Florestas Primitivas

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“Entre as imagens que mais profundamente marcaram minha mente, nenhuma excede a grandeza das florestas primitivas, poupadas da mutilação pela mão do homem. Ninguém pode passar por essas solidões intocado, sem sentir que existe mais dentro do homem do que a mera respiração do seu corpo.”

Charles Darwin

Torres del Paine – Patagônia Parte 3

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Saímos bem cedo do camping Italiano. A caminhada seguiu descendo até o Lago Nordenskjold.

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Nesta etapa a trilha alternou colinas e passagem de riachos até iniciar uma longa subida em direção ao Paso de Los Vientos e descida ao refúgio Chileno. Após descanso subimos em direção ao acampamento Torres localizado dentro do Vale Ascencio.

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Como amanheceu um dia nebuloso resolvemos ficar no acampamento e fazer um almoço especial aproveitando todas as sobras de comida. Foi uma prévia da celebração que faríamos no retorno a civilização.

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Naquela tarde seguimos confiantes e determinados em subir a montanha para ver as torres. Para nossa surpresa, mais uma vez o microclima mudou a paisagem local e fomos presenteados com as Torres Del Paine totalmente descobertas. Momento de contemplação e agradecimento!

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No dia seguinte, com a sensação de dever cumprido, levantamos acampamento, fizemos as mochilas e seguimos montanha abaixo onde pegamos uma van e depois um ônibus para retorno a Puerto Natales.

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Estávamos completamente exaustos mas imensamente realizados! Todos são e salvos, apesar de algumas bolhas nos pés e dores musculares.

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Como que saindo de um transe…. Mergulhamos em nossos medos, respeitamos a grandeza daquele lugar e fomos além dos nossos limites. Já não éramos mais os mesmos, nossos corpos estavam doidos e nossas mentes despertas! Um estado de consciência do verdadeiro Ser.

Veja também a parte 1 e parte 2 desse post.

Pico Queixo da Anta – São Francisco Xavier

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O Pico Queixo D’Anta ou também como é conhecida na região, Serra do Queixo da Anta ou Focinho da Anta, tem o maciço rochoso em destaque na típica paisagem da Mantiqueira.

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Em direção a São Francisco Xavier e próximo ao bairro dos Remédios, saímos do asfalto por uma estrada de terra até uma propriedade particular onde temos acesso à trilha. A serra do Queixo da Anta está na divisa com o município de Sapucaí Mirim – MG.

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A trilha começa em terreno pouco íngreme em mata aberta, e vai ficando mais fechada na medida em que subimos a encosta da montanha. Em meia hora de caminhada é bom repor água no cantil para não faltar quando a trilha ficar mais íngreme no trecho final.

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Na subida forte vamos passar por tocas de pedra e bromélias, chegando à parte da trilha de pedra. Na parte final paramos para descansar e tirar fotos no primeiro mirante onde podemos apreciar uma vista dos bairros de Santa Bárbara, Remédios e Morro do UHF.

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Em seguida, seguimos em direção ao Focinho da Anta, o ponto mais alto da pedra, a 1.740 metros de altitude. Deste ponto avistamos uma paisagem privilegiada da Serra da Mantiqueira, com vista para São Francisco Xavier, Serra dos Poncianos e o município de São José dos Campos – SP.

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Local: São Francisco Xavier / SP

Caminhando na Mantiqueira – Pedra Ana Chata

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O dia amanheceu mergulhado numa neblina fria até aparecer os primeiros raios de sol. Nossa direção, Serra da Mantiqueira. Destino, Pedra Ana Chata. Na estrada tivemos a oportunidade de observar o complexo rochoso do Baú e um pouco mais afastado, à esquerda, uma pedra aparentemente pequena. Puro engano! Sua grandeza se mede a cada passo até atingir o cume a 1.670 metros de altitude.

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Entre as várias trilhas existentes, escolhemos aquela em que podíamos caminhar e apreciar a vista das outras pedras. Saímos subindo uma colina em campo aberto entre poucas árvores. À medida que caminhávamos morro acima a dificuldade aumentou quando entramos na mata.

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Passamos pelo acesso ao Baú e descemos a trilha até atingir uma pequena clareira. Depois caminhamos bordeando a montanha numa constante subida, ainda sem visão da pedra, até alcançar a crista. Retomamos o fôlego! Deste ponto a trilha ficou menos íngreme. Mais à frente o caminho parecia um labirinto. Para nossa surpresa chegamos à entrada de uma gruta escura que é uma passagem natural por debaixo de uma grande rocha onde depois contornamos a mesma for fora até atingir um novo patamar.

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A partir da gruta estávamos praticamente escalaminhando a pedra e depois utilizamos escadinhas de ferro para ajudar na passagem em direção ao cume. Após mais alguns lances de escada abre-se uma vista panorâmica de tirar o fôlego. Deste ponto já podemos ver o vale e ao fundo o município de São Bento do Sapucaí.

