Para aqueles que amam as corridas como um estilo de vida! Correr é preciso!
Vídeo: Valéria Leal
Para aqueles que amam as corridas como um estilo de vida! Correr é preciso!
Vídeo: Valéria Leal
“Entre as imagens que mais profundamente marcaram minha mente, nenhuma excede a grandeza das florestas primitivas, poupadas da mutilação pela mão do homem. Ninguém pode passar por essas solidões intocado, sem sentir que existe mais dentro do homem do que a mera respiração do seu corpo.”
Charles Darwin
Saímos bem cedo do camping Italiano. A caminhada seguiu descendo até o Lago Nordenskjold.
Nesta etapa a trilha alternou colinas e passagem de riachos até iniciar uma longa subida em direção ao Paso de Los Vientos e descida ao refúgio Chileno. Após descanso subimos em direção ao acampamento Torres localizado dentro do Vale Ascencio.
Como amanheceu um dia nebuloso resolvemos ficar no acampamento e fazer um almoço especial aproveitando todas as sobras de comida. Foi uma prévia da celebração que faríamos no retorno a civilização.
Naquela tarde seguimos confiantes e determinados em subir a montanha para ver as torres. Para nossa surpresa, mais uma vez o microclima mudou a paisagem local e fomos presenteados com as Torres Del Paine totalmente descobertas. Momento de contemplação e agradecimento!
No dia seguinte, com a sensação de dever cumprido, levantamos acampamento, fizemos as mochilas e seguimos montanha abaixo onde pegamos uma van e depois um ônibus para retorno a Puerto Natales.
Estávamos completamente exaustos mas imensamente realizados! Todos são e salvos, apesar de algumas bolhas nos pés e dores musculares.
Como que saindo de um transe…. Mergulhamos em nossos medos, respeitamos a grandeza daquele lugar e fomos além dos nossos limites. Já não éramos mais os mesmos, nossos corpos estavam doidos e nossas mentes despertas! Um estado de consciência do verdadeiro Ser.
O Pico Queixo D’Anta ou também como é conhecida na região, Serra do Queixo da Anta ou Focinho da Anta, tem o maciço rochoso em destaque na típica paisagem da Mantiqueira.
Em direção a São Francisco Xavier e próximo ao bairro dos Remédios, saímos do asfalto por uma estrada de terra até uma propriedade particular onde temos acesso à trilha. A serra do Queixo da Anta está na divisa com o município de Sapucaí Mirim – MG.
A trilha começa em terreno pouco íngreme em mata aberta, e vai ficando mais fechada na medida em que subimos a encosta da montanha. Em meia hora de caminhada é bom repor água no cantil para não faltar quando a trilha ficar mais íngreme no trecho final.
Na subida forte vamos passar por tocas de pedra e bromélias, chegando à parte da trilha de pedra. Na parte final paramos para descansar e tirar fotos no primeiro mirante onde podemos apreciar uma vista dos bairros de Santa Bárbara, Remédios e Morro do UHF.
Em seguida, seguimos em direção ao Focinho da Anta, o ponto mais alto da pedra, a 1.740 metros de altitude. Deste ponto avistamos uma paisagem privilegiada da Serra da Mantiqueira, com vista para São Francisco Xavier, Serra dos Poncianos e o município de São José dos Campos – SP.
Local: São Francisco Xavier / SP
O dia amanheceu mergulhado numa neblina fria até aparecer os primeiros raios de sol. Nossa direção, Serra da Mantiqueira. Destino, Pedra Ana Chata. Na estrada tivemos a oportunidade de observar o complexo rochoso do Baú e um pouco mais afastado, à esquerda, uma pedra aparentemente pequena. Puro engano! Sua grandeza se mede a cada passo até atingir o cume a 1.670 metros de altitude.
Entre as várias trilhas existentes, escolhemos aquela em que podíamos caminhar e apreciar a vista das outras pedras. Saímos subindo uma colina em campo aberto entre poucas árvores. À medida que caminhávamos morro acima a dificuldade aumentou quando entramos na mata.
Passamos pelo acesso ao Baú e descemos a trilha até atingir uma pequena clareira. Depois caminhamos bordeando a montanha numa constante subida, ainda sem visão da pedra, até alcançar a crista. Retomamos o fôlego! Deste ponto a trilha ficou menos íngreme. Mais à frente o caminho parecia um labirinto. Para nossa surpresa chegamos à entrada de uma gruta escura que é uma passagem natural por debaixo de uma grande rocha onde depois contornamos a mesma for fora até atingir um novo patamar.
A partir da gruta estávamos praticamente escalaminhando a pedra e depois utilizamos escadinhas de ferro para ajudar na passagem em direção ao cume. Após mais alguns lances de escada abre-se uma vista panorâmica de tirar o fôlego. Deste ponto já podemos ver o vale e ao fundo o município de São Bento do Sapucaí.
