Pássaro da Imaginação – Saco do Mamanguá

Próximo ao cais de Parati Mirim, iniciamos a trilha atravessando o morro para caminhar na margem direita do Saco do Mamanguá. Fizemos curtas paradas nas praias das Pacas, Grande do Saco do Mamanguá, Bica, Pontal, até chegar na praia da Curupira, após quatro horas de caminhada.

Além da beleza singular da praia da Curupira, nos chamou atenção a escolinha, com belas pinturas nas paredes e no chão, de animais e pássaros da mata, colocando o aprendizado no visual do dia a dia das crianças. Havia também placas com frases valorizando a natureza, a família e o caiçara; E suas coisas como a “canoa caiçara”.

Uma pena não poder conversar com a professora e alunos, pois a escolinha estava fechada devido as férias escolares.

Muita criatividade e cores nos desenhos. Até desenharam e pintaram um pássaro da imaginação.

De Braços Abertos

” Que hoje possamos estar de braços abertos para receber com amor e gratidão todas as bênçãos lindas deste dia.

Que seja este abençoado com sorrisos, com amor e com intensos gestos de carinho.

Que sejam abençoados todos aqueles que passarem pelo nosso caminho e

Que juntos possamos compartilhar os mais lindos sentimentos de amizade e afeto.

Que nosso coração esteja plenamente em harmonia com a paz. “

Jared Hassan

Tempo que Passou – Caminhar é Preciso

Foi ontem que te vi brincando na praia. Sonhos e planos sendo construídos com energia para realizá-los. Apesar dos obstáculos, agruras e distrações, sem medo nem culpa de seguir em frente, nessa idade tão efêmera e intensa.

Presente de duração instantânea que passa num piscar dos olhos. Sem pestanejar, numa incessante vontade de viver, sem se importar com a mudança das estações. Transformação contínua na energia das ondas da vida.

Foi ontem que te vi andando na praia. Agora abraçado com sua alma gêmea. Um novo presente, com prazeres diferentes. Um simples andar na praia. Felicidade no coração, no tempo que tudo transforma, pensamentos e temperamentos.

Feliz Natal!

Cachoeira do Índio – Vale Europeu

Nas andanças pelo Vale Europeu, região dos Lagos de Santa Catarina, o calor da primavera estava arrebatador, então seguimos até a cachoeira do Índio, na fazenda da família Kohlbeck, Estância Itaperuna, distante, morro acima, 50 km do rio dos Cedros.

Fomos bem recebidos pelos proprietários que nos orientou para chegar na cachoeira do Índio. Seguimos fazenda adentro, passando pelos cavalos, carneiros, perus e galinhas, soltos em um campo gramado, e logo abaixo avistamos as corredeiras do rio dos Cedros.

A mata ciliar abraçava o rio e a gruta estava meio escondida sob as águas. O espaço alagado debaixo da pedra não é exatamente uma gruta mas vale a pena conferir. Deste ponto, logo à frente com a queda livre formada, o rio parece um sumidouro.

Passo a passo, procurando chão seco, vou de encontro onde a base da cachoeira pode ser fotografada. Com cuidado voltamos alguns metros, e descemos a trilha até chegar na parte baixa da cachoeira. Uma cortina d’água se abriu detrás das árvores.

O encanto é imediato, tanto pelo vento molhado, do paredão disposto em camadas de pedras, com destaque aos tons escuros e coloridos das rochas e vegetação, como o caminho molhado que passa atrás da enorme queda d’água.

Então segui no caminho molhado. Não tem como não ficar empolgado neste momento. Aquele enorme volume caindo em forma de cortina d’água, com um som bárbaro e tudo ficando molhado. Saí do outro lado, de corpo e alma lavada.

Monumento Natural Pedra do Baú – Complexo Pedra do Baú

Este monumento natural de rara beleza cênica é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, numa área natural protegida pelo poder público do estado de São Paulo. Entre Campos de Jordão e São Bento do Sapucaí, é denominado Monumento Natural Pedra do Baú com objetivo de proteger a biodiversidade, recursos hídricos e geológicos; E preservação cultural e histórica da Serra da Mantiqueira.

Estas montanhas rochosas estão cercadas por matas nativas e conhecidas como Pedra do Bauzinho, Pedra do Baú e Pedra Ana Chata, o Complexo Pedra do Baú. Tem altitude máxima de 1.950 metros e larguras variáveis ao longo de toda extensão. O Baú com 340 metros de altura e 540 metros de comprimento se destaca pela espetacular formação rochosa sobre a Mata Atlântica.

É considerado um dos principais locais de escalada do estado de São Paulo e do Brasil. Nas trilhas que levam ao topo das pedras, temos uma caminhada de curta duração até a Pedra do Bauzinho, e aquelas percorridas em algumas horas, como a da Pedra do Baú, subindo os 600 degraus pela via ferrata face norte e descendo a face sul, ou Pedra Ana Chata passando pela via ferrata face sul.

Do cume das pedras, vemos um mar de montanhas da Mantiqueira e ilhas de matas nativas espalhadas pelo planalto. De um lado, Campos do Jordão, e do outro São Bento do Sapucaí, com vista do Vale do Paiol e ao fundo as montanhas que separam São Paulo do estado de Minas Gerais.

Local: Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí / SP

Lá vem Ele – O Barco

Ancorado em águas tranquilas ele se recupera da jornada em mar aberto, dos dias e noites agitadas em águas turbulentas.

No trabalho duro e na esperança voltam carregado com pescado de qualidade, para seguir navegando e garantir o sustento da família.

Enquanto isso a canoa caiçara desliza suave na força da remada. A passeio ou trabalho, o encanto se faz quando ela aparece nas estórias dos pescadores.

E no vai e vem frenético das embarcações, o ronco dos motores espanta o som da natureza, e reforça o meio de transporte mais comum por estas águas.

Mas o bom mesmo é ficar lado a lado, até parece prosa de velhos amigos, em águas calmas, para contar aquelas estórias de pescador.

Pegadas na Areia – Ilha Grande

Com pegadas na areia deixamos nossos pensamentos ao vento.

Na travessia de barco até o Aventureiro a mente ainda surfou nas ondas de pensamentos daninhos, mas na caminhada do dia seguinte as preocupações ficaram ausentes. A ansiedade, comum no dia a dia da cidade, sumiram a beira-mar. Agora sim, realmente conectado ao meio.

Após almoço em Dois Rios, subimos a trilha-estrada em direção a vila de Abraão.  Debaixo de chuva torrencial, aceleramos os passos sem fraquejar sob a enxurrada escorrendo pela estrada. Chegamos encharcados, cansados e felizes no vilarejo de Abraão.

Uma travessia que lavou a alma.

Em cada acampamento, deixamos o local onde acampamos igual como o encontramos. O lixo produzido foi trazido conosco e descartado em local apropriado.