Está chegando a Hora!

Somos uma nação de DNA único, de uma diversidade biológica imensa, de água e solo riquíssimo, de território gigante, e de um povo e cultura extraordinária. O Brasil ainda tem jeito, apesar de todas as dificuldades, corrupção e autocracia do judiciário.

Daqui seis meses teremos um novo sufrágio e não teremos uma segunda chance para fazer novas e melhores escolhas.

Como dizia o sambista Bezerra da Silva:

“ Para tirar meu Brasil desta baderna, só quando o morcego doar sangue e o saci cruzar a perna. ”

Mas nem tudo está perdido. Basta explicar, já dizia o jornalista Olavo de Carvalho:

“ No Brasil é preciso explicar, desenhar, depois explicar o desenho e desenhar a explicação. ”

Enfim, após a pandemia, com a velha mídia e opositores sempre jogando contra, um Legislativo inerte perante um Judiciário militante, o Executivo ainda consegue fazer muitas entregas. Veja https://www.entregasdogoverno.com/.

Montanha de Flores – Parque Nacional de Itatiaia

Literalmente encontramos uma montanha de flores.

Esta unidade de conservação de proteção integral representa muito bem os ecossistemas de mata atlântica e campos de altitude.

O planalto de Itatiaia se destaca por uma relevância ecológica e beleza cênica única, acima dos 1.600 metros de altitude, com uma flora exuberante.

As flores são um sucesso evolutivo com grande diversidade genética e adaptativa para conseguir a polinização. Na região de Itatiaia fica evidente esse efeito evolutivo.

A polinização ocorre através do vento, água, insetos, aves e morcegos. Para atrair os agentes voadores, a recompensa é o pólen, néctar, óleos ou odores.

As abelhas são os principais polinizadoras. Estudos indicam grande contribuição na preservação das espécies vegetais e manutenção da variabilidade genética.

A riqueza biológica em Itatiaia é tão generosa que as margaridas catalogadas são 183 e as orquídeas são 216 espécies, sendo 45 endêmicas.

Segundo o Centro Nacional de Conservação da Flora, foram identificadas 92 espécies ameaçadas de extinção no Parque Nacional de Itatiaia.

A Sempre-viva é também conhecida como sempre-viva-de-mil-flores, chuveirinho ou sombreiro. Ou ainda capipoatinga, do tupi-guarani, capim da ponta branca.

O Lírio da mantiqueira é uma flor nativa do Brasil. Também conhecida como amarílis, lírio-do-mato ou açucena. Planta adaptada na Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

A Utricularia é uma espécie de planta carnívora (insetívora). Com flores grandes e coloridas, esconde sua armadilha no solo encharcado, em folhas modificadas para sugar a presa.

O Brinco-de-princesa é uma flor pendente e lembra um brinco. Na foto é uma Fucshia regia que é comestível. Adorada por beija-flores. Adaptada ao inverno e às geadas.

Ovos da Galinha – Parque Nacional de Itatiaia

O maciço de Itatiaia revela grandes afloramentos rochosos em um processo erosivo de milhões de anos.

Pela manhã partimos na caminhada, a partir do camping Rebouças, contemplando as belas paisagens no planalto de Itatiaia.

As montanhas e pedras de Itatiaia, com formas no mínimo curiosas, receberam nomes como Agulhas Negras, Altar, Asa de Hermes, Assentada, Camelo, Couto, Maçã, Prateleiras, Sino e Tartaruga.  

Uma formação rochosa em especial é chamada de Ovos da Galinha. Localizada entre a cachoeira do Aiuruoca e Pedra do Sino.

No cume da Pedra do Altar se avista os ovos como cinco pedras sobre uma pequena elevação rochosa.

A princípio parecem pequenas, no entanto quando nos aproximamos, os Ovos da Galinha impressionam pelo tamanho. Quanto ao formato, toda imaginação é valida para vê-las como ovos de uma galinha.

Entretanto, uma delas parece uma “mão gorducha” e outra uma “galinha da angola”. Outra curiosidade foi encontrar no chão de pedra uma depressão em formato perfeito de um “coração”.

Dia de muita nebulosidade, ventania e calor. Aparentemente as chuvas mantiveram-se na região de Visconde de Mauá e Itatiaia.

É trilha para espiar as montanhas com calma.

Nesse caminho avistamos as Prateleiras, Agulhas Negras, Asa do Hermes, Pedra do Altar, Morro do Couto e Pedra do Sino.

No meio da tarde, de volta ao camping, nada melhor que um banho revigorante na represinha do Rebouças. Depois um café para esperar o jantar em noite de lua cheia.

 

Os Rios vão Comigo

“Os rios que eu encontro vão seguindo comigo.
Rios são de água pouca, em que a água sempre está por um fio.

