“Tudo quanto puderes fazer ou creias poder, começa. A ousadia tem gênio, poder e magia.”
Johann Goethe
O mundo subterrâneo do Parque Estadual de Terra Ronca é um dos maiores complexos de cavernas no Brasil. Situado no cerrado, a nordeste do estado de Goiás, divisa com o estado da Bahia.
São centenas de cavernas formadas pela ação imemorial das águas de rios subterrâneos. É uma aventura ímpar que deve ser orientada por um guia local experiente e uso de equipamento adequado para ambiente de caverna.
Devido à grande concentração de calcário, no teto formam-se as estalactites que crescem 1 cm a cada 50 anos. Enquanto que as gotas de água que caem do teto, formam no chão as estalagmites.
Entre inúmeros espeleotemas, encontramos os travertinos que são tufos calcários de água doce que lembram cercas com bordas artísticas, além das colunas, canudos, cortinas, polvos, ninhos de pérolas calcárias e flores de aragonita.
Cada caverna tem sua beleza e mistério. São vastas extensões debaixo da terra, hora se arrastando por lugares estreitos, percorrendo leito de rios subterrâneos ou atravessando amplos salões, absolutamente escuros e silenciosos.
Encontramos atrativos naturais conhecidos como Buraco das Araras, Salão dos Espelhos e das Cortinas, como também, observação dos habitantes do interior e da boca das cavernas.
Em novos posts teremos a oportunidade de caminhar nesse mundo subterrâneo e visitar as principais cavernas conhecidas como Angélica, São Bernardo, São Mateus, São Vicente e Terra Ronca.
Local: São Domingos / GO
” A vida de todos os seres vivos está intimamente ligada aos oceanos. “
Moramos num planeta constituído por uma superfície de aproximadamente 70% de água salgada, onde mais da metade desta área tem profundidades abissais. Esta contínua massa de água é dividida em cinco oceanos, mares, golfos e estreitos. É o nosso Oceano Global.
A “Global Partnership for Oceans” é uma parceria entre governos, organizações internacionais, grupos da sociedade civil e setor privado. Tem como objetivo captar recursos financeiros, ampliar o conhecimento e coordenar ações globais para combater os problemas e ameaças à saúde dos oceanos.
A Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO faz parte desta coalizão e atua na busca de ações coordenadas para enfrentar os problemas de excesso de pesca, degradação marinha e perda de habitat.
” A sustentabilidade da vida nos oceanos depende de nós. “
A caminhada da praia da Fortaleza até a praia Deserta nada mais é que um trecho da Trilha das Sete Praias, localizado entre a praia da Fortaleza e Lagoinha, litoral de Ubatuba.
Naquela manhã de verão, descemos em direção ao litoral para uma belíssima trilha, onde até poderíamos chamar de passeio na mata em busca de praias desertas.
A trilha saiu da praia da Fortaleza em uma hora de caminhada até a praia do Cedro. Amanheceu um nublado com temperatura amena onde facilitou nossa progressão dentro da mata atlântica.
Assim que chegamos a praia do Cedro desviamos a esquerda pelas rochas, em mais quinze minutos de caminhada, até a praia Deserta, totalmente escondida por terra e pelo mar é constantemente visitada por pequenas embarcações.
Ficamos a contemplar a praia e aquelas rochas espalhadas num pequeno pedaço de areia. Encontramos árvores de abricó, frondosas e carregadas de frutos ainda verdes. Após deleite daquele momento retornamos ao Cedro.
No Cedro desfrutamos de horas numa praia quase deserta da presença dos turistas de veraneio. Entre um banho no mar e outro no riacho buscamos as sombras da amendoeira-da-praia, também conhecida como chapéu-de-sol.
Ao meio dia, sol a pino, chegou a hora do lanche com castanhas, maçã e água. Em seguida iniciamos o retorno em direção ao Costão Rochoso da Fortaleza, que se projeta em direção ao mar aberto.
Retornamos a praia da Fortaleza para mais um banho no mar e parada para almoço. Como estávamos no horário de verão, finalizamos com um mergulho na Cachoeira da Bacia que está escondida no sertão do Corcovado.
” Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”
Luís Fernando Veríssimo
Após quase uma semana no deserto, chegou o dia de subir o Lascar. Entre outros vulcões do Atacama, o Lascar está a sudeste de San Pedro do Atacama e cerca de 5.600 metros de altitude.
No Chile o vulcão Lascar é o mais ativo. Na erupção de 1993, o vulcão lançou densas colunas de fumaça que poluiu o rio que abastece Talabre. Esta aldeia como estava situada nas encostas do vulcão, foi transferida para uma nova área e hoje restam apenas suas ruínas de pedra.
Partimos de madrugada de San Pedro do Atacama num transporte 4×4. Na estrada me veio à mente a última erupção, no ano de 2006, onde se podia ver, a centena de quilômetros de distância, uma coluna de fumaça expelindo gases, partículas e cinzas.
Para não sofrer do mal da altitude fizemos uma boa aclimatação subindo outras montanhas. Usamos equipamentos apropriados como, por exemplo, roupas em camadas, luva, touca, lenço multifuncional, óculos de sol com proteção UV, mochila de ataque com ‘camel back’, bastões e botas de caminhada.
Antes de seguir para a face sul do vulcão, fizemos uma parada no meio do deserto para um reforçado café da manhã. Para espantar o frio tomamos chá de coca e ficamos esperando o nascer do sol, nas montanhas, atrás da laguna Lejía.
A partir da base do vulcão, a 4.800 metros de altitude, seguimos numa ascensão cadenciada, passos lentos e algumas paradas para descanso. Mesmo não sentindo sede bebia água e comia algo. Como era de manhã, o vento soprava fraco e o cheiro de enxofre não incomodou quando chegamos ao lado da cratera de 750 metros de diâmetro e 300 metros de profundidade.
Após mais um descanso seguimos em direção ao cume. Subimos uns duzentos metros, passo-a-passo, lentamente bordejando a cratera pelo lado direito, seguindo uma trilha visualmente marcada por um terreno de pedregulhos e cascalhos.
Hora de contemplar e celebrar o momento com os amigos de montanha! Após descanso e ter degustado uma barra de chocolate, iniciamos uma descida tranquila e lenta para não sofrer os efeitos do ar rarefeito.
O espetáculo é garantido por uma visão 360° avistando inúmeras montanhas da região como, por exemplo, o Colachi, Corona, Tumisa, e também o salar Aguas Calientes e laguna Lejía.
As paisagens são de tirar o fôlego!
Em tupi, Ibitipoca é a junção de ‘ybytyra’ e ‘pok’, significa montanha estourada. Isso se deve ao relevo formado por duas escarpas rochosas de quartzito, resultantes de desdobramentos tectônicos.
Então resultou numa topografia montanhosa cujo formato assemelha-se a uma ferradura, diferente dos arredores onde predomina apenas morros e colinas. Com essa topografia a Serra do Ibitipoca apresenta altitudes variando de 1.000 m nos vales ao sul a 1.784 m, o ponto mais elevado, na escarpa do Leste.
A Serra do Ibitipoca delimita o Parque Estadual do Ibitipoca, criado em 1973, numa área de 1.488 hectares, situado entre a Serra da Mantiqueira e o Planalto de Andrelândia, sudeste do Estado de Minas Gerais. Localiza-se nos municípios de Lima Duarte, distrito de Conceição do Ibitipoca, e de Santa Rita do Ibitipoca.
Na Serra formam-se rios, ribeirões e córregos com vertentes e leitos rochosos em meio a vales em garganta, pontes naturais, paredões, grotas, grutas e dolinas. A vegetação é predominante de campos rupestres, mata ombrófila e matas ciliares. A flora é composta de orquídeas, bromélias, líquens e samambaias.
Com um relevo diferenciado, o clima na Serra se destaca com aumento da umidade e chuvas elevadas no verão, diminuição das temperaturas médias e inverno frio e seco.
Abriga uma fauna representada pelo lobo-guará, bugio, sauá e até onça-parda. Da avifauna foram identificadas quase duas centenas de espécies como, por exemplo, o pavó, águia-chilena, acari-banana, tucano-do-bico-verde, taperuçu e o andorinhão-de-coleira falha.
