Temporada de Montanha – Serra da Mantiqueira

Em abril damos início a Temporada de Montanha. Com a chegada do outono inverno, temos a melhor época para prática do montanhismo, e assim podemos trilhar nas montanhas da serra da Mantiqueira

Diferente do verão com aquele calor intenso e tempestades eletromagnéticas, os dias começam a ficar mais agradáveis até a estação do inverno, onde as temperaturas baixas são impactantes nas montanhas da região sul e sudeste do Brasil.

Ou seja, as temperaturas atingem facilmente abaixo de zero graus célsius. As geadas são comuns. Em condições especiais de clima até podemos ter alguma precipitação de neve nos pontos mais altos da Mantiqueira.

Estamos numa área privilegiada de montanhas e vales, entre as mais altas do Brasil, cujo cenário paisagístico é de imensa beleza. Nas travessias e ascensão aos picos mais altos o desafio é grande e a recompensa muito maior.

O montanhismo é dar significado as coisas simples, ao meio ambiente e ao autoconhecimento. É sentir alegria em uma simples caminhada e ter resiliência nas mais duras travessias.

Ter a satisfação do encontro com aqueles que compartilham da mesma paixão, onde alguns estarão de passagem e outros se tornarão amigos.

Que a temporada seja extraordinária!

Montanha!

Subindo a Serra – Corrida de Montanha 18K

Após correr a meia-maratona do aniversário de Caraguatatuba, subimos a serra no domingo seguinte para uma corrida de montanha.

A “Move Trail Run” aconteceu na estancia climática de Cunha / SP com largada no Parque Lavapés. Para não perder a oportunidade fomos na distância de 18 km.

Uma prova bem organizada visando à disseminação da modalidade que teve uma volta promocional onde os atletas correram o primeiro km pelo centro da cidade e passaram ao redor da igreja matriz.

Ao retornar em direção ao Parque Lavapés, desviou para fora da cidade em direção as estradas rurais.

Entre aclives e declives constantes por estradas de terra, o ganho e perda de elevação somou 1.025 metros numa altitude máxima de 980 metros.

Do litoral para serra, a paisagem mudou completamente. Foi tomada por campos verdes e colinas bucólicas.

Após o desafio fomos perambular no Lavandário e visitar a 18ª Festa do Pinhão em Cunha.

Descendo a Serra – Corrida Meia-Maratona 21K

Em dois finais de semana participamos de duas provas. Esta foi no litoral e a outra na Mantiqueira. Cada uma com altitude e tipo de terreno bem diferente.

Descendo a Serra do Mar em direção ao litoral norte de São Paulo para participar da Meia-Maratona do Aniversário de Caraguatatuba.

Uma organização com boa estrutura de prova.

Uma meia-maratona no litoral tem suas vantagens. Além do belíssimo visual da costa, o percurso foi praticamente cem por cento plano e com posto d’água a cada 2 km.

A largada da meia maratona aconteceu na orla da praia do Porto Novo. Como saiu um pouco antes das 7:30 da manhã, pegou de surpresa alguns atletas que ainda estavam chegando.

No domingo seguinte, a estória foi outra quando subimos a serra para outro desafio. Vamos contar no próximo post.

Vida Caiçara – Travessia Mamanguá, Cajaíba e Juatinga

A vida caiçara é dura, mas…

Observando os barquinhos de pesca chegando na praia, me ocorreu a lembrança dos pescadores e seus causos.

” Das longas jornadas em alto mar quando até os mais experientes são assolados pelo enjoo. O perigo das grandes ondas que lavam a alma. Onde se manter a bordo é uma luta pela sobrevivência. Vida de pescador é difícil.

A pesca artesanal se acabando devido a competição com os pescadores predatórios. Hoje em dia, sem tanto peixe, alguns vão longe para dentro do grande mar. Outros vão embora para a cidade, na esperança de um trabalho melhor, que não existe. Alguns se organizam em associações para se fortalecerem.

Existe esperança no ecoturismo sustentável de base comunitária, para complementar a renda que não vem mais da pesca abundante. Eles resistem em suas terras e parecem felizes. “

A TRAVESSIA

Esta travessia do Saco do Mamanguá, Enseada da Cajaíba, Ponta da Juatinga, Cairuçu das Pedras, Ponta Negra, entre Parati Mirim e Vila do Oratório / praia das Laranjeiras, litoral sul do Rio de Janeiro, é um trekking singular no desafio da travessia e das belas paisagens costeiras. A travessia pode ser realizada em ambos os sentidos. Para facilitar o deslocamento, o trekking foi realizado fora da alta temporada e do clima  de verão.

As trilhas bordejam encostas, em subidas e descidas pela mata atlântica, até o encontro com enseadas e praias paradisíacas. No período da tarde devido ao sol e alta umidade, as paradas eram frequentes. Com isso mergulhávamos na observação respeitosa do modo de vida simples das comunidades que habitam essa região costeira. O entardecer era louvável na expectativa de cumprir o percurso, achar um acampamento para pernoite e poder contemplar mais um pôr do sol.

Em cada acampamento, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo produzido foi trazido conosco e descartado em local apropriado.