Em mais alguns passos superamos uma fenda na rocha chegando ao ponto mais alto da pedra. A recompensa final é a imponente Pedra do Baú que está numa posição lateral pouco conhecida. À primeira vista é como se tivéssemos aberto uma janela, da escuridão para luz. Uma poesia da natureza!
Na expectativa da primeira corrida de montanha do ano, saímos ao meio dia em direção ao município de Mogi das Cruzes, São Paulo, que está situado entre a Serra do Mar e a Serra do Itapety.
Em sua segunda edição a competição reuniu mais de duas centenas de competidores tendo como arena a Mansão Ágape. Tudo indicava uma prova de alto nível com a largada saindo de um terreno em declive, sentido Serra do Itapety, e tendo o ponto mais alto do percurso no Pico do Urubu a 1.147 metros de altitude.
Após os costumeiros preparativos e aquecimento inicial seguimos para a largada, que ocorreu às três horas da tarde. Naquele momento final a ansiedade de alguns e descontração de outros se misturavam no olhar de cada competidor. Despedimo-nos com o desejo que cada um superasse seus limites sem esquecer-se da sua segurança.
Com a largada em descida corri por quase 1 km, dando início a uma subida constante em estrada de terra por mais 1,5 km. Em seguida adentrei numa mata e desci uma trilha escorregadia. Para minha surpresa deixei a mata para trás saindo num campo aberto onde pude contemplar a grandeza da Serra do Itapety. Com o sol entre nuvens e subida constante, a temperatura aumentou. Aos poucos uma ventania soprava o calor daquela tarde de sábado. A partir deste ponto persisti numa caminhada compassada e forte, porque correr era praticamente impossível. A paisagem que ficava para traz compensou os 2 km de subida aonde a inclinação máxima do terreno chegou a 40%.
Ao atingir o Pico do Urubu, retomei o fôlego e aproveitei para observar a cidade de Mogi das Cruzes e a Serra da Mantiqueira ao norte. O sentimento era de alegria e ao mesmo tempo de atenção, pois começaria uma descida constante de 4 km. Como não choveu o terreno estava menos escorregadio. Imprimi um bom ritmo, mas no km 10 fui surpreendido com uma sensação de falta de energia. Desprovido de um gel energético reserva, reduzi o ritmo e avancei até o ultimo quilometro, que é uma subida, para completar os 13,2 km. De volta à arena, reencontrei os amigos para celebrar o desafio superado.
Fotos: Fabio Andrade e Wladimir Togumi.
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”
A Serra do Lopo está localizada na Serra da Mantiqueira em Extrema, Minas Gerais. A partir da torre da Embratel e parada na rampa de voo livre seguimos a pé pela crista da serra.
Caminhando por uma mata preservada chegamos à Pedra do Cabrito, onde pode-se apreciar a grandeza do local e a primeira visão do Pico do Lopo.
Na sequência chegamos à Pedra das Flores. No inverno há floração do Amarílis, tingindo a pedra de pontos vermelhos num espetáculo de rara beleza.
Seguindo o caminho, os passos ficam lentos com a subida mais acentuada. O esforço é recompensado com uma visão 360° de toda a região.
O Pico do Lopo está a 1.750 metros de altitude e deste ponto podemos avistar a represa do Jaguari e alguns municípios de São Paulo e Minas Gerais.
Local: Extrema / MG
Saímos de Los Perros ao amanhecer, caminhando por um bosque totalmente encharcado. Em seguida iniciamos uma longa subida entre pedras e campos de gelo até o Passo John Gardner.
Com o vento forte e chuva gelada foi difícil registrar fotos. Apesar da sensação de temperatura abaixo de zero e cansaço, uma alegria e respeito imenso nos atingiu quando avistamos o campo de gelo Patagônico Sul. Imponente, magnífico!
O clima voltava a mudar e a partir deste ponto a trilha desceu a montanha entre árvores totalmente deformadas pela ação dos ventos, chegando ao El Paso. Hora de montar acampamento, preparar comida quente, vestir roupas secas e dormir quase doze horas.
No dia seguinte caminhamos entre bosques e ravinas, hora subindo hora descendo, e tendo a vista do campo de gelo e do glaciar Grey ficar para trás. Chegando no refúgio Grey prolongamos o descanso por causa da chuva.
Seguimos na caminhada e paramos para repor as energias e descansar no refúgio Paine Grande antigo Pehoe. Momento fotográfico com uma visão estonteante do lago azul turquesa.
O final foi bastante desafiador devido as chuvas torrenciais, baixa temperatura e vento forte até chegarmos ao acampamento Italiano.
Nada como um dia depois do outro. Amanheceu ensolarado e céu de brigadeiro! Um dia todo de caminhada no Vale Francês. Espetacular!
Valeu cada passo percorrido…. Cada palavra de incentivo, coragem e perseverança dos amigos!
Última parte desta aventura em breve.