Os principais atrativos naturais, dentro da área do parque, são cachoeiras, rios, praias, piscinas, cânions, grutas, mirantes e formações rochosas. A visitação é controlada e tem boa infraestrutura para atender visitantes e campistas.
Nos próximos ‘posts’ vamos percorrer três circuitos dentro do parque, onde as trilhas seguirão por lugares fantásticos como, por exemplo, o Lago dos Espelhos, o Lago Negro, Ponte de Pedra, Cachoeira da Pedra Quadrada, Gruta dos Viajantes, Gruta dos Fugitivos, Pico do Pião, Cachoeirinha e Janela do Céu.
Local: Lima Duarte / MG
Neste terceiro e último vídeo sobre gestão para sustentabilidade apresentamos as boas projeções e cenários menos otimistas sob a ótica do indivíduo, sociedades e mundo.
Este olhar da sustentabilidade inspira novas atitudes e comportamentos. O mais importante é que as mudanças já estão em curso.
E também não poderia faltar o final da estória do Roberto.
Jeitos de Ver o Mundo – Parte 1 e Parte 2.
Vídeo: Grupo Santander Brasil
A origem de um glaciar ou geleira se dá onde a neve se mantém ao longo de anos e anos de precipitação. A neve acumulada se comprime em seu próprio peso e assim perde o ar entre os cristais de gelo, formando grânulos cada vez maiores e compactos. À medida que esta compressão vai eliminando as partículas de ar, a neve se transforma em um tipo de gelo translúcido, até formar o gelo glaciar de coloração azulada.
Os glaciares originam das glaciações que são acontecimentos climáticos cíclicos que se estendem por milhares de anos, onde a baixa temperatura e umidade produzem um acentuado aumento da massa de gelo. Somos expectadores dos efeitos da última glaciação (era do gelo), que ocorreu há cerca de 110 mil anos, o que em termos geológicos, é um breve lapso do tempo.
O permanente movimento de uma geleira, as vezes, parece imperceptível. Como se originam em altitudes mais elevadas o efeito da gravidade atua na conformação de rios de gelo que descem as montanhas. A grande massa de gelo busca seu destino como se fosse um curso d’água terminando em lagos ou oceanos.
Os glaciares são um dos maiores responsáveis pela formação de inúmeras paisagens em nosso planeta. Após o retrocesso natural da última glaciação, surgiram grandes depressões que foram inundadas pelas águas do degelo, formando grande lagos, inúmeros canais e fiordes. Na compressão de milhares de toneladas de gelo formaram vastas planícies e extensos vales. Toda a geografia da Terra foi afetada pela ação das geleiras.
Os glaciares são santuários naturais onde a preservação é o mínimo que devemos ter quando os visitamos. São regiões que protegem e conservam características naturais de uma rica fauna e flora. Uma paisagem selvagem e deslumbrante.
Então temos trilhado por caminhos da última era do gelo em meio às montanhas, vales, bosques, desertos e lagos. Algumas vezes os caminhos se mostraram difíceis e perigosos devido às intempéries; E assim tivemos que recuar ou esperar. Em outros momentos o caminhar foi lento para garantir uma chegada segura.
Caminhar é preciso…
Este curta, do original “A Fox Tale”, além de apresentar uma bela animação, mostra uma jornada onde as emoções de dois caçadores ficam a flor da pele. Eles enfrentarão a frustração, curiosidade, ambição, ciúme, ira, agressividade, dor, bravura e decepção.
Desde milênios os humanos e raposas tem vivido próximos, e assim surgiram as lendas e mitos. Muitas histórias contam que estes seres enganam as pessoas, em outras se mostram como guardiãs fiéis ou esposas.
No folclore chinês, a astucia da raposa tem sua representação na mulher que usa a beleza para manipular o homem. No folclore japonês, kitsune, espírito de raposa, são seres de inteligência superior, vida longa e poderes mágicos, do tipo benevolente ou maldoso. Um dos poderes é habilidade de mudar de forma e geralmente se mostram como uma jovem e bela mulher.
Vídeo: CGI & VFX Animated Short Films – Thomas Bozovic, Alexandre Cazals, Julien Legay, Chao Ma, Guy-Roger Duvert e Nicolas Titeux