Vale dos Cristais – Monte Roraima

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No planalto do Monte Roraima a sensação é que estávamos em outro mundo. Protegido por falésias de cerca de mil metros de altura num ambiente totalmente diferente das savanas e da floresta tropical que está aos seus pés, o tepui reservara momentos singulares.

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Os dias e noites pareciam mais longos. As intempéries ditavam os ciclos de calor, frio, sol, chuva, vento e neblina. Uma paisagem rochosa e escura que aos olhos atentos anunciava o endemismo, principalmente entre repteis, anfíbios e plantas insetívoras.

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Apesar do cansaço das caminhadas, o silêncio da noite de lua cheia me fez arriscar fotos noturnas e mergulhar os pensamentos no valor da gratidão e da compaixão. Assim, o mantra da compaixão entoava na mente… Om Mani Padme Hum.

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Seis sílabas que ao longo da caminhada ao Vale dos Cristais anunciara os muitos significados da joia do Lótus. Tudo isso envolto numa manhã nublada que se transformou numa longa tarde chuvosa.

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Os cristais brancos afloravam do leito rochoso lavado pelas chuvas. Dentro do desfiladeiro a formação indicava significativos depósitos de quartzo. Infelizmente algumas porções quebradas mostravam sinais de depredação.

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O significado do mantra se desenhara em cada canto, em cada elemento daquele caminho. Um sentimento de pertencer à mãe-terra que alimenta a alma e a vida. Da mesma forma como a flor de Lótus que aflora da lama sem estar imundo, o nosso interior pode florescer para o sentimento do bem comum, na aceitação das diferenças e mais tolerante.

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O cristal é natureza superior, equilíbrio, energia natural para harmonização do corpo e da mente. Como um presente, a invocação ao mantra se revelou como uma joia no caminho dos cristais.

Cenários Fantásticos – Montanhas e Geleiras

Tem-se casa, tem refúgio, abrigo e proteção. Sinônimo de lar, porto seguro.

Tem-se meio ambiente, tem existência. Abarca toda coisa viva e não-viva que coabita este planeta de expiações e provas. Também chamado de mundo.

Tem-se Terra, tem vida temporal. Nossa casa primordial. Terra mãe, fértil…. Que acolhe e que destrói. Terra da raça humana que habita ao redor de uma estrela na vastidão do Cosmo.

Tudo está conectado!

Cenários Fantásticos são imagens incríveis deste nosso Planeta Terra de montanhas e geleiras, florestas, quedas-d’água e desertos. Vale a pena conferir!     

Vídeo: Ajacabraba

Trilha do Saco das Bananas – Ubatuba

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O município de Ubatuba nos presenteia com lindas paisagens, praias e cachoeiras. Além, é lógico, da riquíssima fauna e flora em uma das regiões de Mata Atlântica mais preservada do litoral norte.

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Ao sul de Ubatuba, a praia da Caçandoca esconde um lugar tranquilo onde, no passado, foi uma antiga fazenda agropecuária. Na vizinhança encontramos uma pequena praia procurada por mergulhadores e pescadores, a praia da Caçandoquinha.

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No início da trilha se avista a orla das praias da Maranduba, Lagoinha, Bonete e Bonete Grande, além das ilhas da Maranduba e do Pontal, e Mar Virado. Ao fundo, no alto da serra do mar, o pico do Corcovado. Um santuário quase selvagem!

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O caminhante deverá superar morros, praias, matas, sem contar o calor e alta umidade. A parada na praia do Saco das Bananas é providencial para um merecido descanso e aquele refrescante banho de mar.

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Do alto do morro avistamos a praia Brava do Frade. Um local onde a Mata Atlântica invade a orla estreita e isolada por ondas perfeitas. Ótima para a prática do surf, mas pouco procurada devido ao acesso somente através de trilhas ou barco.

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No final da trilha a última parada na praia da Lagoa. Esconde ruínas, de um antigo esconderijo dos traficantes de escravos, que ainda resistem ao tempo. Em seu canto esquerdo, existe uma lagoa de águas calmas que por vezes se junta ao mar agitado. Um local especial!

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Para os mais resistentes a caminhada continua por uma estradinha de terra que acessa a praia da Ponta Aguda e da Figueira, ambas possuem uma linda vista da ilha do Tamanduá e Ilhabela.

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O entardecer na praia da Tabatinga finaliza um longo dia de aventura em total contato com a natureza.

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Local: Ubatuba / SP

Ano Novo

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“Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”

Carlos Drummond de Andrade

Feliz Ano Novo!

Corrida de São Silvestre – São Paulo

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Deixando de lado as corridas de montanha, vamos a mais famosa e tradicional corrida de rua do Brasil, a Corrida Internacional de São Silvestre.

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Com o calor do verão embalado pelos gritos do público prestigiando o evento, a distância de 15 km e a difícil subida da Av. Brigadeiro Luís Antônio enaltece a todos os atletas que cruzam a linha de chegada na Av. Paulista.

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A 1ª edição aconteceu à meia-noite do dia 31 de dezembro de 1925. Naquela ocasião, foram 60 atletas inscritos. Destes 48 compareceram e apenas 37 foram oficialmente classificados. A partir de 1989 o horário da largada mudou para as 5h da tarde e desde o ano passado foi transferida para as 9h da manhã.

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Nesta 89ª edição a corrida atinge o recorde de 27.500 inscritos. São esperados atletas de inúmeros lugares do Brasil, representantes de países da América do Sul e outros continentes.

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Um percurso desafiador que percorre lugares interessantes da cidade de São Paulo como o Masp, Estádio do Pacaembu, Memorial da América Latina, Monumento a Duque de Caxias, Praça da República, Viaduto do Chá e Teatro Municipal.

