dos Molhes, passando pela Guarita até Itapeva, fui atraído pela imensidão da areia, sol e mar.

Aos olhos, uma pintura em tons claros, quase descolorida, uma suavidade serena, envolvendo tudo ao redor em uma atmosfera de tranquilidade e pureza.

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“ Incomodado com o status quo, faço a desconexão. Toda avalanche de informações escorreu pelo ralo do tempo. ”

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Em desconexão, o destino me levou a cenários inesquecíveis de dunas, falésias e grandes extensões de praia.

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“ A fadiga mental se desfaz quando não se senti culpado por não estar fazendo nada. O indivíduo ansioso retorna a sua essência de equilíbrio e paz. ”

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Em desconexão, vejo homens assolados pelo vento que se comunicam com as ondas, entre o lazer e a labuta.

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DesConexão – Parte 2 e Parte 3.

Sua Vida

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” Sua vida pode ser uma comédia, uma aventura ou uma história de superação, sucesso e amor.

Mas pode ser também um drama, uma tragédia ou a monotonia da não-mudança. 

Porque todos nós temos tudo isso em nossas vidas. O que muda é como editamos, em quais experiências mantemos o foco e sobre o que falamos. 

Fale do drama, e sua vida será um drama. Fale da aventura e a mesma vida será deliciosa. “

Aldo Novak

Parque Nascentes do Tietê – Salesópolis

Nos primórdios era chamado de Anhembi e no século XVIII foi batizado Tietê. Agraciado com um nome tupi que significa “água verdadeira”.

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O rio Tietê facilitou a entrada dos Bandeirantes para o interior do país. Um rio que ajudou a desenvolver o estado de São Paulo através da construção de barragens, eletrificação, abastecimento de água e hidrovia.

Com a rápida expansão urbana e industrialização, o trecho metropolitano de São Paulo foi duramente atingido pelo esgoto doméstico e poluição industrial.

Em 1992 iniciou-se um programa de despoluição, denominado Projeto Tietê. A mancha de poluição do rio tem se reduzido a mais de 20 anos, mas muito ainda há para ser feito.

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O Parque Nascentes do Tietê foi criado em 1996 com a missão de preservar suas nascentes, flora e fauna do seu entorno, e promover educação ambiental através de visitas monitoradas.

Para um passeio na mata pode-se caminhar nas trilhas da Araucária, da Pedra e do Bosque, com extensão de 162, 266 e 1.142 metros respectivamente.

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O rio Tietê tem suas nascentes localizadas na Serra do Mar, a 1.127 metros de altitude, no município de Salesópolis.

A cerca de 20 km distante do oceano, o rio segue em sentido contrário para o interior do estado de São Paulo. Atravessa 62 municípios, de sudoeste a noroeste, em 1.136 km até sua foz em Itapura, no rio Paraná.

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As nascentes estão dentro de uma floresta secundaria, a poucos metros da entrada do parque. A água brota nas rochas em três pontos diferentes, formando um laguinho povoado por minúsculas aranhas d’água e guarus.

Local: Salesópolis – SP