Ponta Negra – Parati Mirim

Para apreciar e trilhar com toda calma do mundo.

A praia Ponta Negra é um sossego, de vila caiçara simples e mar esverdeado. Um cantinho especial do litoral sul do Rio de Janeiro.

Ao entardecer, na areia quente, entre um mergulho no mar e outro no riacho do Caju, de água refrescante que desce a montanha, espio o pôr do sol cair lentamente no oceano. Uma caminhada de oito quilômetros da vila das Laranjeiras até a Ponta Negra. Vale a pena cada passo.

O trajeto permeia as encostas da Mata Atlântica, entre regatos, riachos, cachoeiras e praia badalada como a do Sono, e outras selvagens como a dos Antigos, Antiguinhos e Galhetas, até Ponta Negra. No entorno também vale a pena explorar a cachoeira das Galhetas e do Saco Bravo.

Depois é descansar no camping da Branca. Enfim, a Ponta Negra é um lugar para esquecer do mundo.

Pedra de São Domingos – Sul de Minas Gerais

A Pedra de São Domingos se eleva a 2.050 m de altitude entre os municípios de Córrego do Bom Jesus, Paraisópolis e Camanducaia, no extremo sul de Minas Gerais.

Acesso por estrada rural, partindo de Gonçalves ou Cambuí, distante 20 km até o topo. A partir do km 15, somente veículo 4×4 em subida íngreme com trechos em chão de cimento.

Por trilha, distante 15 km de Gonçalves e 7 km de trilha via Otavianos Rancho.

No cume estão instaladas antenas de comunicação.

O espetáculo fica por conta da vista panorâmica de quase 360º.

Em dias claros, avista-se o Córrego do Bom Jesus, Cambuí (altitude 860 m) e Gonçalves (altitude 960 m).

Quanto as montanhas, avista-se a Pedra do Baú (altitude 1.950 m), o Pico do Selado (altitude 2.080 m) e toda extensão deste trecho da Serra da Mantiqueira.

Local: Córrego do Bom Jesus, Paraisópolis e Camanducaia / MG

Canoa Caiçara – Parati Mirim

Canoa caiçara, lá estava ela, solitária naquela imensidão de floresta, mangue e mar.

O pescador e mestre caiçara tinha acabado de ancorar sua canoa azul, vermelha e branca. 

O mestre caiçara havia comentado como foi esculpido artesanalmente, a partir de um tronco de árvore, aquela bela canoa.

O caiçara demonstrava sabedoria e respeito a natureza, pela transformação da árvore em uma canoa.

Pássaro da Imaginação – Saco do Mamanguá

Próximo ao cais de Parati Mirim, iniciamos a trilha atravessando o morro para caminhar na margem direita do Saco do Mamanguá. Fizemos curtas paradas nas praias das Pacas, Grande do Saco do Mamanguá, Bica, Pontal, até chegar na praia da Curupira, após quatro horas de caminhada.

Além da beleza singular da praia da Curupira, nos chamou atenção a escolinha, com belas pinturas nas paredes e no chão, de animais e pássaros da mata, colocando o aprendizado no visual do dia a dia das crianças. Havia também placas com frases valorizando a natureza, a família e o caiçara; E suas coisas como a “canoa caiçara”.

Uma pena não poder conversar com a professora e alunos, pois a escolinha estava fechada devido as férias escolares.

Muita criatividade e cores nos desenhos. Até desenharam e pintaram um pássaro da imaginação.

De Braços Abertos

” Que hoje possamos estar de braços abertos para receber com amor e gratidão todas as bênçãos lindas deste dia.

Que seja este abençoado com sorrisos, com amor e com intensos gestos de carinho.

Que sejam abençoados todos aqueles que passarem pelo nosso caminho e

Que juntos possamos compartilhar os mais lindos sentimentos de amizade e afeto.

Que nosso coração esteja plenamente em harmonia com a paz. “

Jared Hassan

Tempo que Passou – Caminhar é Preciso

Foi ontem que te vi brincando na praia. Sonhos e planos sendo construídos com energia para realizá-los. Apesar dos obstáculos, agruras e distrações, sem medo nem culpa de seguir em frente, nessa idade tão efêmera e intensa.

Presente de duração instantânea que passa num piscar dos olhos. Sem pestanejar, numa incessante vontade de viver, sem se importar com a mudança das estações. Transformação contínua na energia das ondas da vida.

Foi ontem que te vi andando na praia. Agora abraçado com sua alma gêmea. Um novo presente, com prazeres diferentes. Um simples andar na praia. Felicidade no coração, no tempo que tudo transforma, pensamentos e temperamentos.

Feliz Natal!

Cachoeira do Índio – Vale Europeu

Nas andanças pelo Vale Europeu, região dos Lagos de Santa Catarina, o calor da primavera estava arrebatador, então seguimos até a cachoeira do Índio, na fazenda da família Kohlbeck, Estância Itaperuna, distante, morro acima, 50 km do rio dos Cedros.

Fomos bem recebidos pelos proprietários que nos orientou para chegar na cachoeira do Índio. Seguimos fazenda adentro, passando pelos cavalos, carneiros, perus e galinhas, soltos em um campo gramado, e logo abaixo avistamos as corredeiras do rio dos Cedros.

A mata ciliar abraçava o rio e a gruta estava meio escondida sob as águas. O espaço alagado debaixo da pedra não é exatamente uma gruta mas vale a pena conferir. Deste ponto, logo à frente com a queda livre formada, o rio parece um sumidouro.

Passo a passo, procurando chão seco, vou de encontro onde a base da cachoeira pode ser fotografada. Com cuidado voltamos alguns metros, e descemos a trilha até chegar na parte baixa da cachoeira. Uma cortina d’água se abriu detrás das árvores.

O encanto é imediato, tanto pelo vento molhado, do paredão disposto em camadas de pedras, com destaque aos tons escuros e coloridos das rochas e vegetação, como o caminho molhado que passa atrás da enorme queda d’água.

Então segui no caminho molhado. Não tem como não ficar empolgado neste momento. Aquele enorme volume caindo em forma de cortina d’água, com um som bárbaro e tudo ficando molhado. Saí do outro lado, de corpo e alma lavada.