Cortados no verão que faz secar todos os rios.
Rios todos com nome e que abraço como a amigos.

Uns com nome de gente, outros com nome de bicho, uns com nome de santo, muitos só com apelido.

Mas todos como a gente que por aqui tenho visto: a gente cuja vida se interrompe quando os rios.”

João Cabral de Melo Neto

Campo de Girassol

“A mente sobrevoa o campo de girassol. O coração pulsa feliz. Uma planta com flores. Acumula energia do sol. Mostra vitalidade no amarelo-alaranjado de suas folhas pétalas. Mostra altivez e imponência na florescência.”

Originária da América do Norte e Central. O Helianthus annuus, do grego helios, sol; anthus, flor; e do latim annuus, anual.

Flor do sol que gira seguindo o movimento do sol, conhecido como Heliotropismo. Floresce no verão, primavera e outono.

No Feng Shui, boas vibrações. Concilia luz e sombra. Estimula o aconchego do corpo e mente. Conquista amizade e bons sentimentos.

É vida ancestral. Empregado em rituais Astecas e Maias ao Deus Sol. Até inspirou Van Gogh como nos Doze Girassóis numa Jarra.

Quando ainda jovens, são imaturos. Se movimentam em direção ao sol. Quando amadurecidos, ficam fixos. Olham apenas para o oriente.

Estão na jornada em busca da iluminação. Esperança e coragem em dias sombrios. Os girassóis sempre seguem a luz. 

Pode chegar a três metros de altura e trinta centímetros de diâmetro. Apresenta folhas periféricas femininas, de pétalas amarelas, para atrair a polinização.

No centro contem milhares de flores hermafroditas, de coloração alaranjado escuro. O caule e folhas são verde escuro, longo e robusto.

Da família das Asteráceas, plantas com flores, o girassol possui uma enorme importância econômica.

Do caule, folhas e sementes, se produz óleo comestível, ração, adubo, biodiesel e até mel quando associado a apicultura.

Enseada da Cajaíba

” Em 2021 exploramos todas as trilhas no Saco do Mamanguá. Já no início de 2022 começamos pela Enseada da Cajaíba e Ponta da Juatinga.”

De Parati Mirim, numa pequena embarcação e manhã ensolarada, seguimos em direção à Praia Grande da Cajaíba.

O mar estava bem agitado depois do Saco do Mamanguá, que se acalmou ao chegar na praia grande. Confesso que contei os minutos até pisar novamente em terra firme.

Tocamos a praia grande ao meio dia. Paramos para almoço e seguimos na travessia da Praia Grande da Cajaíba até o Pouso da Cajaíba.

Sem pressa, apreciando a paisagem, atravessamos passo a passo, sentindo o calor da areia daquela praia selvagem, batizada de Itaoca.

Na sequência, chegamos em Calhaus, praia e pequeno vilarejo protegido por pedras da encosta ao mar. Logo, gastamos um dedo de proza com caiçara que restaurava sua rede.

Ao chegar em Itanema, antes da praia, parada em um poço para banho e descanso debaixo de um grande chapéu de sol.

Acenamos aos moradores das poucas casinhas na praia. Subimos a última encosta até nosso destino final, a praia Pouso da Cajaíba.  

Caminhamos a tarde toda, mas ainda havia tempo de sobra para apreciar o entardecer no Pouso da Cajaíba. Depois seguimos a procurar o Mar do Caribe.

Pedra das Araras

” Após ter feito a travessia Saco do Mamanguá-Vila do Oratório duas vezes, sendo, uma vez em cada sentido. Agora, explorando a Enseada da Cajaíba e suas Pedras.”

No segundo dia, logo cedo subimos uma hora de caminhada em direção ao interior da vila. Do alto do Pouso da Cajaíba, avistamos uma panorâmica do mar.

Chamaria esse local de “Trilha Ossada da Baleia”, dado que encontramos uma vertebra de baleia próximo a uma gigantesca pedra em formato de baleia.

De volta a praia, um cafezinho na padaria e seguimos até o mirante da Pedra Frutada. Não tem nenhuma indicação, então perguntando aqui e ali, chegamos lá. Linda vista!

Depois fomos prosear com o Sr. Zaqueu sobre a Pedra das Araras. Uma trilha que pode ser confusa, com algumas bifurcações e matagal arranha-gato.

No topo da Pedra das Araras descobrimos uma visão de uma imensidão de mar a perder de vista.

Nos deparamos também com toda a extensão da Enseada da Cajaíba, da praia Grande até o Pouso, e a escondida praia Toca do Carro.

Como a ventania estava forte, carregou bastante nebulosidade até a encosta, deixando tudo esbranquiçado.

Após horas na Pedra das Araras, a descida foi rápida até o Pouso. Já era meio da tarde quando paramos no Mar do Caribe.

