Acredite em Você

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” Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”

Luís Fernando Veríssimo

FELIZ ANO NOVO!

Vulcão Lascar – Atacama

Após quase uma semana no deserto, chegou o dia de subir o Lascar. Entre outros vulcões do Atacama, o Lascar está a sudeste de San Pedro do Atacama e cerca de 5.600 metros de altitude.

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No Chile o vulcão Lascar é o mais ativo. Na erupção de 1993, o vulcão lançou densas colunas de fumaça que poluiu o rio que abastece Talabre. Esta aldeia como estava situada nas encostas do vulcão, foi transferida para uma nova área e hoje restam apenas suas ruínas de pedra.

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Partimos de madrugada de San Pedro do Atacama num transporte 4×4. Na estrada me veio à mente a última erupção, no ano de 2006, onde se podia ver, a centena de quilômetros de distância, uma coluna de fumaça expelindo gases, partículas e cinzas.

Para não sofrer do mal da altitude fizemos uma boa aclimatação subindo outras montanhas. Usamos equipamentos apropriados como, por exemplo, roupas em camadas, luva, touca, lenço multifuncional, óculos de sol com proteção UV, mochila de ataque com ‘camel back’, bastões e botas de caminhada.

Antes de seguir para a face sul do vulcão, fizemos uma parada no meio do deserto para um reforçado café da manhã. Para espantar o frio tomamos chá de coca e ficamos esperando o nascer do sol, nas montanhas, atrás da laguna Lejía.

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A partir da base do vulcão, a 4.800 metros de altitude, seguimos numa ascensão cadenciada, passos lentos e algumas paradas para descanso. Mesmo não sentindo sede bebia água e comia algo. Como era de manhã, o vento soprava fraco e o cheiro de enxofre não incomodou quando chegamos ao lado da cratera de 750 metros de diâmetro e 300 metros de profundidade.

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Após mais um descanso seguimos em direção ao cume. Subimos uns duzentos metros, passo-a-passo, lentamente bordejando a cratera pelo lado direito, seguindo uma trilha visualmente marcada por um terreno de pedregulhos e cascalhos.

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Hora de contemplar e celebrar o momento com os amigos de montanha! Após descanso e ter degustado uma barra de chocolate, iniciamos uma descida tranquila e lenta para não sofrer os efeitos do ar rarefeito.

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O espetáculo é garantido por uma visão 360° avistando inúmeras montanhas da região como, por exemplo, o Colachi, Corona, Tumisa, e também o salar Aguas Calientes e laguna Lejía.

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As paisagens são de tirar o fôlego!

Parque Estadual do Ibitipoca

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Em tupi, Ibitipoca é a junção de ‘ybytyra’ e ‘pok’, significa montanha estourada. Isso se deve ao relevo formado por duas escarpas rochosas de quartzito, resultantes de desdobramentos tectônicos.

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Então resultou numa topografia montanhosa cujo formato assemelha-se a uma ferradura, diferente dos arredores onde predomina apenas morros e colinas. Com essa topografia a Serra do Ibitipoca apresenta altitudes variando de 1.000 m nos vales ao sul a 1.784 m, o ponto mais elevado, na escarpa do Leste.

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A Serra do Ibitipoca delimita o Parque Estadual do Ibitipoca, criado em 1973, numa área de 1.488 hectares, situado entre a Serra da Mantiqueira e o Planalto de Andrelândia, sudeste do Estado de Minas Gerais. Localiza-se nos municípios de Lima Duarte, distrito de Conceição do Ibitipoca, e de Santa Rita do Ibitipoca.

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Na Serra formam-se rios, ribeirões e córregos com vertentes e leitos rochosos em meio a vales em garganta, pontes naturais, paredões, grotas, grutas e dolinas. A vegetação é predominante de campos rupestres, mata ombrófila e matas ciliares. A flora é composta de orquídeas, bromélias, líquens e samambaias.

