Nosso Caminhar Parte 1 – Pico do Tira Chapéu

Os pensamentos do filósofo Friedrich Nietzsche foram polêmicos no século XIX e ainda hoje são muito atuais. Escolhi reflexões de Nietzsche para esta série de 3 posts sobre o “Nosso Caminhar”.

” É preciso saber perder-se quando queremos aprender algo das coisas que nós próprios não somos. “

Friedrich Nietzsche

A caminhada é repleta de altos e baixos, e nesta vida o autoconhecimento é cheio de incertezas. Quanta vezes nos perdemos nas trilhas da vida. Toda aventura é um desafio em direção ao desconhecido. É preciso uma boa dose de coragem e vontade para querer ir fundo nas respostas que desejamos encontrar.

Nosso Caminhar Parte 2 e Parte 3.

Desbravador Parte 3 – Pico do Selado

Dizem que o desconhecido e o medo andam juntos.

No poente, temos o anuncio da noite escura, do frio intenso e dos animais que saem a caça. É hora de montar abrigo. O desconhecido e o medo ficaram lá fora.

Ao amanhecer, o sol radiante declara que a vida continua. Momento de contemplação e agradecimento por tudo e por todos os seres vivos.

Respiramos fundo e seguimos em frente, com determinação, vontade e fé.

Como caminhar é preciso, agora é hora de montar a mochila da próxima aventura.

Desbravador Parte 1 e Parte 2.

Desbravador Parte 2 – Mirante de São Francisco Xavier

Dizem que o desbravador não tem medo do desconhecido.

Na montanha, temos que ser fortes e humildes para superar as adversidades do relevo e clima severo. Algumas vezes, temos que respeitar o que a montanha nos diz e entender que nem sempre chegaremos no cume na primeira vez.

A natureza é fascinante!

Ao amanhecer na montanha, o sol desponta no horizonte trazendo luz e calor. Do alto, o mar de nuvens seduz o espírito. O pensamento em oração contempla mais um dia de vida.

Como caminhar é preciso, vamos a última parte desta empreitada exploratória.

Desbravador Parte 1 e Parte 3.

Desbravador Parte 1 – Serra dos Poncianos

Dizem que desbravar é ir ao encontro do desconhecido.

Na mata, mesmo que seja pela enésima vez, e a vivencia tem nos dados alguma sabedoria, toda preparação prévia é crucial; E durante a jornada deve-se cuidadosamente executar como se fosse a primeira vez.

A natureza sempre nos reserva algo novo!

Ao amanhecer os raios de sol despertam a mata. A luz e o calor dão novo brilho aos seres da floresta. O caminho se abre e seguimos em frente.

Dentro da floresta surgem passarelas que formam tapetes de folhas, aliviando nosso caminhar. Em outros momentos todas as árvores querem nos abraçar.

Como caminhar é preciso, em algum lugar na serra dos Poncianos, parte da serra da Mantiqueira, e vamos adiante.

Desbravador Parte 2 e Parte 3.

Parque Nacional da Serra da Capivara

O Parque Nacional da Serra da Capivara é uma unidade de conservação arqueológica e de proteção integral à natureza, localizado dentro do bioma Caatinga no sudeste do estado do Piauí.

Graças ao trabalho da arqueóloga Niéde Guidon, o parque foi criado em 1979 para proteger mais de 700 sítios arqueológicos catalogados, representando a maior concentração de sítios pré-históricos do continente americano.

Foi reconhecido pela UNESCO como “Patrimônio Cultural da Humanidade” em 1991.

Estas populações pré-históricas deixaram aproximadamente 30.000 figuras coloridas, a maior quantidade de pinturas rupestres do mundo.

Os vestígios arqueológicos, de pedra lascada e resquício de fogueira, foram datados pela técnica do carbono 14 e termoluminescência, indicando que a região da Serra da Capivara foi povoada a 100.000 anos atrás – local Boqueirão da Pedra Furada.

São evidencias que colocam a chegada do homo sapiens na América do Sul pela via do oceano Atlântico, a partir do litoral norte do Brasil até o interior, através dos grandes rios.

Um parque nacional ímpar, onde temos a oportunidade de aprender sobre como viviam os nossos ancestrais e a mega fauna pré-histórica.

Local: São Raimundo Nonato / PI

Corrida Treino – Pedra Montada

Desta vez deixei de fazer o treino de final de semana nas vias urbanas e segui para o município de Guararema / SP.

Esta prova é denominada treino, ou seja, aquela onde não se tem chip, marcação de tempos e classificação final. É um treino onde reforça que a competição será consigo mesmo.

O local desta corrida de montanha treino foi na região do Parque Municipal da Pedra Montada, com largada e chegada dentro do parque.

O percurso de 12 km seguiu por estradas de terra, somando um total de 663 metros entre ganho e perda de elevação, e altitude máxima de 755 m.

No final, o percurso da prova entra no parque, passa pela Pedra do Tubarão e termina na Pedra Montada, cuja sobreposição de duas pedras dá nome ao parque. As pedras chamam atenção devido ao tamanho e terem uma pequena área de contato entre elas.

Estima-se que a pedra de cima tenha 45 m3 e aproximadamente 50 toneladas. A pedra da base é maior e está parcialmente enterrada.

O parque abriga outras dezenas de pedras tão grande e pesadas quanto estas.

Um treino que valorizou o percurso com a chegada na Pedra Montada.

