DesConexão Parte 1 – Bombinhas e Torres

“ O cotidiano é devorado pela conexão rápida. A vida real é consumida pelo virtual. ”

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Em desconexão, dos Molhes, passando pela Guarita até Itapeva, fui atraído pela imensidão da areia, sol e mar.

Aos olhos, uma pintura em tons claros, quase descolorida, uma suavidade serena, envolvendo tudo ao redor em uma atmosfera de tranquilidade e pureza.

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“ Incomodado com o status quo, faço a desconexão. Toda avalanche de informações escorreu pelo ralo do tempo. ”

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Em desconexão, o destino me levou a cenários inesquecíveis de dunas, falésias e grandes extensões de praia.

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“ A fadiga mental se desfaz quando não se senti culpado por não estar fazendo nada. O indivíduo ansioso retorna a sua essência de equilíbrio e paz. ”

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Em desconexão, vejo homens assolados pelo vento que se comunicam com as ondas, entre o lazer e a labuta.

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DesConexão – Parte 2 e Parte 3.

Sua Vida

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” Sua vida pode ser uma comédia, uma aventura ou uma história de superação, sucesso e amor.

Mas pode ser também um drama, uma tragédia ou a monotonia da não-mudança. 

Porque todos nós temos tudo isso em nossas vidas. O que muda é como editamos, em quais experiências mantemos o foco e sobre o que falamos. 

Fale do drama, e sua vida será um drama. Fale da aventura e a mesma vida será deliciosa. “

Aldo Novak

Parque Nascentes do Tietê – Salesópolis

Nos primórdios era chamado de Anhembi e no século XVIII foi batizado Tietê. Agraciado com um nome tupi que significa “água verdadeira”.

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O rio Tietê facilitou a entrada dos Bandeirantes para o interior do país. Um rio que ajudou a desenvolver o estado de São Paulo através da construção de barragens, eletrificação, abastecimento de água e hidrovia.

Com a rápida expansão urbana e industrialização, o trecho metropolitano de São Paulo foi duramente atingido pelo esgoto doméstico e poluição industrial.

Em 1992 iniciou-se um programa de despoluição, denominado Projeto Tietê. A mancha de poluição do rio tem se reduzido a mais de 20 anos, mas muito ainda há para ser feito.

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O Parque Nascentes do Tietê foi criado em 1996 com a missão de preservar suas nascentes, flora e fauna do seu entorno, e promover educação ambiental através de visitas monitoradas.

Para um passeio na mata pode-se caminhar nas trilhas da Araucária, da Pedra e do Bosque, com extensão de 162, 266 e 1.142 metros respectivamente.

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O rio Tietê tem suas nascentes localizadas na Serra do Mar, a 1.127 metros de altitude, no município de Salesópolis.

A cerca de 20 km distante do oceano, o rio segue em sentido contrário para o interior do estado de São Paulo. Atravessa 62 municípios, de sudoeste a noroeste, em 1.136 km até sua foz em Itapura, no rio Paraná.

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As nascentes estão dentro de uma floresta secundaria, a poucos metros da entrada do parque. A água brota nas rochas em três pontos diferentes, formando um laguinho povoado por minúsculas aranhas d’água e guarus.

Local: Salesópolis – SP

Morro Calvo – Parque Estadual de Ilhabela

“ Os tupinambás vendo aquela porção de terra elevada, com uma das faces desprovida de mata, deram o nome de baepi, do tupi-guarani, morro calvo. ”

Ir para as montanhas de Ilhabela é sempre um desafio, sendo a ilha mais montanhosa da costa brasileira com extensão de 337 km2. Soma-se a isto um clima úmido com temperaturas e chuvas elevadas em boa parte do ano, em meio a uma mata atlântica preservada pelo Parque Estadual de Ilhabela.

Suas montanhas somam sete pontos culminantes com altitudes que variam de 1.048 a 1.375 metros, respectivamente Pico do Baepi e Pico de São Sebastião.

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A surpresa do Pico do Baepi é sua localização privilegiada. O pico pode ser avistado facilmente do lado do continente, durante a travessia da balsa e dentro da ilha. A identificação está no paredão rochoso com mais de 150 metros, a única entre as montanhas do lado do canal.