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Em mais alguns passos superamos uma fenda na rocha chegando ao ponto mais alto da pedra. A recompensa final é a imponente Pedra do Baú que está numa posição lateral pouco conhecida. À primeira vista é como se tivéssemos aberto uma janela, da escuridão para luz. Uma poesia da natureza!

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Corrida Pico do Urubu – Mogi das Cruzes

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Na expectativa da primeira corrida de montanha do ano, saímos ao meio dia em direção ao município de Mogi das Cruzes, São Paulo, que está situado entre a Serra do Mar e a Serra do Itapety.

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Em sua segunda edição a competição reuniu mais de duas centenas de competidores tendo como arena a Mansão Ágape. Tudo indicava uma prova de alto nível com a largada saindo de um terreno em declive, sentido Serra do Itapety, e tendo o ponto mais alto do percurso no Pico do Urubu a 1.147 metros de altitude.

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Após os costumeiros preparativos e aquecimento inicial seguimos para a largada, que ocorreu às três horas da tarde. Naquele momento final a ansiedade de alguns e descontração de outros se misturavam no olhar de cada competidor. Despedimo-nos com o desejo que cada um superasse seus limites sem esquecer-se da sua segurança.

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Com a largada em descida corri por quase 1 km, dando início a uma subida constante em estrada de terra por mais 1,5 km. Em seguida adentrei numa mata e desci uma trilha escorregadia. Para minha surpresa deixei a mata para trás saindo num campo aberto onde pude contemplar a grandeza da Serra do Itapety. Com o sol entre nuvens e subida constante, a temperatura aumentou. Aos poucos uma ventania soprava o calor daquela tarde de sábado. A partir deste ponto persisti numa caminhada compassada e forte, porque correr era praticamente impossível. A paisagem que ficava para traz compensou os 2 km de subida aonde a inclinação máxima do terreno chegou a 40%.

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Ao atingir o Pico do Urubu, retomei o fôlego e aproveitei para observar a cidade de Mogi das Cruzes e a Serra da Mantiqueira ao norte. O sentimento era de alegria e ao mesmo tempo de atenção, pois começaria uma descida constante de 4 km. Como não choveu o terreno estava menos escorregadio. Imprimi um bom ritmo, mas no km 10 fui surpreendido com uma sensação de falta de energia. Desprovido de um gel energético reserva, reduzi o ritmo e avancei até o ultimo quilometro, que é uma subida, para completar os 13,2 km. De volta à arena, reencontrei os amigos para celebrar o desafio superado.

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Fotos: Fabio Andrade e Wladimir Togumi.

Cada Dia que Vivo

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“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

Carlos Drummond de Andrade

Pico do Lopo – Extrema

A Serra do Lopo está localizada na Serra da Mantiqueira em Extrema, Minas Gerais. A partir da torre da Embratel e parada na rampa de voo livre seguimos a pé pela crista da serra.

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Caminhando por uma mata preservada chegamos à Pedra do Cabrito, onde pode-se apreciar a grandeza do local e a primeira visão do Pico do Lopo.

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Na sequência chegamos à Pedra das Flores. No inverno há floração do Amarílis, tingindo a pedra de pontos vermelhos num espetáculo de rara beleza.

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Seguindo o caminho, os passos ficam lentos com a subida mais acentuada. O esforço   é recompensado com uma visão 360° de toda a região.

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O Pico do Lopo está a 1.750 metros de altitude e deste ponto podemos avistar a represa do Jaguari e alguns municípios de São Paulo e Minas Gerais.

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Local: Extrema / MG

Torres del Paine – Patagônia Parte 2

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Saímos de Los Perros ao amanhecer, caminhando por um bosque totalmente encharcado. Em seguida iniciamos uma longa subida entre pedras e campos de gelo até o Passo John Gardner.

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Com o vento forte e chuva gelada foi difícil registrar fotos. Apesar da sensação de temperatura abaixo de zero e cansaço, uma alegria e respeito imenso nos atingiu quando avistamos o campo de gelo Patagônico Sul. Imponente, magnífico!

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O clima voltava a mudar e a partir deste ponto a trilha desceu a montanha entre árvores totalmente deformadas pela ação dos ventos, chegando ao El Paso. Hora de montar acampamento, preparar comida quente, vestir roupas secas e dormir quase doze horas.

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No dia seguinte caminhamos entre bosques e ravinas, hora subindo hora descendo, e tendo a vista do campo de gelo e do glaciar Grey ficar para trás. Chegando no refúgio Grey prolongamos o descanso por causa da chuva.

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Seguimos na caminhada e paramos para repor as energias e descansar no refúgio Paine Grande antigo Pehoe. Momento fotográfico com uma visão estonteante do lago azul turquesa.

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O final foi bastante desafiador devido as chuvas torrenciais, baixa temperatura e vento forte até chegarmos ao acampamento Italiano.

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Nada como um dia depois do outro. Amanheceu ensolarado e céu de brigadeiro! Um dia todo de caminhada no Vale Francês. Espetacular!

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Valeu cada passo percorrido…. Cada palavra de incentivo, coragem e perseverança dos amigos!

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Última parte desta aventura em breve.