Pedra do Abismo – São Francisco Xavier

São Francisco Xavier é um agradável distrito do município de São José dos Campos, no estado de São Paulo. Para quem sobe até o mirante de São Francisco Xavier, também conhecido como Pedra da Onça, não deixe de visitar a Pedra do Abismo.

São cerca de 20 minutos de caminhada a partir do mirante, em trilha não sinalizada. Quando chegar na primeira bifurcação desviar a direita, como referência vai passar ao lado de um enorme samambaiaçu.

Na sequência, onde houver bifurcação, manter-se a esquerda. Os caminhos a direita da bifurcação seguem para a Pedra Partida. Observe que a trilha está na crista da serra e o caminho vai seguir em uma suave descida e subida.

Logo ao iniciar a subida, entre numa abertura a esquerda da trilha, como se fosse numa minúscula clareira. Em mais alguns metros encontramos a Pedra do Abismo, a 1.925 m de altitude.

Deste ponto temos 180º de vista panorâmica. A esquerda abaixo temos o distrito de São Francisco Xavier, toda amplitude das demais montanhas a frente, e ao fundo, São José dos Campos e a vastidão do Vale do Paraíba.

A Pedra do Abismo tem pouco espaço. Então, em alguns passos a frente, cuidado, a gravidade garante queda livre.

Curiosidade: abaixo e a direita da encosta, encontra-se os destroços do avião experimental monomotor RV-7, do flagelo ocorrido em 28 de janeiro de 2013. Ver ‘campo comentário’ para mais informação.

Voltando na trilha e subindo mais alguns minutos, chega-se em um rochoso. Em mais alguns passos subindo a esquerda chegamos no Mirante do Abismo a 1.965 m de altitude. Aqui vemos uma perspectiva diferenciada da serra, com visão privilegiada da encosta.

Deste ponto podemos observar na crista da serra a copa dos pinheiros onde se encontra o mirante de São Francisco Xavier. E logo abaixo, o pequeno rochoso da Pedra do Abismo, dando nome a este mirante (do Abismo). Enfim, uma visão sublime da serra dos Poncianos.

Do Nascer ao Por do Sol

Existem rotas que assistimos o nascer do sol na estrada, e ao final da jornada o por do sol no horizonte.

Existem caminhadas que ao nascer do sol relembramos como é gostoso sentir o calor matutino, e um alívio refrescante quando o por do sol se esconde atrás da montanha.

Existem trilhas que ao nascer do sol vemos esperança apesar das incertezas pelo caminho, e ao por do sol sentimos conforto no descanso da noite.

Existem dias mais felizes quando paramos alguns minutos para ver o nascer ou o por do sol, independentemente do presente de cada dia.

Pareidolia – Itamonte

Em Itamonte, não tem como não enxergar nas pedras, colinas e montanhas o efeito neuropsicológico da pareidolia.

De tanto caminhar a gente vê barbatana de tubarão no alto da montanha, e ao se aproximar da Pedra do Picu, o que se vê é uma enorme cabeça de monstro, tipo Jurassic Park ou Godzilla.

Ou ainda, descansando após trilha, no Camping Sítio Guimarães, nas colinas iluminadas ao entardecer se vê um elefante gigante ou mamute pré-histórico se alimentando de um arbusto.

Por fim, durante o trekking circuito Pico da Boa Vista, encontramos cupinzeiros e na boca de um deles, se vê o formato de um olho, com a esclerótica preta e íris verde, de um ser de outro planeta.

P.S.: Pareidolia é quando o observador recebe um estímulo visual ou sonoro, aleatório e impreciso, e o cérebro busca um significado como algo conhecido. É claro que o significado é exclusivo de cada observador.

Mistérios no Alto da Serra

Existem mistérios no alto da serra onde o céu azul distrai o caminhante. Onde se descortina raios de luz que aquece os seres da floresta. Alguns se escondem à meia-luz e outros ficam na escuridão.

Que alegria vê-la radiante. A Lua, a plena luz do dia.

” Que bom seria poder brincar, como se fossem bolinhas de gude, com as luas e planetas desse sistema solar, tentando acertá-las no centro da Via Láctea. “

Mas de nada adianta brincar de deus interplanetário sabendo dos inúmeros mistérios do universo que ainda não sabemos explicar.