Para fechar o dia, no final da tarde, fomos agraciados com aquela água doce escorrendo da rocha até a areia amarela, ao encontro da pequena praia, de mar azul-esverdeado, a belíssima Toca do Carro.

Ponta da Juatinga

“No verão caminhamos no litoral, escolhemos a dedo dias sem tempestades, apesar que não tem como escapar do calorão e alta umidade. Desta vez na Ponta da Juatinga.”

No penúltimo dia, ao alvorecer, café da manhã reforçado para um longo dia de caminhada. Partimos em direção à praia da Sumaca, subindo a trilha para Martim de Sá. Uma trilha em mata atlântica.

Bem no alto da serra desviamos na trilha a esquerda. Além da beleza da mata primária com enormes árvores e alguns regatos, avistamos animais silvestres como um bando de Quatis.

Cuidado! Na praia da Sumaca tem correnteza nos cantos da praia e grandes ondas. Na areia encontramos uma Caravela. Apesar da aparência bela, é um animal marinho perigoso, que provoca queimaduras se tocar em seus tentáculos.

Ainda na praia, após as grandes pedras, encontramos uma fonte de água doce. Não é uma ducha fácil de entrar, devido ao pouco espaço. No caminho d’água forma duas pequenas banheiras naturais, e depois flui agilmente até o mar.

Depois seguimos na trilha até a Ponta da Juatinga, com algum panorama das encostas. 

Na vila caiçara Ponta da Juatinga, ficamos observando as crianças brincando no mar, até a chegada da Vitória, uma jovem barqueira nata, para nos levar de volta ao Pouso da Cajaíba.

No dia seguinte, uma grande nebulosidade revestiu o céu desde a Ilha Grande até a enseada. Do barco nos despedimos daquele pequeno paraíso.

Em mar plano e calmo alcançamos Parati Mirim, e demos início ao retorno para casa.

Vida de Pescador

Não tem como não ser sonhador nessa vida de pescador. Como também, todo pescador sonhador não vive sem amor. Quando as margens do um rio sereno, pacientemente, espera em silencio fisgar um peixe grande.

Na alegria e na dor essa é a vida de pescador. Nem sempre se faz poesia navegando em água revolta. Por vezes, isca no anzol não significa comida no prato. Há dias de ilusões traiçoeiras onde as sereias sussurram ao vento das ondas.

Agraciado com a luz brilhante do sol nascente, entrega seu destino a Iemanjá e seu pensamento voa livre no oceano. Quem não tem medo de sonhar grande, pesca alegrias e dores. Se diante da uma pesca minguada, busca esperança no céu repleto de estrelas.

Após navegar em mar bravio, como em um barco de papel, soube deslizar suave sobre as ondas. Deu graças a nossa senhora dos navegantes pelo retorno ao lar. Chegou devagarinho em seu porto seguro. À noite, descansa ao som das ondas eternas de seus sonhos e desejos.

Todo pescador é um capitão sem fronteiras para ver o sol beijar o mar. Aprende a pescar para seu bem estar. Nem toda história de pescador é um exagero. Basta ver com outros olhos, e aprender a pesca-las.

Pareidolia – Parque Nacional de Itatiaia

Pareidolia é quando o cérebro enxerga algo familiar devido a um estímulo visual ou sonoro, aleatório e impreciso, e busca um significado, interpretando como rostos, animais ou objetos. É um efeito psicológico. O que se vê depende exclusivamente do observador. Vários observadores podem ter a mesma interpretação ou simplesmente divergirem completamente, dado que cada observador tem uma condição psicológica única.

Começamos esta jornada com a visão de um ser alado. Semelhante a uma asa, pronta para voar. A enorme pedra Asa de Hermes está ao lado do pico Agulhas Negras, e pode ser facilmente visto no caminho para a Pedra do Altar.

Nas próximas duas fotos, vemos a cabeça de um lagarto saindo da terra e a cabeça de um animal, com olho e boca bem aparente. Cada pedra foi vista em ocasiões diferentes, durante a travessia entre Morro do Couto e Prateleiras.

Nesta pareidolia, o legal foi poder descansar sobre ela. Uma pedra com aparência de mão com quatro dedos semiaberta, ou simplesmente uma grande poltrona. Visto em um dia sob forte neblina.

Agora vemos um rosto humano. A face vista de lado, devido as sombras, realça o olho e nariz, e a boca parece estar fechada. Esta forma pode ser observada na Pedra do Altar, ao contornar a mesma caminhando no sentido Vale do Aiuruoca.

Vamos finalizar com a Pedra da Tartaruga, o qual dispensa qualquer descrição. Logo atrás dela, podemos ver uma pequena parte da Pedra da Maçã, e neste caso vamos deixar você imaginar como ela é. Estas pedras estão escondidas ao lado das Prateleiras.