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Com um relevo diferenciado, o clima na Serra se destaca com aumento da umidade e chuvas elevadas no verão, diminuição das temperaturas médias e inverno frio e seco.

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Abriga uma fauna representada pelo lobo-guará, bugio, sauá e até onça-parda. Da avifauna foram identificadas quase duas centenas de espécies como, por exemplo, o pavó, águia-chilena, acari-banana, tucano-do-bico-verde, taperuçu e o andorinhão-de-coleira falha.

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Os principais atrativos naturais, dentro da área do parque, são cachoeiras, rios, praias, piscinas, cânions, grutas, mirantes e formações rochosas. A visitação é controlada e tem boa infraestrutura para atender visitantes e campistas.

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Nos próximos ‘posts’ vamos percorrer três circuitos dentro do parque, onde as trilhas seguirão por lugares fantásticos como, por exemplo, o Lago dos Espelhos, o Lago Negro, Ponte de Pedra, Cachoeira da Pedra Quadrada, Gruta dos Viajantes, Gruta dos Fugitivos, Pico do Pião, Cachoeirinha e Janela do Céu.

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Local: Lima Duarte / MG

Jeitos de Ver o Mundo – Parte 3

Neste terceiro e último vídeo sobre gestão para sustentabilidade apresentamos as boas projeções e cenários menos otimistas sob a ótica do indivíduo, sociedades e mundo.

Este olhar da sustentabilidade inspira novas atitudes e comportamentos. O mais importante é que as mudanças já estão em curso.

E também não poderia faltar o final da estória do Roberto.

Jeitos de Ver o Mundo – Parte 1 e Parte 2.

Vídeo: Grupo Santander Brasil

Era do Gelo – Patagônia

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A origem de um glaciar ou geleira se dá onde a neve se mantém ao longo de anos e anos de precipitação. A neve acumulada se comprime em seu próprio peso e assim perde o ar entre os cristais de gelo, formando grânulos cada vez maiores e compactos. À medida que esta compressão vai eliminando as partículas de ar, a neve se transforma em um tipo de gelo translúcido, até formar o gelo glaciar de coloração azulada.

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Os glaciares originam das glaciações que são acontecimentos climáticos cíclicos que se estendem por milhares de anos, onde a baixa temperatura e umidade produzem um acentuado aumento da massa de gelo. Somos expectadores dos efeitos da última glaciação (era do gelo), que ocorreu há cerca de 110 mil anos, o que em termos geológicos, é um breve lapso do tempo.

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O permanente movimento de uma geleira, as vezes, parece imperceptível. Como se originam em altitudes mais elevadas o efeito da gravidade atua na conformação de rios de gelo que descem as montanhas. A grande massa de gelo busca seu destino como se fosse um curso d’água terminando em lagos ou oceanos.

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Os glaciares são um dos maiores responsáveis pela formação de inúmeras paisagens em nosso planeta. Após o retrocesso natural da última glaciação, surgiram grandes depressões que foram inundadas pelas águas do degelo, formando grande lagos, inúmeros canais e fiordes. Na compressão de milhares de toneladas de gelo formaram vastas planícies e extensos vales. Toda a geografia da Terra foi afetada pela ação das geleiras.

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Os glaciares são santuários naturais onde a preservação é o mínimo que devemos ter quando os visitamos. São regiões que protegem e conservam características naturais de uma rica fauna e flora. Uma paisagem selvagem e deslumbrante.

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Então temos trilhado por caminhos da última era do gelo em meio às montanhas, vales, bosques, desertos e lagos. Algumas vezes os caminhos se mostraram difíceis e perigosos devido às intempéries; E assim tivemos que recuar ou esperar. Em outros momentos o caminhar foi lento para garantir uma chegada segura.