Vejo adiante. Dentro da mata escura requer justeza na visão. A mata sombria esconde mistérios. Perigos iminentes e reais. Tudo é energia, densa e sutil. Forças opostas se duelam. Tudo está em conexão.

É preciso volitar em direção a luz. Avistar onde os raios do sol se vertem na mata. Bem no alto da folhagem. Parece descomplicado. Algo diferente está no ar. A floresta escura e densa fica distante.

Parece vasto o horizonte de possibilidades. Alguns desenlaces estão a vista. Ainda distante ano luz de todo merecimento. Muitos enigmas a trilhar. Então sigamos caminhando!

Cachoeira da Fragária – Itamonte

Após trilhas na Pedra do Picu e Pico da Boa Vista, fechamos com a cachoeira da Fragária. Ela faz parte da famosa Volta dos 80, mas pode ser acessada a partir de Itamonte até Campo Redondo, em 31 km de estrada de terra.

Da estrada, avistamos uma exuberante queda d’água de 100 m de altura. Como não basta ver de longe, descemos o morro. Entramos numa  cavidade ao lado de uma casa, em direção a borda da mata. Daí seguimos pela direita até iniciar uma nova descida ao riacho da cachoeira.

Em dia de sol sua parede e poço principal ficam iluminados pela manhã. A tarde a cachoeira estará na sombra. Outra dica, a trilha na matinha é estreita, íngreme e usa cordas instaladas em dois pontos na descida.

As margens do riacho, o espaço é limitado, sem contar que as pedras estão sempre molhadas e lisas. Todo cuidado ao entrar nos dois poços da cachoeira.

Á primeira vista, do alto, parece tão pequenina. Se agiganta quando estamos defronte dela. Um arco-íris se projeta no poço principal. Ao olhar para cima, impressionante como o salto provoca uma forte ventania e spray d’água.

Além da vista panorâmica da cachoeira da Fragária também se avista o Pico do Peão, que faz parte do circuito Pico da Boa Vista. Em altitude, a cachoeira da Fragária está a 1.350 m e o Pico do Peão a 2.150 m.

Local: Itamonte / MG

Lua de Sangue

Desci na terra para capturar a Lua de Sangue.

Com o tripé a postos, engatilhei a máquina em direção ao firmamento. Vi nuvens brincando ao vento. Olhava com espanto como se fosse a primeira vez.

Noite de lobos que não uivam. Ela chegara preguiçosa. Pintada de laranja.

Espreito a imensidão do cosmos. Silêncio. Minha alma se acalma, se dispersa na vastidão da noite sem fim. Admiro aquilo tudo.

A Terra a esconde por completo em sua sombra. Fica tímida.

Resta um facho de luz, muito reluzente, que se esvai aos poucos.

Vida a Lua de Sangue! Enorme, escarlate e perfeita. Sem pudor, nua na penumbra. Uma viajante apressada. 

Novamente toda cheia de graça e radiante no céu noturno. 

Sem devaneio, cedo ao frio da madrugada. Meus olhos navegam à deriva. Minha hora chegou. Ascendo para adormecer.

Espelho D’água

“ Paro à beira do caminho para me ver no espelho d’água. ” 

Não me encontro nesse dia de domingo. Com pensamento mergulhado em água turva, minha alma se perde no caminho. Respiro fundo. Fecho os olhos por um instante. Dia lindo, azul entre nuvens. Apesar da mente enevoada tenho esperança de ver sob a água escondida. 

A vista ainda confusa. Surge um mar de plantas. São como um filtro d’água. Liberam oxigênio, nutrientes e sombra para os cansados. As virtudes navegam lá no fundo. Decisões são tomadas na flor d’água. Aqueles répteis inertes, da mente, mergulham em direção ao abissal. 

Sei que ainda habita monstros nas profundezas da minha alma. Busco a reflexão em águas claras. A mente em movimento trouxe energia e clareza. Como é difícil permanecer limpo nesse oceano dos humanos. Há pouco ao adentrar em água cristalina a lama escorre. Inunda transparência.  

Estou sozinho a falar com meu reflexo na água. Água limpa, vejo o fundo. Vejo também, muitas vezes, uma vida ilusória. É bonita, fico confuso pois encanta a visão. Até consigo ver o passar do vento. Aos olhos, parece bambo e sem foco. Na espreita, cuidado com a quimera da vida real. 