A trilha está a sudoeste do pico e bem sinalizada pelo parque. O percurso é todo de subida na ida e descida na volta, numa extensão de 7,5 km a partir da cota 200 m até o cume a 1.048 m de altitude, em 5 horas de caminhada.

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” O caminho numa encosta de sapezal até chegar num platô onde existe um mirante voltado para o canal de São Sebastião. Aqui já valeu o esforço inicial. Seguimos na trilha sentido leste, por meio quilometro, descendo e subindo uma suave depressão em direção a mata. “

Dentro da mata a subida começa a ficar mais inclinada. Após passar um pequeno bambuzal a subida ficará mais íngreme com pontos de parada para descanso. O aclive vai aumentando e consequentemente a dificuldade também. Outros bambuzais, agora mais extenso e difícil de serem ultrapassados. As placas indicativas sinalizam a proximidade do pico.

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No cume, avista-se o canal de São Sebastião repleto de pequenas embarcações e imensos petroleiros e cargueiros. Aos pés do pico, o centro urbano da ilha com vista para um litoral de águas abrigadas por pequenas enseadas. Do outro lado do canal, a cidade de São Sebastião e ao fundo a Serra do Mar.

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” Nas direções leste, avistamos somente montanhas tomadas por uma densa mata atlântica, sem nenhuma visão do lado oceânico da ilha e suas praias selvagens. “

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“Finalmente, ao sul avistei o ponto mais alto da ilha, o Pico de São Sebastião, mas vamos deixar essa aventura para um próximo post.”

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Parque Nacional de São Joaquim

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Em 1961 foi criado o Parque Nacional de São Joaquim, tendo seus limites nos municípios de Urubici e Bom Jardim da Serra (parte alta), Orleans e Grão Pará (parte baixa).

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Esse belíssimo parque nacional nasceu da necessidade de proteger a Mata de Araucária, muito comum nessa região do estado de Santa Catarina.

A formação geológica do parque é composta por basalto e arenito. As composições rochosas existem a mais de 100 milhões de anos.

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O cartão postal é o Morro da Igreja, com 1.822 m de altitude, com vista para a Pedra Furada. Para visitar este atrativo deve-se solicitar autorização na sede do ICMBio em Urubici.

Na estrada do Morro da Igreja está proibido o trânsito de veículos pesados. Se houver chuva excessiva a estrada será interditada para trânsito de veículos leves.

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Dentro e ao entorno do parque, existem paisagens fantásticas com inúmeros atrativos naturais entre mirantes, morros, campos, serras, cânions, vales, rios, cachoeiras, cascatas, caverna, gruta e até inscrição rupestre.

Em especial se vê uma rica ave-fauna integrada a beleza da floresta de araucária e mata atlântica.

Embora dentro da área de parque esteja provisoriamente suspensa atividades como caminhadas, travessias e cavalgadas.

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Para compensar, aos arredores, as serras do Corvo Branco e do Rio do Rastro mostram todo seu esplendor dado que estão bordeadas por cânions com diferença de 1.100 metros de altitude entre municípios da serra e litoral sul de Santa Catarina.

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Local: Parque Nacional de São Joaquim / SC

Dia Mundial do Meio Ambiente

Comemora-se anualmente, em 5 de junho, o dia mundial do meio ambiente. Um dia, uma semana, parece pouco mas é o momento para alertar e também mostrar o que de bom se têm feito em prol do planeta.

Ainda é pouco diante de tanta poluição, desperdício e consumo irresponsável, em um planeta populoso, com recursos naturais mal utilizados e severas mudanças climáticas em curso.

Para reflexão em comemoração a este dia, escolhemos o filme “A Era da Estupidez”, do original “The Age of Stupid” – 2009, um filme de Franny Armstrong.

O filme se passa em 2055 numa mistura de documentário, ficção e animação, e mostra como o ser humano é o principal ator sobre esta questão ambiental mundial.

Um filme que tentou provocar mudanças no jeito de agir das pessoas. Vale a pena rever.

Assista o trailer!

Vídeo: Spanner Films – Trailer ” The Age of Stupid “

Corrida Treino – Longão nas Estradas Rurais de São José dos Campos

Seguindo a planilha para o penúltimo longão, no domingo bem cedo saí em direção ao Centro Comunitário Alto da Ponte, em São José dos Campos.