Caminhar é preciso…

A Raposa Astuta

Este curta, do original “A Fox Tale”, além de apresentar uma bela animação, mostra uma jornada onde as emoções de dois caçadores ficam a flor da pele. Eles enfrentarão a frustração, curiosidade, ambição, ciúme, ira, agressividade, dor, bravura e decepção.

Desde milênios os humanos e raposas tem vivido próximos, e assim surgiram as lendas e mitos. Muitas histórias contam que estes seres enganam as pessoas, em outras se mostram como guardiãs fiéis ou esposas.

No folclore chinês, a astucia da raposa tem sua representação na mulher que usa a beleza para manipular o homem. No folclore japonês, kitsune, espírito de raposa, são seres de inteligência superior, vida longa e poderes mágicos, do tipo benevolente ou maldoso. Um dos poderes é habilidade de mudar de forma e geralmente se mostram como uma jovem e bela mulher.

Vídeo: CGI & VFX Animated Short Films – Thomas Bozovic, Alexandre Cazals, Julien Legay, Chao Ma, Guy-Roger Duvert e Nicolas Titeux

Deserto do Atacama

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O deserto do Atacama está localizado ao norte do Chile e faz fronteira com Argentina, Bolívia e Peru. Tem cerca de 1.000 km de extensão e 105.000 km² de superfície. Está ao lado da cordilheira dos Andes onde é permeado por uma dezena de vulcões em atividade ou extinto.

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O Atacama é considerado o deserto mais alto e árido da Terra. Os dias são quentes com manhãs e noites frias. Dependendo da altitude e vento as temperaturas podem variar de – 25 °C a + 45 °C.

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A precipitação média é de cerca de 15 mm por ano, embora em Arica e Iquique registros indicam chuvas entre 1 mm a 3 mm por ano. Estudos mostram evidências que o Atacama pode não ter tido qualquer precipitação significativa entre 1570 a 1971.

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No interior do deserto é comum 20 % de máxima umidade relativa do ar. Na temporada dos ventos pode facilmente chegar a 100 km/h. Devido a radiação solar muito alta o espectro ultravioleta é extremo, então o tempo máximo de exposição ao sol sem nenhuma proteção não deve ultrapassar 20 minutos.

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San Pedro do Atacama é a principal porta de entrada para o deserto do Atacama. Tem cerca de 7.000 habitantes com toda infraestrutura turística e comercial para que os visitantes possam pernoitar e acessar os principais atrativos naturais.

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Este oásis no meio do deserto está a 2.400 metros de altitude, então qualquer deslocamento as margens dos Andes, chega a 4.000 metros acima do nível do mar. A montanha Ojos Del Salado, considerado um vulcão extinto, é a maior altitude com 6.893 metros.

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Com toda esta grandiosidade e clima extremo, encontramos muitos turistas, do mundo todo, perambulando pela “calle” principal chamada Caracoles. Muitos em busca de uma fonte termal para relaxar. Outros interessados na cultura, história, astronomia ou arqueologia da região. E aos mais aventureiros a prática do trekking, montanhismo, cavalgada, mountain bike, sand board ou off road.

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Uma aventura onde desvendamos o deserto mais seco e alto do mundo, em busca de suas salinas, gêiseres, vulcões, montanhas, cânions, lagoas coloridas, vales verdejantes, rios de água cristalina e dunas douradas; além é claro, de sua fauna.

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Local: San Pedro do Atacama / Chile

Meias-Maratonas de Montanha – Mogi das Cruzes e Santa Branca

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As corridas de montanha sempre reservam boas surpresas! Seja para reencontrar amigos de corrida de rua nas provas de montanha ou conhecer novos corredores de montanha.

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Outras surpresas são as corridas de montanha que vamos estrear. Desta vez foram duas meias-maratonas de montanha, mais precisamente corridas cross-country em estradinhas de terra com morros e mais morros.

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A primeira foi uma prova noturna, O Rei da Montanha, realizada na região do Alto Tietê, Distrito de Sabaúna, em Mogi das Cruzes/SP. A segunda foi realizada numa floresta de eucaliptos, Corrida dos Eucaliptos, em fazendas no município de Santa Branca/SP.