No reflexo o espelho d’água ecoa os pensamentos. A vida é assim, quando eu mudo, muda. A vida é simplicidade. Fuja da distração dessa urbe. Logo ali superei as águas turbulentas. Nesse remanso, navego feliz, na certeza que tudo é breve. Vejo o melhor em tudo. E tudo será melhor. 

O melhor espelho d´água é aquele que vejo o melhor de cada fase da vida, das coisas e das pessoas. A verdadeira imagem não é exatamente aquela que consigo ver. O reflexo de tudo de bom ou mal refleti no espelho da vida. Ao olhar para um espelho d’água não se iluda.

Toque-Toque – São Sebastião

Toque-Toque em tupi-guarani significa “ilha”. Ou seja, o nome da praia diz respeito à ilha em frente à praia.

Então, em São Sebastião, qual o nome da ilha em frente a praia de Toque-Toque Pequeno e Toque-Toque Grande?

Na praia de Toque-Toque Pequeno, olhando para o lado esquerdo, vemos a ilha do Aparas, bem pequena. E mar adentro avistamos ao lado a ilha Montão de Trigo.

A praia de Toque-Toque Pequeno é uma baía cercada pela serra do mar e mata atlântica, de areia grossa, dourada e mar calmo.

Nesta praia é comum avistar canoas caiçaras trazendo o pescado. Praia boa para a prática do caiaque havaiano e prancha stand up paddle.

Dessa vez estava tudo virado e agitado, devido a ressaca que chegou no feriado da Páscoa.

No verão o pôr do sol é sobre o mar. Agora no outono o pôr do sol estava, entre muitas nuvens, do lado direito da praia, caindo sobre a encosta.

Não fomos na praia de Toque-Toque Grande, mas sabemos que do lado esquerdo da praia temos a vista da ilha de Toque-Toque, considerada ótima para snorkel e pesca esportiva.

Ao amanhecer, no Toque-Toque Pequeno, a lua cheia preguiçosamente se escondeu detrás das nuvens no horizonte.

Local: São Sebastião / SP

O Dragão, a Carpa e o Grou

Nas lendas e folclore japonês as criaturas são míticas.

Uma delas é o “ryu” o dragão japonês, aparenta uma serpente gigante com três garras em cada pata. Entre outros significados das mitologias orientais, entre o bem e o mal, também representa sabedoria.

Outra criatura da mitologia japonesa é o “koi” a carpa, simboliza boa sorte, prosperidade e fertilidade. Também significa perseverança e determinação devido os peixes nadarem contra a correnteza dos rios para desovarem.

E o pássaro “tsuru” o grou japonês, representa longevidade. Acredite, um grou não é cegonha e nem garça. Conta a lenda que os eremitas ao meditar nas montanhas, acreditavam que estas aves eram sobrenaturais, não envelheciam e assim podiam viver até mil anos.

No final, o bem vence o mal na finitude das cores do “kuro”, cor preta, retrata mau agouro, medo e tristeza; E do “shiro”, cor branca, bendita e sagrada, representa limpeza e pureza.

Então, o ancião traz o chá. Em paz se entreolham ao beber.

“Origami” é a arte milenar japonesa de fazer dobraduras em papel.

Este curta-metragem de animação foi dirigido por Joanne Smithies, Eric De Melo Bueno, Michael Moreno, Hugo Bailly, Camille Turon e música de Till Sujet.

Animação: ESMA e TheCGBros

Está chegando a Hora!

Somos uma nação de DNA único, de uma diversidade biológica imensa, de água e solo riquíssimo, de território gigante, e de um povo e cultura extraordinária. O Brasil ainda tem jeito, apesar de todas as dificuldades, corrupção e autocracia do judiciário.

Daqui seis meses teremos um novo sufrágio e não teremos uma segunda chance para fazer novas e melhores escolhas.

Como dizia o sambista Bezerra da Silva:

“ Para tirar meu Brasil desta baderna, só quando o morcego doar sangue e o saci cruzar a perna. ”

Mas nem tudo está perdido. Basta explicar, já dizia o jornalista Olavo de Carvalho:

“ No Brasil é preciso explicar, desenhar, depois explicar o desenho e desenhar a explicação. ”

Enfim, após a pandemia, com a velha mídia e opositores sempre jogando contra, um Legislativo inerte perante um Judiciário militante, o Executivo ainda consegue fazer muitas entregas. Veja https://www.entregasdogoverno.com/.