Corrida em Natividade da Serra

A expectativa era grande para esta corrida de rua em Natividade da Serra. A começar pela natureza exuberante, formada por pastagens, florestas, cachoeiras, na confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna e às margens da represa da CESP – Companhia Energética de São Paulo. Outro destaque é a localização na região do Alto Paraíba e Serra do Mar, a 720 metros de altitude, com 80% de extensão territorial montanhosa. Então já era esperado um percurso desafiador e ao mesmo tempo de belas paisagens.

Outro ponto alto dessa corrida é o evento em si. A bucólica e pacata cidade de Natividade da Serra, de um povo simples e acolhedor, enfeitou a Praça do Centro Cultural com um varal de roupa de Papai Noel e um presépio de Natal. Durante o evento um locutor e uma banda de rock’n’roll animaram os corredores, visitantes e moradores.

A corrida Jerônimo Gomez Villarino é uma iniciativa da associação de moradores do bairro da Marmelada. O evento começou com corridas para as crianças e adolescentes, e depois teve a largada para o público adulto nas distancias de 5 e 10 km. Foi uma corrida de rua desafiadora e alegre.

Encantos da Serra – Parque Nacional da Serra da Canastra

Os encantos da Serra da Canastra começaram com a vinda do navegador Américo Vespúcio que comandou uma expedição à foz de um rio nas terras do novo mundo. Era 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais e da natureza. Então nascia o Velho Chico. Depois vieram novas comitivas portuguesas que desbravaram, navegando rio adentro, para o interior do continente.

O nome Canastra foi denominado aos chapadões por terem um formato parecido com um baú antigo. Então a magia do lugar foi encantando os colonizadores que chegavam na região da Serra da Canastra.

Das várias serras que compõem a região da Canastra, a altitude atinge 1.500 metros, em meio a uma rica fauna e flora, cuja cobertura vegetal de cerrado e matas ciliares revelam um terreno acidentado que formam belíssimas depressões, em centenas de cachoeiras, como a famosa Casta D’Anta.

Para proteger e preservar este bioma, sua fauna e nascentes, como também, possibilitar pesquisas, educação ambiental e turismo ecológico, foi criado o Parque Nacional da Serra da Canastra em 1972.

A magia da Serra da Canastra não é somente a natureza exuberante, mas também sua culinária peculiar e principalmente o acolhimento do povo mineiro.

Local: Delfinópolis e São Roque de Minas / MG

Árvores Solitárias – Parque Nacional da Serra da Canastra

Ao caminhar na Serra da Canastra os olhos atentos vasculharam aqueles campos de cerrado numa vastidão sem fim. Além da ventania que trouxe frescor ao caminhar, debaixo daquele sol escaldante, anunciou algumas árvores solitárias.

Com alegria no espirito e leveza no corpo, o caminhar passou despercebido naquele primeiro dia de travessia. Entre amigos as conversas foram jogadas ao vento com as árvores a perscrutar nossos passos.

Árvores solitárias. Sua imponência não estava no tamanho, e sim na sua pureza. Castigada pelo sol e vento, trazia um silencio interior de absoluta paz. Dava esperança carregada em flores.

Naquela longa jornada, após muito caminhar, a perseverança das árvores solitárias se fizera solidárias durante o trajeto.

Fumaça no Ar

Esta magnifica animação “El Vendedor de Humo” (O Vendedor de Fumaça) foi criada por estudantes da escola de animação PrimerFrame em Valência – Espanha.

A animação é primorosa quanto a trilha sonora, modelagem dos personagens, movimentos e iluminação. O enredo é muito atual e traz uma boa reflexão sobre vendedores e compradores de “fumaça”.

A ilusão embevece o ego e cria miragem no deserto da alma. Só mesmo a chuva para matar a sede e dar sobriedade ao ego.

Animação: PrimerFrame

Eu, Perdido?

Esta animação de Steve Cutts foi produzida exclusivamente para a música “Are you lost in the world like me?” (Você está perdido no mundo como eu?) Do cantor Moby.

Eu, perdido? Claro que não!

Acredito que uma grande maioria das pessoas daria esta resposta, independentemente das opiniões dos mais ou menos tecnológicos, e daqueles mais ou menos espiritualizados.

O problema não é a tecnologia, seja dos telefones ou televisões “smart”. É evidente que os avanços em todos os campos da ciência são excepcionais.

Por outro lado, vale a reflexão sobre como as grandes corporações e governos estão usando o poder da mídia para controlar a sociedade. Ou como as pessoas conectadas tecnologicamente estão tão isoladas como seres físicos, emocionais, mentais e espirituais.

A ilusão é mais real do que o mundo lá fora. Grande parcela da humanidade está entretida, hipnotizada, escravizada e manipulada.

Eu, perdido?

E você?

Vídeo: Steve Cutts – Moby & The Void Pacific Choir

Povos Nativos

Esta animação mostra um nativo indo à caça quando se defronta com um totem. A partir daí inicia uma jornada misteriosa e insólita.

Estima-se que a 5 séculos atrás, 1.000 povos já viviam onde hoje é o território brasileiro. Como eles já estavam por aqui, é correto chamá-los de povos originários ou nativos, ou seja, próprio do lugar onde nasceram.

Com a chegada dos europeus às Américas, estes povos nativos foram dizimados, de norte a sul do continente americano.

Atualmente os povos originários brasileiros são minoria, menos de 0,5% da população, somando menos de 1 milhão de indivíduos, espalhados num Brasil de tamanho continental.

Estes povos nativos coexistem com a nossa urbanidade e certamente não se identificam integralmente com toda esta sociedade moderna. É claro que ainda existem conflitos por questões de interesses diversos, mas as relações evoluem para o respeito e preservação destas culturas ancestrais.

Animação: Pajerama – Glaz Entretenimento e Estúdio Nômade

Nosso Caminhar Parte 3 – Pedra da Bacia

” A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo. ” 

Friedrich Nietzsche

Ao final de uma longa caminhada, é normal estar esgotado. Os últimos quilômetros são os piores. As barreiras encontradas ao longo da travessia são inúmeras. Uma voz diz para desistir. O corpo doe. Tudo parece insuportável. Então, surge a força de vontade, quase esquecida. Vale a pena!

Nosso Caminhar Parte 1 e Parte 2.

Nosso Caminhar Parte 2 – Serra da Bocaina

” O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira. ” 

Friedrich Nietzsche

Ao longo da caminhada é preciso redescobrir o mundo com os olhos de uma criança. E mais cores veremos nas trilhas do amadurecimento para tornar o caminhar mais criativo, alegre e produtivo. Como toda conquista é efêmera, cultivar a curiosidade é presentear a vida com novas descobertas.

Nosso Caminhar Parte 1 e Parte 3.