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A corrida O Rei da Montanha foi em um sábado às 19h30min, enquanto que a Corrida dos Eucaliptos foi no primeiro dia do horário de verão num domingo às 9h15min da manhã que por sinal estava um calor infernal.

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Houve variação nas distâncias percorridas, tanto a mais na corrida O Rei da Montanha quanto a menos na Corrida dos Eucaliptos. Sinceramente fiquei com a sensação de ter corrido muito mais em ambas. Certamente devido a escuridão na prova noturna e o calor escaldante durante a prova diurna.

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Em ambas as provas o percurso estava bem sinalizado. Quanto ao terreno, apesar de não ter trilhas, nas estradinhas encontramos pedras, buracos, areia, galhos de árvores, terra fofa, curvas, aclives e declives. Então toda atenção, do início ao fim, foi essencial para evitar quedas.

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Durante a Corrida dos Eucaliptos, para minimizar a perda de fluidos e aumento da temperatura corporal, bebi mais água e isotônico para repor líquidos e sais minerais. Durante o percurso busquei trechos protegido pela sombra das árvores e reduzi o ritmo.

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As duas meias-maratonas de montanha foram numa mesma semana. Os resultados foram bons considerando os desafios superados em cada prova. Medidas como atenção redobrada no ambiente e auto-observação garantiram, em cada prova, uma chegada segura.

Fotos: Alexandre Janotti e Wladimir Togumi

Jeitos de Ver o Mundo – Parte 2

Este segundo vídeo apresenta o conceito de sustentabilidade e suas principais implicações no dia-a-dia, nos negócios e no mundo.

O mundo pode ser visto de várias maneiras dependendo de como vemos as coisas.

Jeitos de Ver o Mundo – Parte 1 e Parte 3.

Vídeo: Grupo Santander Brasil

Canoa de Voga – Parque Estadual de Ilhabela

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A canoa de voga é esculpida a partir de um único tronco de árvore do guapuruvu, cedro ou jequitibá, e chegava a ter 20 m de comprimento por 2 m de largura. O conhecimento da construção foi transmitido oralmente pelos nativos que habitaram a região.

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Ainda hoje vemos nas comunidades caiçaras a canoa de voga como meio de locomoção. No início era canoa a remo, então se acrescentou a vela dando origem ao nome, e depois adaptada para motor.

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No período colonial a canoa de voga foi muito utilizada para transporte de material para construção dos engenhos e fazendas, como também, transporte de açúcar, café e aguardente para as embarcações da época.

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Para Santos e Rio de Janeiro, transportavam tabaco, aguardente e uma infinidade de frutas, hortaliças, aves, ovos, cabritos, esteiras, objetos de barro, além é claro, de passageiros. Retornavam com arroz, feijão e carne. Ainda hoje são usadas para pesca e transporte de pessoas e produtos.

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A canoa de voga resiste aos tempos modernos de embarcações a motor, construída em fibra ou alumínio, onde o rigor da legislação ambiental proíbe o corte de árvores e a constatação da falta dos antigos mestres canoeiros.

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A canoa de voga é símbolo da relação de harmonia do caiçara com a natureza. Da mata que provê água doce, alimento e madeira como recurso para o caiçara adentrar ao mar em busca do pescado e se locomover entre as praias, ilhas e continente.

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Existem várias comunidades tradicionais caiçaras tanto no interior como no entorno do Parque Estadual de Ilhabela. Algumas comunidades estão no Saco do Sombrio, Bonete, Castelhanos, ilhas da Vitória e dos Búzios.

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Então nas trilhas pudemos ouvir histórias fantásticas de viagens, contadas através de gerações, das lembranças dos caiçaras, que marcam o ritmo da remada, esperam o melhor vento ou trançam a rede no Canto do Nema.