“O ar da montanha é doce ao crepúsculo; Os pássaros retornam voando aos pares.
Nestas coisas há um significado profundo,
Mas quando queremos expressá-lo, de repente as palavras nos faltam.“
Tao Yuanming

Dentro da enseada, o mar se esquece de si. A água salgada se torna um espelho, imóvel, refletindo o céu e a calma que insiste em permanecer. Mas se olhar de perto, sente-se a respiração das marés — vivas, discretas, presentes.
A faixa de areia parece pouca, tímida, margeando o mar lagoa, com delicadeza. Cada passo sobre ela é como conversar com o tempo, pedindo que desaceleremos, que sintamos. No barco, desligamos o motor, nos deixamos ficar à deriva, a contemplar o momento.
Encoberta pela mata atlântica, é visível uma casinha de paredes brancas, portas e janelas em azul celeste com molduras mais escuras, telhado de barro, sólida sobre pedras que a erguem acima do ritmo do mar. Os cômodos guardam histórias invisíveis, enquanto a natureza circunda, sem pressa, sem barulho.

Palmeiras se erguem ao redor, majestosas, acompanhando o vento parado. A floresta sussurra. Na frente da casa, uma pequena embarcação repousa, quase flutuando sobre a água. À esquerda, a canoa descansa sobre cavaletes, silenciosa. À direita, um veículo estacionado, quase escondido pela mata, lembra que ainda existe um mundo lá fora.
Este é um refúgio. Um ponto onde a natureza conversa com quem escuta, onde o silêncio não pesa, mas acolhe. Onde cada detalhe — o mar, a areia, as árvores, a casinha branca — é um convite para sentir, respirar e se deixar levar pelo essencial.
Nas andanças pelo Vale Europeu, região dos Lagos de Santa Catarina, o calor da primavera estava arrebatador, então seguimos até a cachoeira do Índio, na fazenda da família Kohlbeck, Estância Itaperuna, distante, morro acima, 50 km do rio dos Cedros.
Fomos bem recebidos pelos proprietários que nos orientou para chegar na cachoeira do Índio. Seguimos fazenda adentro, passando pelos cavalos, carneiros, perus e galinhas, soltos em um campo gramado, e logo abaixo avistamos as corredeiras do rio dos Cedros.
A mata ciliar abraçava o rio e a gruta estava meio escondida sob as águas. O espaço alagado debaixo da pedra não é exatamente uma gruta mas vale a pena conferir. Deste ponto, logo à frente com a queda livre formada, o rio parece um sumidouro.
Passo a passo, procurando chão seco, vou de encontro onde a base da cachoeira pode ser fotografada. Com cuidado voltamos alguns metros, e descemos a trilha até chegar na parte baixa da cachoeira. Uma cortina d’água se abriu detrás das árvores.
O encanto é imediato, tanto pelo vento molhado, do paredão disposto em camadas de pedras, com destaque aos tons escuros e coloridos das rochas e vegetação, como o caminho molhado que passa atrás da enorme queda d’água.
Então segui no caminho molhado. Não tem como não ficar empolgado neste momento. Aquele enorme volume caindo em forma de cortina d’água, com um som bárbaro e tudo ficando molhado. Saí do outro lado, de corpo e alma lavada.
No litoral de Ubatuba são mais de uma centena de praias, e com toda certeza, dezenas delas são espetaculares. Uma delas é a praia do Félix.
A praia do Félix está 17 km ao norte do centro de Ubatuba. A orla da praia é abrigada por muitas arvores chapéu de sol que oferece um sombreado refrescante. As águas são límpidas e a mata é exuberante. Um paraíso da mãe natureza onde a contemplação acontece espontaneamente, mas tem atrativos para todos os gostos.
O mar do lado esquerdo da praia é bom para surf e bodyboard, enquanto que o lado direito tem águas tranquilas, forma uma piscina natural, bom para remar de stand up paddle e mergulho livre. Para aqueles que gostam de caminhada, o lado esquerdo reserva a trilha para a praia das Conchas. O lado direito, pela encosta rochosa, tem o caminho até a praia do Português.
A praia do Lúcio é mais conhecida como praia das Conchas. A trilha começa no final da praia do Félix, lado esquerdo, e termina numa pequena praia de areia coberta por conchas, a esquerda do costão rochoso. Avista-se a praia e ilha Prumirim, e praias do Canto Itaipu, Português e Félix.
A praia do Português é também conhecida como praia Esquecida. Pela costeira do lado direito da praia do Félix, caminha-se sobre as rochas até a praia de águas cristalinas e cercada pela natureza.
É ou não é um paraíso este pedacinho da costa norte de Ubatuba?
Roteiro: Ubatuba / SP
No Brasil, floresta nacional é uma das categorias de áreas protegidas de uso sustentável estabelecidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, para promover pesquisa científica e uso sustentável dos recursos florestais.
A Floresta Nacional de Passa Quatro abriga uma área para recreação ao ar livre, com lago, cachoeira, rio, fonte de água mineral, viveiro de mudas, criação de trutas, jardins e área administrativa. A visitação é gratuita.
Esta unidade de conservação foi criada oficialmente em 1968, e controlada pelo IBAMA até 2007. Atualmente é administrada pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Área remanescente da Mata Atlântica, integra o Corredor Ecológico da Serra da Mantiqueira, abrangendo 3,3 milhões de m², de florestas de araucárias, eucaliptos e pinus plantadas, araucárias nativas e matas, numa altitude entre 900 a 1.400 metros.
A boa infraestrutura facilita a visitação pública para desfrutar dos atrativos. Na caminhada vale a pena visitar a cachoeira do Iporã, ou apenas passear próximo ao lago, relaxar ao som da natureza ou fazer um piquenique.
Local: Passa Quatro / MG
Loquinhas é uma fazenda, propriedade particular, transformada para o ecoturismo. Distante apenas 4 km do centro de Alto Paraiso de Goiás.
O local visa proteger o meio ambiente e despertar o amor a natureza. Excelente para meio dia de passeio, para relaxar e meditar. Fácil acesso para adultos e crianças.
O nome loca vem de toca debaixo d’água devido aos poços que se formam das cascatas e cachoeiras, de água cor esmeralda ou esverdeada.
Os acessos são por trilhas suspensas na mata, em passarelas de madeira, que margeiam os córregos Passa Tempo, Santana e Águas Claras.
Na trilha Violeta são 3 poços e no final a Cachoeira das Esmeraldas. Na trilha Rubi são encontrados 3 poços. Na trilha Loquinhas são 7 poços e o último é o belo Poço do Sol.
Todos os poços são ótimos para banho e ficam cheios na estação das chuvas. Enquanto que na estiagem alguns chegam a ficar secos.
Local: Alto Paraiso de Goiás / GO