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Pelo amor ao pedestrianismo, o jornalista Cásper Líbero conseguiu realizar a prova mesmo durante a Revolução Constitucionalista de 1932 e também durante a 2ª Guerra Mundial.

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Muita alegria, emoção e festa na corrida do santo do último dia do ano. É quase um Réveillon antecipado na Av. Paulista entre corredores profissionais, amadores e pseudo atletas.

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Pense em algum super-herói ou personagem pitoresco…. É muito provável encontrá-los na corrida. Ou ainda, se quiser fazer tempo, mas não for um atleta de elite, vai ter que aguardar horas no pelotão dos espremidos.

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Boas Festas!

Planeta Água

” Um novo século que se inicia necessita de novas consciências e ações concretas em prol da preservação da vida nos oceanos. “

Temos aqui este documentário, cujo nome original é “Planet Ocean, filmado pelos diretores Yann Arthus-Bertrand e Michael Pitiot.

Em parceria com a OMEGA e apoio científico da Tara Expeditions, conseguiram captar além dos mistérios e da beleza, imagens fantásticas e a deterioração dos oceanos provocado pela humanidade ao longo do século XX.

O nosso oceano global já sinaliza alguns sintomas mais graves devido a destruição. Os perigos e ameaças já são de conhecimento dos cientistas, organizações governamentais e não-governamentais.

O Planeta Água foi apresentado na Rio+20 em 2012. Vale à pena conferir este documentário na íntegra.

” Um documentário para nos humanizar. Um alerta para mudar! “

Vídeo: Yann Arthus-Bertrand e Michael Pitiot

Trilha Brava da Almada – Ubatuba

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A trilha Brava da Almada tem início na praia da Fazenda, dentro do Parque Estadual da Serra do Mar – PESM, núcleo Picinguaba. A praia da Fazenda é um presente da natureza preservada, de águas límpidas e seguras.

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Nesta trilha encontramos costão rochoso e mata de encosta que são dois ecossistemas do bioma Mata Atlântica. A primeira parada é numa pequena enseada conhecida como Saco das Taquaras.

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Depois seguimos pela mata até a praia Brava da Almada. Uma praia deserta que tem vista para as ilhas Comprida e das Couves. Ótima praia para surf e aos banhistas que adentrarem ao mar, atenção com a correnteza e buracos.

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Seguir no caminho é aportar em águas calmas na praia do Engenho. Na vila de caiçaras se destaca o projeto Aicás e o Espaço Cultura Caiçara com atuação em educação ambiental para conscientização e preservação dos recursos naturais e do patrimônio histórico cultural local.

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Separada apenas por um rochedo chegamos à bela praia da Almada. Um local agradável que guarda estórias dos antigos caiçaras e seu festival do camarão que acontece todo ano no mês de julho.

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No retorno a BR-101 temos ainda a vista panorâmica da belíssima praia de Ubatumirim, de águas tranquilas e comunidades caiçaras mais antigas da região.

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Local: Ubatuba / SP

Pedra do Macaco – Gomeral

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Então subimos aos pés da Mantiqueira, numa belíssima serra em direção ao povoado do Gomeral, em Guaratinguetá. O local revelou-se surpreendente com montanhas, riachos e cachoeiras, além da hospitalidade e boa comida caipira. 

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A caminhada saiu próximo a Igreja de São Lázaro e depois se juntou a trilha principal que está dentro de uma propriedade particular. A trilha atravessou o rio Gomeral, campos abertos de pastagem e floresta remanescente da Mata Atlântica.

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Esta trilha além de nos levar até a pedra, também segue até sete nascentes que estão no local. Isso ressalta a Mantiqueira como a serra que chora através das nascentes, riachos, cascatas e cachoeiras que descem pelas encostas, formando no Vale do Paraíba os afluentes do rio Paraíba.

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No final, belas visões se descortinam através da mata e temos à primeira vista da cara do macaco. É como se a rocha foi esculpida a mão lembrando a face de um gorila.

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A Pedra do Macaco está a 1.500 metros de altitude. Em cima da cabeça do macaco se tem a vista do vale do Gomeral e os contrafortes da Mantiqueira.

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Após longo dia de caminhada ainda paramos no riacho para um banho num poção encravado numa encosta repleta de samambaias e bromélias. Maravilha!!!

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Pico do Baepi – Parque Estadual de Ilhabela

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O litoral norte de São Paulo reserva algumas montanhas fascinantes. Não é pela altitude, mas pela paisagem da mata que desce ao encontro do oceano formando encostas rochosas, praias e enseadas.

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Desde São Sebastião, durante a travessia da balsa ou até mesmo dentro da Ilhabela, o Pico do Baepi se destaca pelo enorme paredão rochoso com mais de 150 metros, chegando a 1.048 metros de altitude.

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O pico está localizado dentro da área do Parque Estadual de Ilhabela. A administração do parque preserva a trilha que leva ao topo do pico em três horas de caminhada. A distância total é aproximadamente sete quilômetros.

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A trilha do Pico do Baepi é toda sinalizada com placas de orientação e informações para educação ambiental. Não se engane achando que a trilha é fácil porque o caminho segue num aclive constante. Saindo da cota 200, são 850 metros de desnível até o cume.

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Com tempo limpo o visual é incrível tendo aos pés do pico a face urbana da ilha e suas enseadas. No canal de São Sebastião vemos desde pequenas embarcações até cargueiros e petroleiros.

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Do outro lado do canal, a cidade de São Sebastião com seu porto e o enorme terminal petrolífero. Ao Noroeste a enseada de Caraguatatuba e ao norte o litoral de Ubatuba.

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Local: Ilhabela / SP