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Basicamente o percurso seria na estrada do Sertãozinho, estrada da Walkillândia, rodovia Monteiro Lobato e estrada da Água Soca.

Com tudo que preciso para repor as energias, levei na mochila água, isotônico, carboidrato em gel, proteína em barra, salgadinho, bananinha e duas mexericas.

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As 6 horas em ponto saí no asfalto. Após ponte sobre o rio Buquira segui a esquerda em direção a estrada de terra do Sertãozinho.

Com objetivo principal de trabalhar a resistência, o desafio seria manter o ritmo médio, considerando as constantes variações de elevação.

No km 8,5 subi o Sertãozinho, concentrado para vencer aquele morro da estrada. Na volta segui pela estrada da Walkilândia até chegar na SP-050 Km 107, rodovia Monteiro Lobato.

Em cerca de 1,5 km alcancei o acesso da estrada da Água Soca, que sobe atrás do clube de campo Cisne Real Park. Sempre atento, o momento era buscar a marca de duas horas de corrida.

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Desta vez, o foco era tempo de treino e não distância percorrida. A ideia era treinar corpo e mente para aquele esforço.

O percurso se mostrou desafiador com ganhos e perdas de elevação somados em 1.500 metros numa distância de 38 km, e altitudes variando entre 560 a 680 metros.

A volta exigiu seguir pelo mesmo percurso e assim completar o longão em 4 horas de corrida.

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Que venha o último longão antes do Desafrio em Urubici.

Trilha do Bonete – Parque Estadual de Ilhabela

” Pode-se ir de barco, mas o bom mesmo é curtir a trilha parando nas cachoeiras e no final descobrir uma praia quase deserta e ainda prosear com caiçaras no Canto do Nema. “

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O trekking é considerado nível alto devido os constantes desníveis ao longo dos 12 km de trilha em terreno acidentado.

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Deixamos o carro no estacionamento do Zé da Sepituba. De mochila cargueira partimos da Ponta da Sepituba, sul de Ilhabela, em direção à praia do Bonete. Dia perfeito para caminhar, de temperatura amena e quase sempre na sombra das árvores.

Após 2,5 km de caminhada chegamos na cachoeira da Lage. Aqui paramos no poço onde forma um tobogã natural. Como sempre fomos atacados por borrachudos, então o jeito foi ficar o maior tempo possível dentro d’água.

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” A trilha larga deixou o registro da tentativa de se fazer uma estrada até a vila do Bonete. Em 1977 foi regulamentado como área de parque estadual, garantindo assim a preservação. “

A próxima parada foi na cachoeira do Areado após 4 km de trilha e depois mais 3,5 km para chegar na cachoeira do Saquinho. Agora está fácil e mais seguro a transposição desses cursos d’água com as Passarelas Pênsil construídas nesses últimos anos.

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A beleza da mata atlântica e suas águas cristalinas ao longo da trilha são contagiantes e têm seu ápice na chegada ao Mirante do Bonete. Desse ponto podemos entender porque é considerada praia de surfista.

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Na praia, do lado direito é conhecido como Canto Bravo e no outro extremo o rio Nema, local onde abriga o rancho de canoas, conhecido como Canto do Nema. Na encosta acima vemos o Mirante da Barra e das Enchovas. Ao fundo a Ponta do Boi.

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Desta vez fomos surpreendidos por uma ressaca do mar que formava grandes ondas disformes e que nenhum surfista quis encarar naquele dia. Depois descobrimos que seria noite de lua cheia.

” Na sombra das Amendoeiras espreitamos a praia iluminada. A noite se desfez na grande lua cheia! “

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Lugar rustico que abriga uma tradicional comunidade caiçara que vive da pesca e turismo, onde a simplicidade e tranquilidade são o cartão de visita.

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Distante dos tempos quando foi inicialmente habitado pelo sesmeiro Antônio Bonete em 1608, nos dias atuais ainda resiste a loucura da urbanidade desregulada.

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” Sem carro, sem sinal de celular, a luz de vela e banho de água fria. Assim é o Bonete, feliz na sua simplicidade! ”