A vida caiçara é feliz!

Dentro do Coração

” Dentro do coração, em uma pequena cavidade, repousa o universo. “

Mahanarayana Upanishad

” Eu, reflexo da minha real natureza, essência. No entanto, me vejo apegado as coisas, breve e perecível da vida. Me perco em alguma parte. Existe um cara que caminha ao meu lado, o ego, a personalidade mascarada da ignorância existencial. Entre altos e baixos, existem expectativas externas e internas conflitantes, estados emocionais movimentando turbilhões de pensamentos. Muitas vezes empático e outras em total estranhamento. Busco o recolhimento. Surge algo, sutil e permanente. Sereno a mente. Percebo a consciência do verdadeiro ser imaterial e atemporal. Silêncio e comunhão. Ser luz. “

” Volta o olhar para o teu interior. Aí reside a fonte do bem inesgotável, se o buscares sem cessar. “

Marco Aurélio

Me Leva Beija-Flor – Parque Nacional da Serra da Bocaina

” Me leva Beija-Flor, me leva para onde você for.”

Ave Fantástica

Encontrada nas três Américas. É conhecida por uma diversidade de nomes como Colibri, Cuitelo, Guanambi, pica-flor, chupa-flor, chupa-mel, beija-flor entre outros. Em inglês, “hummingbird”, onde “humming” significa zumbido, do bater das asas.

Tão Pequeno

Parece frágil mas tem uma força fantástica. Sua estrutura esquelética muscular permite voo extremante rápido e ágil. Única ave que consegue ficar parada no ar ou voar em marcha a ré. O batimento das asas pode chegar a 200 vezes por segundo dependendo da direção do voo e condições do clima. O ritmo cardíaco é cerca de 1.200 batidas por minuto. Por isso o beija-flor precisa se alimentar em média 5 a 8 vezes por hora.

Especialista no Meio em que Vive

Todas as cerca de 325 espécies, tem um bico adaptado para se alimentar conforme o meio ambiente em que vive. Por outro lado, tem uma característica comum que é a língua bifurcada e comprida para extrair o néctar das flores (são polinizadores) sendo que algumas espécies comem moscas e formigas. Sua visão é muito aprimorada, além de identificar cores podem detectá-las no espectro ultravioleta.

Beleza Notável

De plumagem brilhante e colorida. A coloração é causada por fatores como nível de luz, umidade e principalmente pela iridescência na disposição das penas que é um fenômeno óptico que faz certos tipos de superfícies refletirem as cores do arco-íris.

Mensageiro dos Deuses

O beija-flor é conhecido como um mensageiro dos deuses e tem na mitologia grega a deusa Íris na personificação do arco-íris e mensageira dos deuses para os seres humanos. Esta ave também simboliza alegria, cura, delicadeza e energia. Um ser mágico que para os nativos da América representam força e harmonia. Para os nativos Hopis, dos EUA, personificam um herói que salva a humanidade da fome visto que o Guanambi intervém na germinação das plantas. Ao passo que os nativos da Colômbia, os Tukanos, atribuem ao Colibri a virilidade porque copulam com as flores.

Pôr do Sol – Parque Nacional do Caparaó

A travessia dentro do Parque Nacional do Caparaó foi um desafio singular por diversos motivos.

A gente acha que nunca mais vai assistir um pôr do sol tão belo e magnifico devido a tantos outros que já vimos.

Puro engano, pois a cada novo pôr do sol, seja ele em qualquer lugar que seja, a emoção carrega o coração de alegria e ficamos meio que perdidos naqueles últimos instantes de luz.

Aquele entardecer no Caparaó estava carregado de nuvens densas que se movimentavam freneticamente, desenhando coisas no céu além da nossa imaginação.

Que belíssimo final de tarde após mais uma longa jornada de trekking.

Canto do Nema – Parque Estadual de Ilhabela

Após um agradável pernoite na vila do Bonete, seguimos cedo para o segundo dia da travessia Bonete Castelhanos.

A brisa que vinha do mar ajudou a refrescar aquele início de caminhada durante a subida do morro logo ao fundo da vila.

Parando para tomar folego ficamos apreciando a vida simples e calma naquele Canto do Nema.

Os barqueiros iniciando suas ocupações numa quietude só com as pequenas embarcações descansando as margens do Nema.

De volta a travessia, espreitamos novos ventos que trouxeram vigor aos andarilhos.

Cachoeira do Veado – Parque Nacional da Serra da Bocaina

Naquele ultimo dia nos despedimos da Bocaina e descemos a serra do mar em direção a Mambucaba.

Ao raiar do sol tomamos café com o Tião e saímos ligeiro para atravessar os últimos barreiros que estavam bem encharcados devido à chuvarada que caiu a noite toda.

Antes de começar a descida da serra, para nossa alegria, um quadro emoldurado pela mãe natureza se desenhou passo a passo, como um fotograma, naquele pequeno trecho da Trilha do Ouro.

Uma admirável cachoeira se encaixou perfeitamente na moldura de raízes e cipós trazendo à tona toda sua imponência.

Demos graças uma vez mais!