Aquele que Cresceu nas Montanhas

Aquele que cresceu nas montanhas pode viver durante anos na cidade, desenvolver um trabalho científico e enriquecer sua inteligência, mas o que não pode fazer é permanecer eternamente lá embaixo. Quando vê aparecer o sol entre as nuvens e sente o vento no rosto, sonha como uma criança com novas aventuras nas montanhas. Comigo acontece exatamente isso. ”

Reinhold Messner

Terras Altas – Serra da Mantiqueira

” Caminhar nas terras altas da Mantiqueira é descobrir paisagens inesquecíveis na divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Uma região que atrai pessoas para diversos roteiros turísticos: ecológico, rural, histórico, religioso e gastronômico; Na prática de esportes outdoor temos escalada, arvorismo, mountain bike, canoagem e voo livre. Aqui vamos explorar as trilhas, caminhadas e montanhismo. “

A Serra da Mantiqueira engloba ecossistemas remanescentes de mata Atlântica, mata de Araucária e campos de altitude. Das inúmeras nascentes formam rios e quedas d’água. As precipitações mensais chegam a 300 mm na estão chuvosas. Não é à toa que Mantiqueira, em tupi-guarani, significa “gota de chuva”, outra versão é “serra que chora” enaltecendo as nascentes e imponentes cachoeiras.

O clima é quente úmido na estação chuvosa e frio seco na estiagem. Tudo isso em harmonia com uma exuberante e diversificada fauna e flora local. A temperatura pode chegar a uma dezena de graus negativos nos pontos mais altos. Em geral fica entre 0°C a 30°C. Considere ainda névoa, geada, fortes ventos e raios que assolam estas montanhas da Mantiqueira.

Esta cadeia rochosa abrange uma extensão aproximada de 500 km começando em Bragança Paulista (SP), segue a leste na divisa dos três estados, desvia em Barbacena até Serra do Brigadeiro, leste de Minas Gerais, sendo que este último estado representa 60% da extensão da serra.

A Serra da Mantiqueira é uma APA – Área de Proteção Ambiental entre os três estados, e abrange unidades de conservação como o Parques Estaduais da Serra do Brigadeiro e Serra do Papagaio, Parque Nacional de Itatiaia, Floresta Nacional de Passa Quatro e Campos do Jordão. Outras áreas montanhosas que merecem atenção, quanto a preservação, são as regiões do MarinsItaguaré e Serra Fina.

O relevo na Mantiqueira tem suas terras altas variando entre 1.000 a 2.800 m de altitude, nas divisas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O ponto culminante é a Pedra da Mina (2.798 m), na divisa entre Lavrinhas-Queluz (SP) e Passa Quatro (MG). Enquanto que o ponto mais baixo é a Garganta do Embaú (1.133 m) na divisa entre Cruzeiro (SP) e Passa Quatro (MG).

Na Mantiqueira temos 5 das 10 montanhas mais altas do Brasil, segundo o “Anuário Estatístico do Brasil 2011 – IBGE”, sendo: 4º Pedra da Mina (2.798 m), 5º Pico das Agulhas Negras (2.792 m), 8º Morro do Couto (2.680 m), 9º Pedra do Sino de Itatiaia (2.670 m) e 10º Pico Três Estados (2.665 m).

Outras montanhas em destaque são: Alto Capim Amarelo (2.570 m), Prateleiras (2.548 m), Pico dos Marins (2.421 m), Pico do Itaguaré (2.308 m), Pico do Papagaio (2.105 m), Pico do Selado (2.080 m), Pedra Partida (2.050 m), Pedra do Forno (1.970 m), Pedra do Baú (1.950 m) e Pico Agudo (1.703 m).

A Serra da Mantiqueira está próximo de quem mora no Vale do Paraíba ou no eixo cidade de São Paulo, sul de Minas Gerais e região serrana do Rio de Janeiro; Com isso podemos desfrutar de aproximadamente 50 montanhas conhecidas, entre 1.700 a 2.798 m de altitude.

Apesar das montanhas na Mantiqueira não ultrapassarem os 3.000 m de altitude, isso não significa que estas montanhas são fáceis para se chegar ao topo, pois o desafio está nas suas particularidades de acesso, relevo e clima.

” Nas terras altas da Mantiqueira percorremos vales profundos e picos imponentes.          A jornada requer preparação e determinação para alcançar as montanhas              mais altas do Brasil. “

Local: Serra da Mantiqueira

Floresta Nacional – Passa Quatro

No Brasil, floresta nacional é uma das categorias de áreas protegidas de uso sustentável estabelecidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, para promover pesquisa científica e uso sustentável dos recursos florestais.

A Floresta Nacional de Passa Quatro abriga uma área para recreação ao ar livre, com lago, cachoeira, rio, fonte de água mineral, viveiro de mudas, criação de trutas, jardins e área administrativa. A visitação é gratuita.

Esta unidade de conservação foi criada oficialmente em 1968, e controlada pelo IBAMA até 2007. Atualmente é administrada pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Área remanescente da Mata Atlântica, integra o Corredor Ecológico da Serra da Mantiqueira, abrangendo 3,3 milhões de m², de florestas de araucárias, eucaliptos e pinus plantadas, araucárias nativas e matas, numa altitude entre 900 a 1.400 metros.

A boa infraestrutura facilita a visitação pública para desfrutar dos atrativos. Na caminhada vale a pena visitar a cachoeira do Iporã, ou apenas passear próximo ao lago, relaxar ao som da natureza ou fazer um piquenique.

Local: Passa Quatro / MG